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quinta-feira, 10 de julho de 2014

A importância de um 3° lugar na Copa

Passada a ressaca moral de perder para a Alemanha, o sábado aparece como uma oportunidade de apagar a imagem negativa que pode ficar para essa seleção de Luis Felipe Scolari.
Primeiro de tudo, você vê que o treinador brasileiro escalou o time errado e não ouviu os olheiros: Roque Junior e Galo, que sugeriram um time mais fechado diante da Alemanha, com Paulinho, como volante e o William no lugar Fred.
Agora é sair com dignidade e buscar a vitória sobre a Holanda, como forma de revanche, pois eles nos venceram por 2 x 1 há quatro anos atrás na África do Sul.

Sneihder era o nome do nosso carrasco. Ele estará em campo, junto com Roben, Van Persie e mais outros laranjas contra a nossa amarela seleção.
Neymar admite a dor, mas pede que equipe não abaixe a cabeça (Foto: Mowa Press)

O que fazer para vencer? Primeiro mudar o padrão de jogar e fazer a equipe voltar a marcação das partidas das oitavas contra o Chile e quartas contra a Colômbia.
Depois se deve mudar as peças e tirar aqueles que não renderam o esperado. Hulk apesar do mau desempenho deve permanecer, porque ele segura a bola e a defesa alemã.
A volta de Thiago Silva reforça o miolo de zaga e dá mais confiança a defesa. No sistema de marcação do time com três volantes: Fernandinho, Paulinho e Luis Gustavo; no meio Oscar, no ataque William.
Não há receita para uma vitória, mas é nos momentos difíceis que podemos mostrar a força. Muitos estão apedrejando, mas jogadores que estarão nesse sábado contra a Holanda poderão quatro anos mais tarde vencer a Copa na Rússia e outros farão sua despedida em Brasília. Por isso a vontade de vencer.
Do lado holandês não há formula, mas apenas uma seleção competente que saiu nos pênaltis para a Argentina, porém tem muito potencial e poderia inclusive ter sido campeão.


O público que vai assistir ao jogo no Estádio Mané Garrincha deve ser o mesmo de sempre, com casa cheia. Grande parte dos brasileiros espalhados na Fan Fest e nos restaurantes ou em casa poderá diminuir, mas quando sair um gol, a alegria volta e tudo muda. Vamos aguardar.

sábado, 5 de julho de 2014

Copa do Mundo se prepara para reta final

Há meses atrás as pessoas diziam nas redes sociais que #nãovaitercopa e essas mesmas pessoas aparecem dentro dos estádios postando foto adorando a Copa, quanta incoerência.


Outro ponto de vista meu é que eles são os mesmos que diziam que a Copa do Mundo já tinha sido “comprada” pelo governo do PT para que a Dilma fosse reeleita e que agora mais uma vez erram, pois o que vimos nos últimos dois jogos da seleção foi que os adversários e juízes não foram tão amigáveis.

Primeiro as oitavas de finais, entre Brasil x Chile em que o jogo no tempo normal e na prorrogação ficou no empate e o erro da arbitragem ao anular o gol legal de Hulk. Depois veio o jogo contra a Colômbia na Arena Castelão em Fortaleza, em que o jogador Zuniga deu uma joelhada no Neymar e o tirou da Copa.

Superstição

Tudo em fim conspira para que outras seleções sejam campeãs. Para o Brasil ser campeão terá que fazer seus jogadores jovens se superarem, no caso Willian, Oscar e companhia. A curiosidade é que dos semifinalistas, três jogaram na Arena Castelão.  No caso Brasil duas vezes (0x0 com México; 2 x 1 na Colômbia); a Alemanha jogou uma vez (2 x 2 com Gana) e Holanda 2 x 1 México.
Só a Argentina não passou por Fortaleza. Seria ela a campeã, devido essa coincidência?

Um herói holandês

 Holanda e Costa Rica jogaram e em 120 minutos não passaram do 0 x 0, mas no fim o treinador Van Gal trocou o goleiro e colocou Kruel que pegou dois pênaltis e consagrou-se.
Goleiro Kruel globo.com

Depois que De Maria pela Argentina saiu e Neymar pelo Brasil, a responsabilidade de ganhar a Copa fica sempre para os adversários que tem sua seleção completa. Mas que está completa nesse momento? Quase ninguém né?  A Argentina ainda tem Messi, Iguain, Lavezzi e pega a Holanda quase completa, pois também perdeu um jogador, porém os melhores ficaram Van Persie, Robben,etc.
Brasil sem Neymar é verão sem praia, cinema sem namorada, churrasco sem cerveja. A Alemanha tem o cansaço contra, mas é favorita contra a canarinha. Ser favorita não significa ganhar, pois jogadores brasileiros podem ter a arquibancada como combustível, a superação como força.


sábado, 29 de março de 2014

1978, um golpe no povo e um golpe contra o futebol, Argentina campeã


Há 38 anos, por meio de um golpe militar, no dia 24 de março de 1976, a Argentina, passaria a enfrentar a mais sanguinária ditadura militar da América do Sul. Entre 1976 e 1983, os militares teriam assinados por volta de 30 mil pessoas, segundo ong´s ligadas aos direitos humanos.
Jorge Rafael Videla

Em meio a esses acontecimentos, uma Copa do Mundo de futebol, mexeria com a nação. O ditador Argentino Jorge Rafael Videla, crente ser um líder divino, usava a competição como forma de propaganda política de seu governo.

Rock


No ano que a ditadura tomava o poder na Argentina, o cinema via estrear uma das suas obras primas: “Rock, Um lutador” estrelado por Sylvester Stallone, que assinavas também o roteiro.
Rock

O filme fala de um capanga de agiota e ao mesmo tempo boxeador amador, da Filadélfia, que ver sua vida mudar ao ser desafiado pelo campeão do peso-pesado Apollo Doutrinador.
O trabalho rendeu nove indicações ao Oscar, ganhando três estatuetas. Depois viriam mais cinco filmes, da sequência, 1979, 1982, 1985, 1990 e 2006.

Raul Seixas


Já em 1978, uma lenda do rock brasileiro, o baiano Raul Seixas lançaria um LP de grande sucesso: “Mata Virgem” pela gravadora Wea foi um trabalho, que surgiu depois que o cantor se enclausurou em uma fazenda na Bahia para se cura de pancreatite, devido ao consumo exagerado de álcool.

São sucessos como “Judas”, “A Profecia”, “Mata Virgem”, com parcerias de composição com Paulo Coelho, Claudio Roberto e Tânia Mena Barreto.

A Copa suspeita

O futebol estaria presente em 38 jogos, com 102 gols, entre os dias 01 e 25 de junho de 1978, com aproximadamente um milhão e 500 mil pessoas presentes.

A Argentina se classificaria para a final, ao vencer por 6 x 0, o Peru em jogo que o goleiro peruano, Ramon Quiroga, argentino da cidade Rosário, falhara em vários gols.
Ramon Quiroga

A Holanda, depois de uma primeira fase ruim, com uma vitória sobre o Irã por 3 x 0, empate com o Peru 0 x 0 e derrota para a Escócia por 3 x 2, teve uma melhora na 2° fase de grupos e venceu a Áustria por 5 x 1, empatou com a Alemanha por 0 x 0 e ganhou da favorita Itália, indo a final.

Dirigidos por César Luís Menotti, a Argentina contava com uma zaga formada por Passarela, Gallego e Luís Galvan; o meio-campo de Ortiz, Ardiles, Olguin, Tarantini e Kempes; e o ataque com Luque e Bertoni. O 3-5-2, que fez a equipe marcar 15 gols e sofrer apenas quatro.
Mario Kempes

A Holanda não era a mesma, sem Johan Cruyff, mas conseguira o feito mais uma vez de chegar a final, desbancando gente grande. Mas na final no Estádio Monumental de Buenos Aires, 71 mil pessoas viram a garra vencer, por 3 x 1 a Holanda na prorrogação e trazer mais um titulo mundial para o futebol da América do Sul.

Os craques do mundial eram Rocheteau, Platini, Tigana e Six (França); Dinamite, Zico e Roberto Rivellino (Brasil).




Aliás, a seleção brasileira na competição percorreu 4.659 km para disputar seus setes jogos durante a Copa, ganhando a disputa pelo terceiro luar, contra a Itália, com 1 x 0 gol de Nelinho.

quarta-feira, 26 de março de 2014

O frio dos Alemães vence os vibrantes holandeses em 1974




Falar da Copa de 1974 e esquecer-se da “laranja mecânica” é mesmo que entrar na Igreja Católica e não adorar o santíssimo. Um time mais uma vez se tornaria inesquecível, mesmo que no final não tenha levantado a Taça de campeão.

            Esse selecionado ficou conhecido como “carrossel holandês” devido seus atletas comandados pelo técnico Rinus Michels, não terem posições fixas. O treinador, que seria campeão pelos Países Baixos da Copa Européia de Nações em 1988, tinha um estilo próprio de jogo.
Rinus Michels

           Com exceção do goleiro Jan Jongbloed, os outros dez jogadores subiam para atacar e voltavam para marcar. O Futebol Total, copiado pelo treinador do seu compatriota Jack Reynolds, já amplamente adaptado no Ajax campeão do Mundial de Interclubes de 1972.
            Chegando as vésperas da Copa, o treinador pode implantar sua filosofia no comando da Holanda. Com o jogador que entendia bem o que deveria ser feito para concretizar esse estilo, Johan Cruyff. A bola sempre passava por ele, as jogadas tinham sua assinatura.
            Mal comparando com o Barcelona de 2011-2012, com Messi, como centro nervoso de um clube quase imbatível, ganhador de tudo que disputou.
             A estreia da seleção se deu em Hannover, no dia 15 de junho de 1974, uma vitória sobre o Uruguai, por 2 x 0 com dois gols de Rep. Mesmo com Mazurkiewicz, Forlán e Espárrago, a celeste não viu a cor da bola e se não fosse o goleiro e a falta de pontaria do ataque holandês, seria um goleada histórica.

           No segundo jogo, o equilibro foi maior e a Suécia conseguiu segurar o ataque do carrossel, a partida acabaria em 0 x 0. No jogo que valeu a liderança e classificação a vitima foi a Bulgária que tomou de 4 x 1.
            Nos jogos seguintes, vitórias de 4 x 0 na Argentina e 2 x 0 na Alemanha Oriental, a Holanda selaria seu destino chegando a final contra a Alemanha Ocidental de Beckenbaeur.
            Mais uma vez a história se repetiria como em 1938, quando a Hungria melhor seleção perderia para o frio selecionado alemão, de novo o vice, seria o premio máximo de uma equipe memorável. 

            Para um público de 75 mil pessoas no Estádio de Munique, a Alemanha venceria de 2 x 1 a Holanda de virada e se sagraria Bicampeão mundial de futebol.