Páginas

Mostrando postagens com marcador Zagallo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Zagallo. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de abril de 2017

Ceará Sporting Club: sétimo colocado Séria A: 1985



Bom dia, Boa tarde, Boa noite! Meu nome é Carlinhos Alves, direto de Fortaleza chegamos a sua casa, com o FutCearaCast. Um podcast que fala de futebol, de história, de notícias dos clubes, de entrevistas e demais curiosidades do futebol cearense.
Hoje vamos falar sobre sétima colocação do Vozão na Séria A de 1985

       Seis milhões de pessoas viram pessoalmente as 517 partidas da Série A de 1985, com média de 11625 de público por jogo. Já em número de gols foram 1243 e teve Edmar (Guarani), com 20 gols como artilheiro.
            Foram quarenta e quatro participantes, divididos em quatro grupos, dois de 10 equipes A e B e dois de doze equipes C e D. No Grupo A se classificaram para a segunda fase: Atlético Mineiro, Corinthians e Coritiba. No Grupo B: Bahia, Vasco da Gama, Flamengo e Internacional. No Grupo D: Bangu, Ponte Preta, Joinville e Brasil de Pelotas.
            O Grupo C, que o Ceará Sporting Club participava, eram doze equipes do Norte e Nordeste. Contra o Sport (PE), o vozão jogou duas vezes. Em casa, no dia 10/04/1985 foi 1 x 0, mesmo placar repetido, antes no dia 27/02/1985 em Recife.
            Contra o Mixto a sorte foi diferente para o time cearense, primeiro venceu fora de casa, por 1 x 0, no estádio José Fragelli, no dia 06 de fevereiro de 1985, gol de Wolnei. A equipe cearense na ocasião era formada por Rafael, Argeu, Bezerra, Djalma, Alexandre, Josué, depois Amauri, Lira, Assis Paraíba, Caçapava e Catinha. No dia 27 de março, no estádio Castelão o alvinegro de Porangabussu venceu por 2 x 0, gols de Josué e Wolnei.
            Contra o Botafogo (PB), o Ceará empatou fora de casa, 0 x 0 e venceu em casa, por 2 x 1. Contra o CSA foi 2 x 2 em casa e perdeu 2 x 0 fora de casa. Já contra o Paysandu foi 1 x 1 em casa e vitória fora por 2 x 1. Contra o Nacional fora perdeu por 1 x 0 e em casa venceu por 2 x 1. Contra o Flamengo (PI) foram duas vitórias por 2 x 1. O confronto contra o ABC terminou 1 x 1 em Natal e 3 x 1 para o cearenses em Fortaleza.
            Os últimos adversários foram Sampaio Correa, 1 x 1 fora e 4 x 1 em vitória de 4 x 1 em casa; Sergipe 3 x 0 em casa e derrota fora por 1 x 0 e contra o Remo o Ceará ganhou de 3 x 0 em casa e perdeu fora por 2 x 0.
            No turno desce grupo o vozão acabou em quinto lugar com 13 pontos, no returno ficou com 18 pontos em segundo lugar, pela soma dos dois turnos, o vozão terminou atrás apenas do Sport, que tinha 38 pontos e o Ceará ficou com 31 pontos e Mixto em terceiro e CSA em quarto completaram os classificados do Grupo C.
            Na segunda fase, o Ceará participou do Grupo F, com Flamengo (RJ), Brasil de Pelotas e Bahia (BA). Nos confrontos contra o Brasil foi 0 x 0 em casa e perdeu de 4 x 0 fora de casa. Contra os baianos foi de derrota de 4 x 0 fora e em casa uma vitória de 2 x 1.
            Contra o Flamengo (RJ) foi 2 x 2 fora de casa e 1 x 1 em casa, gol de Anselmo.
            O Treinador do Ceará era Zé Mário e a equipe que foi a campo contra os rubronegros foi Samuel, Argeu, Bezerra, Alexandre, Everaldo, Assis Paraíba, Lira, Anselmo depois Wolnei, Catinha, Lupércinio, depois Josué e Flávio. Já o Flamengo comandado por Zagallo, tinha Fillol, Mozer, Leandro, Guto, Nem, Adílio, Tita, Andrade, Bebeto, Marquinhos Carioca, Chiquinho depois Hélder.
            O Ceará acabou a competição em sétimo com 36 pontos, 14 vitórias, oito empates e seis derrotas com 39 gols a favor e 20 gols contra.


            A final da competição foi no dia 31 de julho de 1985, no Maracanã com 91 mil pessoas, no tempo normal saiu empate 1 x 1, para o Bangu (RJ) marcou Lulinha e Índio para o Coritiba (PR). Nas penalidades o Coxa se sagrou campeão. O time paranaense seria campeão com apenas a oitava melhor campanha, com 31 pontos. O vice-campeão Bangu, por exemplo, terminou como o melhor, com 48 pontos.
      
                 
Narração e edição: Carlinhos Alves, homenagem a Ênio Andrade, o técnico campeão pelo Coritiba em 1985.
           
            Fonte:

terça-feira, 8 de abril de 2014

O tetra seria nosso sim em 1994, mesmo sem Senna infelizmente

Cop do mun
Esse ano de 1994 foi um ano marcado por alegrias e decepções para os brasileiros. Primeiro a tristeza da perca do ídolo da Formula 1, Airton Senna, que por tantas manhãs acordou o Brasil com suas emocionantes vitórias.
Senna sendo ovacionado pelos torcedores franceses 
Foto: Pisco Del Gaiso/Folha Imagem

Ele partiria tragicamente, no dia 01 de maio, com um acidente a 300 km na curva Tamburello, circuito de Imola, na Itália. Dez dias antes, Senna deu o ponta pé inicial de um jogo amistoso entre Brasil X um combinado PSG/ Bordeaux, no estádio Parc des Princes.

Copa na terra de outros esportes


E foi ai que começou a ligação da morte de um personagem e o nascimento de outros que dariam a vida para ganhar o Campeonato de Futebol Mundial de seleções, que aconteceria entre os dias 17 de junho e 17 de julho nos EUA, terra do Tio Sam.

Seria a última Copa no formato de 24 seleções. Um recorde absoluto de público nos estádios, com mais de 3 milhões e quinhentas mil pessoas acompanhando cada momento.
O mundial seria fraco em números de gols, com a média de apenas 2,71 gols por partida. Tendo como artilheiros Stoichkov (Bul) e Salenko (Rus), com seis gols.

Colômbia do sonho ao pesadelo


Antes da competição, um time encantava com seu futebol na América do Sul. A Colômbia jogava pelo grupo A e liderou a sua classificação massacrando a Argentina por 5 x 0 em pleno Monumental de Nunez. Eram craques como Andrés Escobar, Freddy Rincon, Carlos Valderrama, Adolfo Valencia e Faustino Asprilla.
Escobar e o gol fatal

Foram 4 vitorias, 2 empates, com 13 gols a favor e só dois gols contra. Nessa seleção, o zagueiro Escobar seria o personagem marcante. Campeão da Libertadores da América de 1989 e do Campeonato Colombiano de 1991. Fez o gol contra no jogo contra os EUA na Copa e depois foi assassinado por apostadores de Medelín, que perderam grandes quantidades, com a eliminação da Colômbia.

Outros campeões ficam pelo caminho


A Alemanha estreou na Copa do Mundo, no estádio Soldier Field, em Chicago, no dia 17 de junho de 1994, com direito a desempenho de Whintney Houston. Venceu a Bolívia por 1 x 0 gol de Jurgen Klismmann. Ainda empatou com a Espanha por 1 x 1 e venceu a Coréia do Sul por 3 x 2.
Klismmann

Os hermanos argentinos vinham jogadores bem conhecidos: Batistuta, Simeone, Caniggia, Redondo e Ariel Ortega. Maradona que jogou o mundial e seria pego no antidoping, fez um golaço contra a Grécia.
A eliminação deles, se deu nas oitavas de finais ao perder por 3 x 2 para a Romênia. O jogo aconteceu em Los Angeles no sol mais refrescante de 17h30.
O atacante Dumitrescu fez 1 x 0 de falta, aos 11 minutos. Aos 16, Batistuta fez o gol de empate. Aos 18 de novo Dumitrescu marca. Aos 13 do segundo tempo Hagi amplia para os romenos. Abel Balbo anda desconta para os argentinos.

Da África veio a surpresa Nigéria vencendo a Bulgária na estréia por 3 x 0. Depois perdeu para a Argentina por 2 x 1 e venceu a Grécia por 2 x 0.
Roger Milla

Nessa competição ainda um “vovô garoto”: Roger Milla de 42 anos e que pelo Camarões seria o jogador mais velho a joga uma Copa do Mundo. Ele que durante a passagem pela sua seleção marcou 28 gols em 122 jogos.

Azurra na disputa

A Itália treinada por Arrigo Sacchi contava, com jogadores de peso, como Pagliuca, Maldini, Costacurta, Donadoni, Baggio e Massaro. A seleção estreou perdendo para a Irlanda por 1 x 0. Ganhou da Noruega por 1 x 0, com gol de Baggio, aos 69 minutos de jogo. E empatou com o México por 1 x 1. Passaria segunda fase, como 4° melhor 3° lugar.
Nas oitavas de finais a Itália venceu na prorrogação, com dois gols de Roberto Baggio. Nas quartas, a seleção venceu a Espanha por 2 x 1 com mais dois gols de Baggio.
Nas semi-finais a Azurra enfrentou a Bulgária de Stoichkov ganhando, por 2 x 1 com mais dois gols de Baggio.
Roberto Baggio nasceu em Caldogno. Foi meia-atacante do Vicenzo, Fiorentina, Juventus, Milan, Bologna e Internazionale. Pela seleção de seu país atuou, 56 vezes e marcou 27 gols. Jogou três Copas do Mundo e recebeu um prêmio Fifa, como melhor jogador do mundo.

Mesmo sendo de uma família católica de Veneto foi ao Budismo que encontrou a serenidade.
Hristo Stoichkov

Hristo Stoichkov jogou em grandes clubes da Europa, como Barcelona, CSKA Sófia, Kashiwa, Chicago Fire e DC Unitde. Jogou 83 jogos pela seleção e fez 37 gols. Venceu pelo Barça, a Liga dos Campeões (1991-1992), 4 campeonatos espanhóis, uma Copa do Rei.
A bola da Copa foi a “Questra” fabricada pela Adidas. Ao vencerem o Marrocos por 2 x 1, na primeira fase, os jogadores da Arábia Saudita ganharam do Rei Fahd, um automóvel cada um.

Um país de torcedores (treinadores)


Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, o Brasil conheceria sua primeira derrota nos jogos classificatórios. Foi no dia 25 de julho de 1993, na altitude de La Paz (3,6 mil metros acima do nível do mar), com frango de Taffarel, no gol de Marco Etcheverry.
Marco Etcheverry

Mas o Brasil ainda tinha chances de ir ao mundial e Romário não era convocado desde um amistoso em 16 de dezembro de 2013 em que o baixinho não gostou de ficar no banco de reservas. Mas o clamor do povo, o aval de Bebeto, o ídolo do Barcelona era chamado para o jogo decisivo.
19 de Setembro de 1993, mais de 100 mil pessoas no Maracanã. A disputa de uma única vaga para a Copa do Mundo dos EUA.

O Uruguai de Sosa, Daniel Fonseca e Pablo Bengochea. O baixinho Romário era o “cara” e depois de um primeiro tempo nervoso, o camisa 11 do Brasil faz, um gol de cabeça aos 28 minutos do segundo tempo com cruzamento na medida de Bebeto.

Romário faz o segundo gol

Aos 38 minutos, Mauro Silva lança Romário, que dribla o goleiro Siboldi e decreta a vaga brasileira.

Um Tetra surge

O Brasil estava no grupo A, com Suécia, a Rússia e Camarões. O time jogava de maneira retranqueira com Dunga e Mauro Silva como volantes.
A partida de estreia, a seleção brasileira venceu por 2 x 0 a Rússia, gols de Romário e Raí. No segundo jogo a vitória brasileira viria com gols de Romário, Bebeto e Márcio Santos, num 3 x 0 sobre o Camarões.
No jogo contra a Suécia, o Brasil começou perdendo, por 1 x 0 empatando no começo do segundo tempo com Romário, o que garantiu o primeiro lugar do grupo.

No Independente Day americano, um presente grego para os EUA, a vitória canarinha por 1 x 0, aos 15 minutos do segundo tempo, gol de Bebeto.
Branco de falta

Nas quartas, o Brasil enfrentou a Holanda, num jogo disputadíssimo, em que Romário, Bebeto e Branco de falta resolveriam o jogo, que terminou num 3 x 2, com direito a comemoração “balança nenê”, para o filho de Bebeto, Mateus que tinha nascido há pouco tempo.
Nas semi-finais, de novo a Suécia e uma difícil vitória por 1 x 0, gol de Romário.
Naquele dia 17 de julho de 1994, no Satdium Rose Bowl para um público de 94.194 pessoas duelava Brasil x Itália, dois tricampeões, em busca da hegemonia das conquistas.
Eu me lembro daquela Copa, como a mais emocionante em termos de expectativas, pois na emissora de maior audiência da época, o Galvão Bueno era o narrador e tinha ao seu lado o craque Pelé. A voz que durante anos emocionou a todos com a narração das vitórias de Airton Senna, nas manhãs de domingo buscava, sua primeira vez transmissão de um título do futebol em um campeonato mundial.
O Brasil vinha com Taffarel, Aldair, Márcio Santos, Jorginho, Branco, Mazinho, Zinho, Mauro Silva, Dunga, Romário e Bebeto. Como treinador Carlos Alberto Parreira e Supervisor técnico: Zaggalo.
A Itália era formada por Pagliuca, Baresi, Mussi, Maldini, Benarrivo, Albertini, Baggio, Donadoni, Berti, Massaro e Baggio.

Duas equipes jogando na defesa e praticando como nunca um jogo feio, na espera do erro adversário. O jogo no calor de 12h35 ficaria no 0 x 0. Os tiros livres da marca dos pênaltis seriam o máximo.
Galvão e Pelé

E foi assim que o Tetra veio na voz de Galvão, com gols para o Brasil de Romário, Branco e Dunga, para Itália Alberti e Evani. O lance crucial foi a perca da cobrança por parte de Roberto Baggio.





sábado, 22 de março de 2014

Com medo de golpe, Brasil é Bi-campeão de futebol no Chile em 1962


O ano de 1962 foi histórico não só pelo bicampeonato canarinho no Chile, mas pela derrota de Jânio Quadros, ao governo paulista, um ano depois da sua renuncia meteórica da Presidência da Republica.

Com as bandeiras da moralidade, do combate, à corrupção e da eficácia administrativa, o candidato que havia deixado o poder devido às “forças terríveis”, que o perseguiam, saíra do seu antigo partido PDC (Partido Democrata Cristão) e com o apoio do Partido Trabalhista Nacional (PTN) e Movimento Trabalhista Renovador (MTR), tentava voltar ao poder e usar como trampolim essa vitória para futuramente voltar ao cargo perdido.
Jânio Quadros

Mas teve pela frente o seu desafeto Adhemar de Barros do Partido Social Progressista (PSP), que havia perdido para ele na disputa para o planalto. Dessa vez Jânio foi derrotado, conquistando 34, 2 % dos votos (1.125.941). Adhemar seria eleito governador de São Paulo com 1.249.414 votos, (37,8%).
            Dois anos depois João Goulart, então vice de Jânio seria deposto do cargo de presidente da Republica e o Brasil viveria anos de chumbo, lembrados esse mês de março, com 50 anos depois do golpe.
            Enquanto esse momento obscuro da nossa história não chegava, a seleção canarinha se preparava para mais um combate. Eram momentos complicados para 16 países, divididos em quatro grupos, as principais forças do esporte até aquele momento, foram capazes de proporcionar jogos inesquecíveis.

            Nosso craque Garrincha havia sido escolhido o melhor jogador da Copa do Mundo deste ano, com quatro gols marcados e muitos dribles, que deixaram toda a torcida impressionada.
Aymore Moreira

              Comandados por Aymoré Moreira, treinador carioca de Miracema, o selecionado não tomou conhecimento dos adversários. O comandante esteve à frente de mais de 15 times no Brasil e Portugal. Além do titulo pela seleção brasileira no Chile, Moreira, ganhou alguns poucos torneios.
            Gilmar, Djalma Santos, Didi, Zagallo, Vavá, Pepe, Zito, Garrincha e Pelé, com jogadores como esse não se esperava outra coisa, além do titulo.
            No primeiro jogo, do grupo 3, O Brasil ganhou  por 2 a 0 do México, com gols de Zagallo e Pelé. A Tchecoslováquia do mesmo grupo venceu a Espanha de Puskás por 1 a 0, gol de Stibrányi.
            Numa antecipação do que seria a final, Brasil e Tchecoslováquia, se enfrentaram em Vinã Del Mar, no Estádio Sausalito para o público pífio de 14.903 pagantes, o jogo ficou 0 x 0.
            No terceiro jogo a seleção brasileira venceu por 2 x 1 a Espanha com dois gols de Amarildo, substituto de Pelé, contundido no segundo jogo.  A seleção Theca perdeu para o México por 3 x 1, mas ainda assim se classificou em segundo lugar.
Bicampeão- Brasil

             Nas quartas-de-final foi a vez do “anjo das pernas” tortas aprontar e com dois gols seus o Brasil por 3 x 1 a Inglaterra. Enquanto a Tchecoslováquia ganhou de 1 x 0 da Hungria .
            Nas semifinais Garrincha faria mais dois gols e os amarelos venceriam os donos da casa por 4 x 2 no Chile.  Na Final 3 x 1 na seleção theca.