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terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Clube dos Vândalos (2024)

 



Para você que é fã do velho e bom intitulado ‘new journalism’, vai esse trabalho inspirado no livro, do fotógrafo Danny Lyon, The Bikeriders. No Meio oeste de Chicago, um clube de MotorCyrcle é criado, por Johnny (Tom Hardy), um pai de família, trabalhador, sem nada para fazer nas horas vagas, decide reunir pessoas em torno da paixão pelas motos. O filme que tem a direção de Jeff Nichols mostra a história de Danny Lyon (Mike Faist) que resolve viver durante anos e se filiar ao grupo de homens em busca de adrenalina. Mike entrevista Kathy (Jodie Comer), uma mulher jovem que um dia vai a um Pub, onde esses motociclistas se reúnem e acaba se envolvendo com Benny (Austin Butler), um jovem acostumado a viver fortes emoções na velocidade do asfalto sobre duas rodas. A vida nas rodovias, bares e corridas de endurece, regado a drogas, álcool e rock´rol é o combustível para esses homens que criam uma comunidade de respeito e regras de convivência na região.


Nada de cometer crimes, porém com o passar do tempo e com a fama do clube de motos se espalhando, o desejo de abrir novas filiais pelos EUA cresce e com eles novas pessoas sem freios e nem regras entram no movimento e o transformam em algo desordeiro. Um dos jovens dessa nova geração, The Kid (Toby Wallace) em várias tentativas de participar do movimento comete atos brutais e faz com que o crime se torne algo corriqueiro entre o crescente movimento de motos.

A ideia inicial de Johnny de apenas reunir pessoas para competir em motos e curtir as amizades se perde por conta de jovens desajustados e excluídos do sistema, que veem nesse movimento uma forma de canalizar sua fúria e torna tudo mais perigoso. Esse tipo de registro e vivência de um fotógrafo, que gravou as conversas com os membros do Motorcycle já foi muito usado por jornalistas como Gay Talese, Hunter Thompson, Truman Capote e tantos outros gonzos que realmente curtiam fazer matérias interessantes e misturado com a realidade.

No Brasil, Tim Lopes teve um fim trágico quando foi a um baile funk e se misturou as pessoas em busca de registrar algo mais visceral, porém não se pode brincar com a sorte e tem certos contextos difíceis de mostrar para o público, sem arriscar o pescoço. É o mesmo que fez há alguns anos, jornalistas entrando no campo minado dos fundamentalistas, do Talibã, ou da Al-Qaeda, onde os religiosos viam todo o Ocidente como inimigo e não respeitavam nem a profissão jornalistica que vai in loco, tentar mostrar a um mundo certo tipo de realidade.

Danny Lyon além desse trabalho com os motociclistas, esteve em presídios e outros locais, para trazer o olhar de dentro de cada contexto. Hoje vários jornalistas se inspiram no modo de fazer jornalismo assim, fugindo um pouco as regras do manual de redação, para ir a campo, usar mecanismos diferentes de persuasão para incentivar as pessoas a falarem sem se sentirem constrangidas.

Existem tantas realidades a nossa volta em busca de serem investigadas e contadas, mas faltam pessoas disponíveis a arriscar sua vida e seu tempo para viver essa experiencia única. Eu mesmo amo isso. Adoro entrevistar pessoas e conhecer novos lugares e novas histórias, um patrocínio e apoio para dedicar-se a isso é algo que realmente cabe como incentivo.


sábado, 9 de novembro de 2024

Ainda estou aqui - Filme de Walter Sales

 

Filme simboliza a dor da separação de uma família, perseguida pela ditadura militar.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

A Vida Invisivel

Karim Ainouz, tem 53 anos, é de Fortaleza, minha terra natal. Não surpreende o diretor ter feito essa obra prima do cinema nacional. Ele já esteve a frente de Madama Satã, Praia do Futuro e o Céu de Suely.
Contamos com Carol Duarte (27 anos), que interpreta Eurídice Gusmão. E já atuou em tramas na TV, como A Força do Querer, o Sétimo Guardião e Segunda Chamada.
Temos Julia Stockler, que encarna Guida Gusmão. A atriz de 31 anos, já participou de Éramos Seis, Jungle Pilot e Encantados.

Eurídice e Guida, duas irmãs inseparáveis, unidas e criadas por pais portugueses, nos anos 1950 no Rio de Janeiro, tem estórias diferentes e separadas pelo destino. Eurídice uma eximia pianista que se casa e deixa o sonho adormecer para cuidar da família. Guida que foge de casa e depois aparece grávida e rejeitada pelo pai, Manuel (Antônio Fonseca), um homem rígido e orgulhoso que é capaz de guardar segredos por toda uma vida.
Eu fui ver esse filme com minha mãe Francisca e minha irmã Maria Lúcia, no Cine Dragão do Mar. No começo percebi que a Chica não estava gostando muito, ela que é uma noveleira de mão cheia, estava comentando com a Lulu e eu ouvindo ao lado, que a película era muito "deprê".
Até eu achei no inicio, uma estória arrastada e sem sentindo, mas como um quebra cabeça muito bem construído, pelo diretor, com uma fotografia espetacular, imagens e sons fortes, tudo foi fazendo sentido e a emoção aflorando.
Gregório Duvivier, que faz Antenor marido de Eurídice é aquele bom pai, bom marido, mas que não deseja que a mulher seja independente, mas dona de casa. Por sinal, as cenas de sexo, do ator e comediante foram fortes, cheias de gemidos e gritos loucos.
Guida uma mulher que aprende a ser forte, uma mãe solteira, num mundo cheio de machismos e pré-conceitos contra as mulheres.
Um filme feminino, sem ser feminista, uma história de amor, entre duas irmãs que nem, o tempo, nem mesmo a morte conseguiu separar.
No fim muita gente indo as lágrimas, inclusive eu, que tive que segurar a emoção. Minha mãe já estava vendo aquele longo filme de 139 minutos, premiado nos Festivais de Cannes e de Munique, como a extensão das suas novelas.
Realmente mereceu ser pré-indicado ao Oscar 2020, mas injustamente nem se classificou aos finalistas. Merecia talvez melhor sorte.

Originalmente Aqui

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Uma Segunda Chance Para Amar

Próximo do fim do ano, véspera de natal, os nossos corações ficam mais sensiveis, depois de um ano de trabalho, lutas, decepções, pequenas alegrias.

Assim começa essa estória bonita, dirigida por Paul Feig escrita por Emma Tompson, que também atua interpretando uma imigrante iuoguslava na Inglaterra e Bryany Kimmings.
Até parece mais uma daquelas comédias románticas da sessão da tarde. Emilia Clarke (Kate) faz uma jovem "perdida" em porres, transas, mal estar familiar, azares e má sorte ao seu redor.
Nada flui bem na sua vida. Ela dorme e acorda todo dia em um lugar diferente. Sua patroa, uma oriental, cinquentoma tem um certo carinho por Katarina.
As coisas não iam bem, até aparecer Tom (Henry Golding), um rapaz asiático, todo certinho, prestativo e que demonstra afeto por ela. De cara Kate rejeita esse possivel novo affair.
Mas ele é diferente, persistente.
Dai em diante vemos um enredo meio sem graça se tornar um lance atrativo, envolvente e com uma reviravolta surpreendente.
Lembro-me quando assisti duas películas, em especial, que me trouxeram de volta ao passado ao assistir agora, " Uma Segunda Chance Para Amar". Primeiro um pouco de " Ghost: Do Outro Lado da Vida" e depois " Uma Mente Brilhante". Se eu falar o porquê, estarei dando spoliers para você.
Sobre a atuação de Emilia Clarke é bem diferente de ve-lá em um papel sem ser de Daenerys Targaryen, a Rainha dos Dragões.
Se em Game Of Trones enxergava a dureza, frieza, foco em recuperar o trono de ferro, em meio a traições, assassinatos, aqui nesse filme de "amor" vemos Emilia encarnar a jovem "boba", "urbana", preocupada apenas em querer saber o que é ser feliz.
Me senti marcado e bem tocado a partir de um certo momento do filme, que fala de mudanças, doação, compartilhar sentimentos e fazer o coração permanecer vivo, mesmo depois da partida

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Coringa

Existe predisposição para o mal? Somos sujeitos do nosso tempo? A sociedade fria e excludente, determina nosso destino? Onde está o limite de um ser humano para suportar bullying, desprezo, chacota? Até onde vamos em busca dos nossos sonhos? Quantos "não" suportamos e seguimos em frente?
Em uma Gotham City marcada pela calamidade pública de super ratos que infestam os esgotos e invadem as casas, aparece a figura de um palhaço; um contador de piadas fracassado, com seu caderno de stand dup, sem graça. Passado misterioso. A docilidade de um ser atormentado pela esquizofrenia, além de uma mãe paranoica por Tomas Wayne.
A cidade com criminalidade alarmantes, Artur Flack, um ser humano lunático, perturbado, mas ainda alguém que tem sonhos, ideais e no decorrer do tempo tem seus desejos apagados e destruídos pela sociedade desigual. Os ricos de um lado e toda uma "escória" do outro.
A interpretação magistral de Joaquim Phoenix, nos leva a mergulhar nesse personagem já tão antigo da DC Comics, o anti-herói da saga Batman. Dos quadrinhos para as telas do cinema, ainda nos tempos de Batman e Robin nos anos 60. Coringa foi interpretado por vários atores; César Romero, Jack Nicholson, Heath Ledger e Jared Leto.
Qual perigo de termos um criminoso mais humanizado? Na verdade, ninguém é herói e nem bandido, nem Coringa e nem Batman, nem Moro e nem Cabral. Todos seguimos com defeitos, medos, falhas, erros, acertos e quedas.
Nem todo mundo se torna um serial killer, ou assassino de aluguel. Todos temos escolhas, de superar, de melhorar, de seguir adiante, ou se revoltar e culpar os outros.
Se estamos vendo um mundo errado, podemos ir às ruas, protestar, se mobilizar para mudar o estado das coisas, mas não fazer justiça com as próprias mãos.
O diretor Todd Phillips quis mostrar como Coringa virou o rei do crime de Gotham, mas que ele poderia ter buscado opções diferentes. O suicídio é um caminho errado, mas descontar na sociedade também não é certo. Existe a música do Raul Seixas que diz Tente Outra Vez.

Todos nós já fomos machucados pela vida e pelas pessoas. Quantas vezes tínhamos sonhos e os assassinos fracassados nos disseram que não podíamos alcançar? Nossos pais, colegas de escola, amigos do bairro, parentes.
Muitas vezes éramos puros e fomos corrompidos, mas podemos com muito esforço busca vencer para nós mesmos sermos felizes.
Em algum momento do filme Coringa parece um transgressor  em busca de mudar a situação e virar uma referência contra o "fracasso", mas no fim ele se mostrou alguém fascinado pela morte e pela vingança.
Sua risada descontrolada é a marca registrada dessa película super bem feita.

Original Recanto das Letras de Carlos Emanuel

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Clube dos Canibais (crítica maiores se 18 anos)

É com surpresa e satisfação que escrevo sobre essa película. Admito que estou ainda buscando me conectar com o que acontece de mais importante na Cena cinematográfica cearense.
Pena que a sala que estava vendo esse filme de terror, só tinham cinco pessoas, contando comigo. Um filme dirigido por esse ainda jovem diretor Guto Parente, de 36 anos, formado na Escola de Audiovisual de Fortaleza.
São os bons frutos do investimento público tendo um retorno bacana de alguém com talento, já provado em "O Estranho Caso de Ezequiel" (2016) e "Inferninho" (2018).
Entre os três principais personagens de Clube dos Canibais, está o ator Tavinho Teixeira, 55 anos, natural de João Pessoa (PA). ele interpreta, Otávio um homem casado e rico.
Sua esposa Gilda, é interpretada por Ana Luiza Rios, graduada em Artes Cênicas e destaque em várias peças de teatro.
Outro personagem marcante na trama é Borges, encarnando pelo ator, Pedro Domingues; Bacharel em Artes Cênicas. Com direção de vários espetáculos no currículo.
Pelo nome do filme dá para imaginar do que se trata. Os hábitos assassinos e macabros de um casal cheio de vícios sexuais e membros de um clube secreto que devora pessoas enquanto as vêem tendo relações sexuais.
Dentro deste contexto vemos o em torno de uma elite insana pregadora dos bons costumes e ao mesmo tempo cheia de segredos e atos para lá de imorais.
A figuração do filme não conta com cenários super interessantes. A visão da fotografia mostra uma imagem seca, normal do dia a dia. O que nos prende a atenção é mesmo o enredo da estória que trás contornos de suspenses que seguem uma lógica.
Por mais que seja um filme sério é impossível não rir de algumas atuações. Borges, grande líder da Seita recebe seus companheiros de Club em seu escritório com vista para o mar de Fortaleza.
Ele interpreta bem seu personagem, mas a caricatura cearense está presente no indivíduo e por mais que seja sério parece um pouco irônico. O que não dizer se LC Galeto, humorista de stand dup que interpreta um vigia de casa de praia.
O nome Gilda por si só já é marcado pela ironia ao coincidir com o nome de uma personagem do programa de humor "Nas Garras da Patrulha" que trai o marido Cornélio.
Aqui Otávio permite o joguinho sexual da sua esposa com os caseiros de origem mais humildes. A mulher insaciável, o esposo um vouyer que se satisfaz em observar a mulher ter prazer até o limite quando a morte chega e o canibalismo começa.
Guto Parente consegue manter o contexto dessa ficção bem ardente e permanente em focar a narrativa  principal sem arrodeios.

Talvez o filme peque em ter pouco orçamento o que prejudica o desenrolar de locações que poderiam acrescentar mais a densidade do filme.
Mas apesar de tudo " Clube dos Canibais" entrega aquilo que se propôs.
Original aqui: https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-cinema/6766408

domingo, 6 de outubro de 2019

Torre das Donzelas

Toda película que remete a histórias de dor, de luta nos faz repensar o dia a dia. Se passaram 40 anos e mulheres que lutaram contra a repressão do Estado, entre elas a ex-presidente Dilma Rousseff, são convidadas a relatar suas experiências dentro do cárcere.
97 minutos de um documentário brasileiro dirigido por Susana Lira. A rotina dessas mulheres que foram torturadas do DOI-CODI, presas pela OBAN. O retorno ao cenário que faz os sentimentos mais intensos voltarem.
Livros escondidos, culinária compartilhada, o olhar para o corpo, a emancipação. A cura pelo partilhar vivências. A saudade e a partida da "torre" que fora bem cuidada por elas.
É uma visão feminina dentro se um espaço tão cruel, tão doloroso. Se analisarmos o estilo do documentário notamos que ele faz uma narrativa integrada com o ambiente do passado, levando as ex-presas políticas a voltarem quase todas juntas em lugar que parece uma maquete do espaço original onde elas passaram meses, anos, longe dos seus ente queridos.
Presídio Tiradentes desativado 1972, palco também da tortura dos padres dominicanos entre eles de Frei Tito de Alencar.
Fui ver neste sábado  (05/10) no Centro Cultural Dragão do Mar, esse filme. Pouquíssimas pessoas na sala 1. Mas que todas presentes saíram um pouco mexidas em alguns momentos emocionadas.
Longe dos grandes lançamentos se insentfico com essas histórias escondidas pouco passadas nas grandes salas por aí.

https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-cinema/6762245

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Bacurau

Decidi ultimamente voltar a ser assíduo aos cinemas. Desde os tempos do Cine Diogo, na Barão do Rio Branco; Cine Fortaleza e Cine São Luís na Praça do Ferreira. Depois vieram os shoppings  e seus Centerplex.
Mas recentemente venho frequentando o Cine Dragão do Mar, no Centro Cultural do mesmo nome. Nesta última terça (10/09) fui ver o Cine Bacurau de Kleber Mendonça Filho. Uma fotografia maravilhosa, mostra o Nordeste, os costumes e casos e casebres de uma cidade fictícia do interior de Pernambuco, que difere de filmes antigos, feito na região.

 Não que os filmes antigos, sem citar nomes sejam ruins de roteiro e linguagem, mas não tinham áudio e nem imagens legais.
O Bacurau traz uma sonoridade ótima; imagens bem nítidas. Contando com atores consagrados, como Sônia Braga, alguns nomes estreantes Bárbara Colen e outros experientes como o cearense Silvério Pereira, com atuações grandiosas.
O enredo do filme mostra esse contraste de culturas. Tem o gringo (Udor Kier) e seu olhar sobre um povo e sua cultura. Crenças e valores são testados. A união é colocada a prova.
Essa visão de extermínio vem recheada de ação, de terror, de medo.
Os diretores Juliano Dorneles e Kléber Mendonça Filho não são tímidos em mostrar sensualidade e violência. Um filme que nos toca e nos faz torcer pelo povo, por nos identificarmos com nossa região.
A coisa clichê Sul x Nordeste aparece meio subliminarmente sem intencionalidade, apenas constatando as diferenças de visão entre alguns habitantes.
Texto original Aqui

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Era uma vez...em Hollywood



 Entrar no cinema é algo sempre diferenciado. A atmosfera nos leva a vivenciar o afastar-se da vida cotidiana. Apartar-se dos afazeres que nos comprimem, que nos sujeitam como seres humanos e nos fazem apenas seguir em frente.

No filme de Quentin Tarantino, somos levados a viver os bastidores dos sets de filmagens de filmes de faroeste da década de 60. Rick Dalton (Leonardo de Caprio) e Cliff Booth (Brad Pitt), chamam a atenção para suas vidas distantes economicamente falando e sua aproximação humanamente falando.
Rick, um ator em busca de se afirmar, morando em Hollywood, vizinho a atriz Sharon Tate ( Margot Hobbie). Cliff dublê e motorista e faz tudo de Rick.
Temos o diretor Tarantino brincando com clichês e gêneros que até o perseguem. Ao falar de western ele revive outros filmes como Kil Bil e Django Unchaneid e a sua própria origem por parte de mãe, Índia xeroki.
Ao retratar a ida de Rick a fazer pastelões de faroestes italianos ele sintetiza algo vindo do seu pai, em forma genética.
Com 56 anos e agora prestes a ser pai pela primeira vez da sua união com a cantora israelense Tzvika Pich, o diretor fez uma bela película que não retrata bem ao pé da letra tudo que aconteceu em 1969, por exemplo, ao tornar a "familia Manson", como uns hippies que viviam em uma sociedade alternativa. Na realidade Charles Manson criou um grupo ao seu redor de supremacistas brancos, em uma guerra racial, na tentativa de matar negros, mas que para chamar atenção se voltava contra a vida luxuosa e artística de Hollywood.
Agora, o filme ganha no aspecto ambientação, caracterização de personagens e introdução do público no universo da época.
Destaques para a sensualidade madura de Brad Pitt, que ao servir o patrão, ele busca se adequar a um personagem totalmente leal e submisso, que tem suas andanças pela cidade de Los Angeles, em seu caminho diário, ao alimentar e se relacionar com a sua cachorrinha de estimação, ao ser paquerado pela "garota"
Rick quer ser reconhecido pelo seu talento como ator e se mete a aventuras em busca da aceitação do cinema a sua pessoa.
O filme não segue uma lineariedade, ele é recortado entre esses três personagens e o mundo ao seu redor. Sharon Tate, a beleza e sedução natural, que mostra vida glamourosa, porém sem ostentação, em meio a ociosidade da presença  de Roman Polanski.
No fim Tarantino nos surpreende com a sua própria contação e criação da história, em forma de um final paralelo. Que nos surpreende pela violência e pelas transformações no enrendo da trama.
Temos ainda Bruce Lee em confronto com Cliff, algo que alguns  os críticos não gostaram.  Mostrando o mestre do kung fu de um maneira pecularmente arrogante.
Mas temos belas participações como a de Al Pacino, ator consagrado fazendo breve aparição.
A vida e mita a arte, mas nem sempre a arte imita a vida. O certo é que a magia do cinema nos leva a vivenciar algo belo quando estamos diante de uma tela, dentro daquele ambiente diferenciado.
Originalmente aqui

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Gotham (3° temporada) Netflix (Fox)

Listen to "Gotham (3°Temporada) Netflix (Fox)" on Spreaker.


                
            Bom dia, Boa tarde, Boa Noite, meu nome é Carlinhos Alves, direto de Fortaleza, com mais uma edição do podcast, O Literato, com resenhas de livros, comentários sobre filmes e séries baseados em literatura escrita, além de entrevistas, de memórias culturais e histórias de músicas e poesias que marcaram todas as épocas.
            No 8° podcast, vamos falar sobre a terceira temporada de Gotham série americana criada por Bruno Heller, que estreou na FOX em 2014. Essa temporada foi assistida pelo Literato, no caso eu, no mês de setembro de 2017 na Netflix.
            Essa terceira temporada se tornou para mim a mais completa e melhor em relação às outras duas, porque nela você vê realmente tudo sem sentido em Gotham City. Os personagens como Selina (Mulher Gato), Ed Ngyma (Charada), Oswald (Pinguim), Jerome (Coringa), o próprio Bruce Wayne (Batman) vão começando a encontrar seu destino que os marcará por toda a vida. Sem deixar a desejar, a participação de Leslie Thompkins, Fish Money, Chapeleiro Louco, Alfred.
             Se na primeira temporada o foco eram as máfias que dominavam o cenário, com Carmine Falcone, Salvatore Maroni e o entorno da morte de Thomas e Martha Wayne e o surgimento de Gordon para investigar os crimes, ao lado do seu parceiro, na segunda temporada, The Galavan é o personagem principal em busca de vingança contra os Wayne. Ai já aparece o Dr Strage e suas experiências de ressuscitação de vilões.
            Muitas coisas parecem não fazer sentido, o vírus lançado sobre a cidade deixa todo mundo louco, uma sociedade secreta que comanda todos em Gotham, a Corte das Corujas.
            Parece que nada vai ser concluído e a solução dos problemas será nula, mas no fim tudo dar certo e Gordon, deixa de ser o caçador de recompensas e volta a polícia. Bruce Wayne começa a dar sinais de evolução e aparece algo que pode ser o principal de seu heroísmo como futuro justiceiro.

            Realmente tenho que admitir que dentre as séries baseadas em quadrinhos no caso da DC Comics essa é a melhor que já vi. É criada uma realidade que antecede o Batman,de uma forma que faz bastante sentido.
            O ator principal Bem McKenzie, que interpreta James Gordon, nasceu em Austin em 1978, já fez participações em Southland, The O.C. Se na série poderemos ter surpresas em relação ao romance do detetive com Leslie, na vida real, ele é casado com a atriz que interpreta a sua colega de polícia, a atriz Morena Baccarin, que é uma atriz brasileira, que nasceu no Rio de Janeiro em 1979, ano que eu nasci por sinal. Ela já participou de Homeland, Serenty, Deadpool.
            Como a construção dos personagens na maioria dessa série é uma inovação, pois é a criação de um mundo anterior ao Batman que não tem muitos elementos, os roteiristas capricharam na criatividade e trouxeram bastante elementos interessantes vale a pena conferir.
            Sem querer deixar para vocês qualquer pista da série, ou espolies, quero indicar essa série que se supera a cada temporada  .
Agradecimentos a toda audiência deste podcast. Edição e narração Carlinhos Alves, na busca por desbravar o mundo imaginário, às vezes real e duro e às vezes poético e belo, abraço e até uma próxima vez.

            

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Five Came Back




              
            Bom dia, Boa tarde, Boa Noite, meu nome é Carlinhos Alves, direto de Fortaleza, com mais uma edição do podcast, O Literato, com resenhas de livros, comentários sobre filmes e séries baseados em literatura escrita, além de entrevistas, de memórias culturais e histórias de músicas e poesias que marcaram todas as épocas.
            No 6° podcast, vamos falar sobre a série documental Five Came Back, original Netflix (2017) baseado no livro de Mark Harris.
            


            Você já deve ter ouvido falar de a Felicidade não se compra, Bem Hur, Os Melhores anos das nossas vidas. Não? Então já deve ter escutado falar sobre esses diretores de cinema: Frank Capra, George Stevens, John Ford, John Huston e William Wyler? Não de novo? Vixe, então tem que assistir essa série de três episódios narrada por Meryl Streep e que tem os comentários destes consagrados diretores: Steven Spielberg (ET, Parque dos Dinossauros), Francis Ford Coppola (Apocalypse Now, O Poderoso Chefão), Guilhermo Del Toro (A Colina Escarlate, Helboy), Paul Greengrass (Jason Bourne) e Lawrence Kasdan (O retorno de Jedi).
            Capra, Stevens, Ford, Huston e Wyler foram contemporâneos do cinema norte-americano e eram destaques com grandes produções cinematográficas antes da segunda guerra mundial, quando foram convocados a servir as forças armadas, e viram pessoalmente, além de filmarem os horrores da carnificina do conflito. Podemos ver nessa produção da Netflix, como era usado o cinema para diversos fins como propaganda e comoção da opinião pública para que os EUA entrassem na guerra.

            Existia um inimigo odiado por todos que motivou que o sentimento em geral fosse favorável a essa entrada nessa guerra. Hitler conseguiu unir capitalistas e comunistas contra o exercito nazista.
            Muitas imagens desta guerra sangrenta foram dirigidas por esses diretores Capra, Stevens, Ford, Huston e Wyler e por isso o documentário foca como era o trabalho deles diante do conflito com proporções mundiais. Depois que a guerra acaba, os mesmos cineastas ficam meio perdidos para se adaptar a volta aos filmes de ficção.
            
            São três episódios, o primeiro: The mission begins mostra como os EUA se colocou até a entrada na guerra, depois do ataque de Pearl Harbor. O segundo: Combat zones, onde se mostra como se pensou o cinema para mostra como o negro era importante para a nação e como ele atuava no combate e dentro do país era massacrado pelo ódio racista. Nesse episódio ainda, o olhar que é escolhido para os documentários, que seria um olhar de ódio contra o nazismo e não contra o povo alemão, como um todo.
            No terceiro episódio: the price of victory retrata além do dia D, as cenas de Dachau que ajudaram no julgamento de Nuremberg e o pós guerras desses diretores.
            Depois de todos esses comentários você já pode tirar suas próprias conclusões e na curiosidade quem sabe olhar um desses filmes antigos desses diretores consagrados, tem comédia, filme mudo, drama, de tudo um pouco.
            Agradecimentos a toda audiência deste podcast. Edição e narração Carlinhos Alves, na busca por desbravar o mundo imaginário, às vezes real e duro e às vezes poético e belo, abraço e até uma próxima vez.

            

domingo, 25 de dezembro de 2016

Raça, um filme para lembrar-se

Dirigido por Stephen Hopkins conhecido por séries como 24 horas, Californication e House of Lies, o filme conta a história de Jesse Owens (Stephan James) corredor da Universidade de Ohio, que vence quatro provas nas Olimpíadas de Berlim de 1936, diante dos olhares do chanceler Adolf Hitler.

Como outros filmes americanos de luta entre brancos e negros, esse fala mais uma vez do preconceito explicito, ou implícito de tantos momentos vergonhosos da história norte-americana, ou mesmo da história da humanidade. Já vi essa semana o filme Barry do começo de Obama, como estudante e outros filmes e documentários sobre lideres dos direitos civis como Marting Luther King, Malcom X e Muhamadd Ali (Eu Sou Ali) que ainda vou comentar mais adiante, em outro post.
Essa película americana, canadense tem uma boa fotografia de época, não se destaca por uma história densa. Tem momentos pequenos de tensão, mas consegue passar claramente a mensagem de que devemos ainda evoluir muito em nossos pensamentos em relação as pessoas de cor.
Em pouco mais de duas horas de filme, o expectador tem uma oportunidade de ver como funcionam os bastidores dos preparativos para a maior competição esportiva da humanidade. Fiquei me lembrando dos nossos Jogos Olímpicos Rio 2016.  Enquanto lá fora o pau comia, o golpe se concretizava, os atletas fizeram sua parte dentro das competições.
Atletas judeus sendo hostilizados, com a eminência de uma guerra, por causa das perseguições que já estavam acontecendo nas ruas. Uma breve semelhança com o Brasil.
Uma boa homenagem a esse atleta que não chegou a ser reconhecido em vida pela Casa Branca, mas que a população colocou um milhão de pessoas nas ruas para esperar sua chegada. E ele foi aclamado por uma população orgulhosa.


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Vips

Direção de Toniko Melo, com Wagner Moura. O filme Vips de 2011, conta a história real de um rapaz que tinha o sonho de ser piloto de avião e que tinha uma habilidade para mentir e se passar por pessoas que eles queria ser.

E você se pregunta onde eu estava que não vi esse filme antes né? Na verdade, foi preguiça mesmo de entrar em um enredo que eu já conhecia sem assistir. Mas sempre Wagner nos surpreende com sua habilidade de entrar em personagens dos mais variados e como uma camaleão se camufla de uma maneira diferente sempre uma da outra.
Legal quando alguém assume o que é mesmo que a pessoa seja alguém abaixo do que gostaria de ser. Se você quer ser alguém trabalhe duro para isso, faça contatos e imite as pessoas que você admira, mas não tente ser quem você não é, pois por mais fácil que seja o caminho de tentar chegar lá mais rápido, no fim fica o vazio de ter uma conquista parcial e sem ter sua marca verdadeira.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Amanda Knox: um mistério na Itália (original Netflix)

O assassinato de Meredith Kercher poderia ser um caso de injustiça comparado a "Makin a Murderer" que conta a estória duvidosa da condenação de Steven Avrey, mas vai além desse contexto, em que um condado persegue uma família num ferro velho americano.

Aqui nessa série também da Netflix vemos a jovem e bonita americana Amanda Knox vivendo uma aventura na Itália, com droga, sexo, orgia e um namoro com uma nativo Rafaelle Sollecito, que mudaria ambos para sempre.

A vitima teria entrado em discussão com Amanda sobre essa vida depravada na casa em que as duas dividiam, e assim foi assassinada, segundo a investigação do caso, que por sofrer pressão da imprensa que queria respostas rápidas e acaba fazendo conclusões que depois seriam contestadas na Suprema Corte da Itália.
Se era inocente ou culpada, o documentário mostra vários ângulos possíveis, mas o certo mesmo é que ela já estava condenada pela opinião pública. Todos queriam sua condenação.
Aqui no Brasil não é diferente com o espetáculo deprimente da mídia que condena apressadamente, sem mesmo espera o fim do julgamento. Aqui no nosso país já vivemos um totalitarismo jurídico/midiático.
Quem de nós pode atirar pedras nos outros, sem antes sofrermos com nossas próprias incoerências?

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Cidade de Deus - 10 Anos depois (Vi no Netflix)

Com direção de Cavi Borges e Luciano Vidigal, o documentário retrata há vida das pessoas que fizeram parte do filme Cidade de Deus de 2003, dirigido por Fernando Meireles e que concorreu a quatro categorias no Oscar e esteve em festivais e cinemas do mundo todo.

Seu Jorge, Alice Braga, Lendro Firmino da Hora (Zé Pequeno), Roberta Rodrigues, Darlan Cunha, Thiago Martins, Douglas Silva (Dadinho) e Alexandre Rodrigues. Alguns desses você ainda vê por aí, como por exemplo o cantor Seu Jorge que no filme fez o papel de um trocador de ônibus pai de família, que depois vira criminoso por causa de vingança.
Alice Braga, hoje em dia está nas telas de cinema internacional, com participações em filmes norte-americanos. Douglas Silva está no Esquenta com Regina Casé. Outros se perderam.
Já tinha visto ouvido falar do documentário que é de 2013 e nesses dias entrou no catálogo da Netflix, mas acabei assistindo no sábado, depois de ver meu irmão Neto Alves comentando que tinha visto e gostado. Eu também gostei dessa película, pela sua forma direta de mostrar como as vezes a vida imita a arte e que as portas do sucesso ou da fama, são extreitas e se paga um preço para conquistar um lugar ao sol.
Concordo quando meu irmão disse que, por coicidência apenas as pessoas menos escuras do filme continuaram na carreira de ator, já os mais escuros, tiveram menos trabalho, seja por causa de preconceito mesmo da nossa sociedade, ou por escolhas próprias desses jovens.
Oportunidades ainda faltam para os jovens negros e da periferia. alguma coisa melhorou com o governo do PT de Lula e Dilma que trouxeram os mais pobres a terem acesso as universidades por meio do Prouni e das cotas raciais e sociais, mas ainda a sociedade como um todo tem muito receio de assumir que somos no Brasil uma populaão miscigenada.
Foi o caso que esses dias eu ouvi num programa de auditório, que não me lembrou se era o AdNight ou Programa do Porchat, mas sei que eles falaram claramente sobre a falta de assumirmos essa identidade. O exemplo citado foi quando disseram que as pessoas escolhidas para a Copa do Mundo e Olimpíadas Rio foram mulheres brancas e ricas, no caso Fernanda e Giselli Bundchen, quando apesar de serem lindas não representam a cultura brasileira que é misturada por excelência.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Relação em Risco: Filme

Kim Kardashian está no filme de 2012 de Tyler Perry, mas a película não se trata dela como personagem principal, mas sim de Judith (Jurnne Smollet-Bell), que trabalha numa agência de casamentos e é casada com um farmacêutico Brice (Lance Gross). Mulher de príncipios cristãos ela ama o marido, que conhece desde os seis anos de idade.
Quando aparece na vida dela um homem rico Harley (Robbie Jones), que insiste em tentar seduzi-la dia e noite.

Sem entrar mais em detalhes, o que podemos pegar como lição desse drama é o questionamento aos nossos limites. Será que estamos preparados para aguentar as mudanças que desejamos? Qual caminho é realmente o certo dentro da nossa cabeça?
Devemos seguir nossos instintos mais íntimos ou tentar raciocinar antes?
Alguém de nós pode julgar os outros sem cair nós mesmos na petulância de saber que somos fracos?

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Ponto de Decisão: Quem devemos ouvir

Esse filme Ponto de Decisão de 2009 e dirigido por Bill Duke fala de perdas, de amor e mágoas, perdão e recomeços. Não é uma obra prima do cinema e nem chega ao ponto de emocionar em nada, mas pode ser uma reflexão sobre sentimentos básicos que nós temos em relação as situações básicas da vida.


Em relação a um namoro, noivado ou casamento a gente tem sempre algo a aprender e por isso devemos está atentos a qualquer sinal de erros que cometemos sem perceber e se estamos deixando o outro sem o amor básico.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A incrível história de Adeline: que bonito filme!

A maioria das pessoas nos dias atuais tem dificuldades de se abrir para o mundo e de contar seu segredos para alguém com medo de ser magoado (a). Gente que entrou na nossa vida recentemente acaba sendo tratada como qualquer uma de qualquer outro momento. Quando você sente que esse alguém é de confiança e vale a pena se abrir então você coloca seus desejos e sentimentos acima da razão e assim se consegue encontrar um lugar para respousar e acreditar.

Esse filme de 2015 de Lee Toland Krieger com Harison Ford no elenco e atuação brilhante de Blake Lively nos fala sobre o tempo, sobre como fazer com que ele trabalhe a nosso favor, no curso normal da existência. Quem já viu o filme sabe do que eu estou falando. Quem ainda não viu pode ter certeza que eu não vou deixa algum spoiler para que você perca a emoção de ver essa pelicula e descubra por si mesmo como é essa estória.
O que posso dizer é que as surpresas e sentimentos que nos faz repensar sobre nós mesmos é o que move a vida e nos leva.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Door to Door: maiores desafios maiores vitórias

Quase todo dia reclamamos dos problemas que a vida nos coloca como desafio. Seja o emprego mais difícil, pessoas complicadas a nossa volta, mas se esquecemos de aprender com cada situação e se sobressair e vencer. Esse filme que conta a história de superação de Bill Porter, um homem com paralisia cerebral que mesmo diante dos desafios não teve medo e acreditou que podia mais. Na empresa Watkins Companhia saiu vendendo de porta em porta materiais de limpeza e na pior rota que foi dada a ele em 1955 em Portland, Oregon (USA), começa sua trajetória de vida que um dia o levaria a ser o melhor vendedor da empresa durante um ano.

Qual segredo? Amor naquilo que fazia, paciência, perseverança, relacionamento com as pessoas, conhecimento do produto e do que as pessoas realmente precisavam.
Quais desafios foram colocados a sua frente e você achou que era castigo de Deus, ou injustiça né? Eu me formei em Jornalismo na Fanor e faço agora MBA em Comunicação e Marketing Digital pela Estácio de Sá, mas meu emprego atual é de vendedor. Qual produto eu vendo? sou vendedor de lazer, de passeios pelas praias do litoral cearense.
Já reclamei muito desse meu emprego, mas analisando a vida percebo primeiro se não fosse essa oportunidade, eu ainda estaria vivendo de salário mínimo e sem poder me manter e pagar meu aluguel. Vender é sempre a chance de cada dia atingir uma meta, um objetivo e também superar essa meta. As vezes, quando não se atinge o objetivo desejado fico se questionando onde eu errei e em muitos momentos descubro que a culpa não é da baixa temporada, ou da crise do país, mas sim da minha falta de foco no trabalho e conversas paralelas e brigas sem sentido.
Cada dia que acordamos podemos ser senhores do nosso destino e fazer sempre escolhas que possam nos levar ao máximo e melhor resultado, Depende em boa parte de nós e da saúde também e fé no Deus supremo. 

terça-feira, 10 de maio de 2016

A beleza de um mundo Dowton Abbey

Tenho que admitir, que antes da Netflix eu evitava ver séries de TV, porque as minhas últimas lembranças importantes obre ver esse tipo de literatura era na TV Globo, na extinta sessão aventura, com os episódios de Profissão Perigo, Duro na Queda, A Gata e o Rato, entre outros e depois com a TV por assinatura, nunca tinha tempo para estar em casa na hora x que os canais passariam os episódios.

     Depois que a Netflix chegou tenho a liberdade de ver cada temporada e episódio na hora que eu quiser e quando tiver tempo bem livre.  Por isso consegui ver as seis temporadas da produção inglesa Dowton Abbey, que acompanha a família Crawley, em uma propriedade fictícia em Yorkshire.
     A gente mergulha no mundo do Conde Robert Crawley que tenta ao lado da esposa Condessa Cora, educar as filhas Lady Mary, Edith e Sybil. Podemos perceber como era estratificada a sociedade desses tempos e como os criados e patrões tinham uma função bem definida em cada nível social.
     Gente que não gostava de misturar as classes, nem as religiões e nem muito momentos os gostos políticos, mas como a época era 1914 a 1930, muitas mudanças ocorriam e padrões que eram sólidos se dissolviam e mudavam muitos conceitos, não como hoje é claro que as mudanças de padrões acontecem no piscar de olhos.

A série como vocês que assistira já sabem trás personagens marcantes como Carson, que é motorista e depois virá um aristocrata, mas sem esquecer as raízes. Tomas Barrow, um valete, que tenta conviver com sua homossexualidade num tempo, em que assumir ser gay era a condenação, a prisão, mas ele também tem seu lado mal contra as pessoas que o cercam.
     Não quero entrar muito nos detalhes para não passar spoilers a vocês que ainda não viram, mas apenas dizer que a desigualdade ainda hoje separa o playboy e patricinha, do jovem da periferia e o capitalismo é a fonte de todos os males que ainda assolam nossas vidas.

     Mas do mesmo jeito que no período em que a série se passa as pessoas acham glamorosa a vida dos reis, condes, duques, hoje as pessoas simples também visualização os empresários e artistas como um padrão a ser copiado e essa busca incessante ás vezes leva a tristeza e decepção, apesar de nos dias atuais, pelo menos os bens “móbiles” aproximam mais um pouco todos, independente de classe da arena da discussão política.