Quem via aquele homem de
92 anos, entrar no Estádio Soccer City, num carrinho de golfe para a festa de
encerramento da 19° Copa do Mundo de Futebol da Fifa, se quer podia entender a
dor que ele passou durante 27 anos preso, pelo fim da segregação racial do seu
país.
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| Nelson Mandela (foto: internet) |
Seria na África do Sul,
que 32 seleções se reuniriam em busca da taça mais importante do futebol. E a
imagem de Nélson Mandela, o Mandiba estaria mais do que qualquer coisa ligada
ao esporte.
Em 1995, um ano depois da
sua eleição para presidente da África do Sul, o país se unia pela primeira vez,
independente de cor, os africanos eram um só corpo, juntos pelo seu povo, no
Campeonato Mundial de Rugby. O esporte, instituída pelos ingleses brancos, era
o ícone da apartheid na nação.
Apesar disso, Mandela
deixou todo o ódio de lado e fez com que todos entendessem que aquela equipe de
rugby africana representava o país e não uma raça ou religião. E foi assim
inspirado nessa motivação vinda do presidente que a equipe se sagrara campeã em
cima da Nova Zelândia.
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| Final de Rugby 1995 |
Dessa vez, Mandiba estava
debilitado, a sua saúde estava fragilizada e sua presença nas partidas era
incerta. Mas a Copa veio e com ela uma multidão de mais três milhões de pessoas
acompanhando as partidas nas cidades de Bloemfontein, Cidade do Cabo, Durban,
Nelspruit, Polokwane, Porto Elizabeth, Pretória, Rustemburgo e Joanesburgo.
Essa competição contava
com uma seleção em ascensão com a base formada por Barcelona e Real Madrid. Tratava-se
da Espanha, com um futebol parecido com o carrossel holandês de Cruyf. Formada
por David Villa, Xabi Alonso e Andrés Iniesta, a equipe vinha com um desejo de
beliscar seu primeiro título.
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| Espanha |
Estava no Grupo H e
estreou perdendo para a Suíça por 1 x 0, num jogo surpreendente que remota a
derrota para os EUA, um ano atrás na Copa das Confederações. O medo de seu
favoritismo ser destruído pelo caminho fez a equipe comandada por Del Bosque se
reinventar, na base já montada pelo ex-treinador Luis Aragonés (morto em
fevereiro deste ano), que conquistou a Euro de 2008.
Assim o segundo jogo foi
mais descomplicado e a vitória em cima de Honduras veio por 2 x 0 com dois de
Villa. Na terceira partida a vitória era necessária para avançar e ela veio com
Iniesta e Villa no placar de 2 x 1 sobre o Chile.
Ainda na Copa do Mundo,
uma seleção jovem começa a mostrar sua cara e que pode em 2014 fazer frente na
disputa do troféu. Trata-se da Alemanha de Bastian Schweinsteiger, Mesut Ozil e
Thomas Muller, comandados por Low da cena “trágica” da meleca do nariz.
A equipe foi para cima da
Austrália e venceu fácil por 4 x 0, com gols de Muller, Podolski, o veterano
Klose e o brasileiro naturalizado alemão Cacau. No segundo jogo uma pequena
pedra no sapato dos alemães, a Servia vence por 1 x 0. A classificação veio com
um magro 1 x 0 e gol de Ozil contra a Gana.
No grupo A se
classificaram Uruguai e México. No Grupo B Argentina de Messi passou fácil com
três vitorias e Coréia do Sul em segundo. Os EUA e a Inglaterra passaram
raspando no Grupo C. A Holanda e Japão no Grupo E Paraguai e Eslováquia no F
foram as seleções que passaram da primeira fase.
O Brasil estaria no Grupo
G ao lado do Portugal de Cristiano Ronaldo. Antes de chegar a Copa, a seleção
brasileira vinha de bons resultados sobre o comando de Dunga.
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| Dunga |
Com os títulos da Copa
América 2007 e Copa das Confederações 2009, o treinador antes da estréia contra
a Coréia do Norte tinha em 65 jogos 77,94% de aproveitamento. Com o quinto
melhor aproveitamento, atrás apenas de Zagallo, Parreira, Vicente Feola e
Aymoré Moreira. Justamente por isso o ex-capitão da conquista do Tetra em 1994
detinha o comando do grupo e queria fazer diferente de 2006.
Dessa vez os jogadores
fariam poucas aparições em público e o treinador era sufocado pela imprensa
brasileira, que fazia questão de alfinetar o comandante. Vide o caso da
discussão entre ele e o repórter da Globo.
Contudo, na estréia o
Brasil foi com tudo para cima da Coréia e venceu por 2 x 1, gols de Maicon e
Robinho. Um placar apertado e se comparado ao de Portugal que fez 7 x 0 com um
dos gols marcado o CR7. A partida decisiva entre Brasil e Portugal ficou no 0 x
0 dando o primeiro lugar ao Brasil e o segundo aos portugueses.
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| Disputa entre CR7 e Lúcio |
Nas oitavas-de-finais as
partidas seriam bem disputadas, entre Uruguai 2 x 1 Coréia do Sul, EUA 1 x 2
Gana, Holanda 2 x 1 Eslováquia, Espanha 1 x 0 Portugal e Paraguai 0 x 0 Japão
decidido na marca do pênalti 5 x 3 a favor dos sul-americanos. Argentina passou
com relativa tranquilidade por 3 x 1 do México e a Alemanha 4 x 1 Inglaterra,
além de Brasil 3 x 0 no Chile.
O Uruguai de Luis Soares,
Louco Abreu e Forlan (craque da competição) ia avançando sem que ninguém
percebesse e foi assim no jogo que apenas empatou com a Gana 1 x 1 e venceu
apenas na marca pênalti com 4 x 2 para os uruguaios.
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| Forlan |
O Brasil na manhã dos 28
de junho em Port Elizabeth seria derrotado de virada pela Holanda num jogo marcado
pelas falhas do goleiro Júlio César e do meio campo Felipe Melo. A Alemanha
ganhou de 4 x 0 da Argentina. A Espanha 1 x 0 no Paraguai, o mesmo placar
também do jogo posterior, quando venceu os alemães.
A Holanda derrotou o
Uruguai por 3 x 2 e chegou na terceira final em Copas. A Alemanha acabou com o
terceiro lugar com o 3 x 2 sobre o Uruguai.
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| Iniesta |
A final aconteceria no dia
11 de julho em Johannesburgo. E em um jogo sem brilho, que Espanha e Holanda
ficaram no 0 x 0. Somente na prorrogação Iniesta faria o gol e a fúria
finalmente chegaria a fazer o que os clubes Real Madrid e Barcelona já haviam
feito.
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| Espanha campeã |







