Olá,
eu sou Carlos Emanuel e esse é o FutCearaCast.
Hoje
o nosso podcast trás nessa edição, continua a história com a revista Super Leão 76, edição 2 com o
editor-chefe à época, Blanchard Girão,
com pesquisa de Luciano Santos e
diretor responsável Airton Farias
Rebouças. No editorial, a revista justifica sua principal missão: “A imprensa local, de uma maneira geral,
quer os jornais, quer as emissoras de rádio e televisão, receberam muito bem
esta publicação, enaltecendo-lhe o aspecto jornalístico, gráfico e esportivo”.
No editorial Tremenda Injustiça,
destaca-se a reclamação feita das excessivas viagens que o tricolor do Pici
teve que fazer nos jogos da competição nacional, organizada na época pela CBD
(Confederação Brasileira de Desportos) e mesmo assim conseguiu classificação,
mas pelo desgaste fora eliminado na fase seguinte pelo Fluminense: “O Fortaleza foi eliminado da Copa Brasil 76
com 17 pontos positivos, à frente do CRB, Vasco, Ponte Preta e Caxias, todos
com menos pontos alcançados, sem falar naqueles que ficaram a ele igualados.
Convenhamos que, por isso ou por aquilo, é uma tremenda injustiça”.
Em seguida na página quatro, a matéria: Campanha digna de um time valente:
nela continua a falar do feito tricolor, que depois de perder a final do
Campeonato Cearense para o seu maior rival e demitir o treinador gaúcho Laerte
Dória e trazer o técnico Urubatão Nunes, engatou uma excelente campanha
nacional, primeiro perdeu para o Corinthians em pleno Pacaembu, após isso uma
sequencia de vitórias, entre elas 5 x 1 diante do Paysandu, no Pará, ao todo
treze jogos, cinco vitórias, cinco empates e três derrotas. Na matéria seguinte, Números de uma jornada brilhante: a súmula dos trezes jogos, onde
podemos conhecer os resultados e alguns jogadores desse período. Por exemplo na
primeira partida em São Paulo, o público foi de 32 mil pessoas. No segundo jogo
diante do Remo, no Castelão, 27 mil torcedores compareceram e gol foi de
Amilton Melo. No clássico rei em que o leão venceu, por 1 x 0, gol de
Geraldino, 22 mil pessoas estavam presentes. A última partida leonina, a equipe
foi escalada com Lulinha, Alexandre, Jorge dos Santos, Otávio Souto e Grilo,
Chinesinho e Danilo; Zé Raimundo, Artur, Brandão (Luizinho) e Geraldino.
E nas páginas seguintes da revista, os dados
dos goleadores, Geraldino, atacante oriundo de Ipaumirim e que fez cinco gols
na competição, Brandão, que também marcou cinco gols e veio de Martinopolis.
Outro destaque da equipe foi Amilton Melo, natural de Sucesso, interior do
Ceará a época. Logo em seguida o texto Lulinha,
O direito de sonhar: a trajetória de um goleiro que veio do futebol
pernambucano jogar no Calouros do Ar e que Carlos José Castilho, o “leiteira, o
indicou para o Fortaleza que o trouxe e que foi destaque nessa campanha
nacional e sendo aclamado por onde passava.
Na matéria seguinte, Por que o Fortaleza não ficou entre os 18? O treinador Urubatão Nunes
explica as causas e o inesperado desfecho: “Acho que o time desgastou-se ao extremo. O elenco era reduzido. Jogo
após jogo, em curto espaço de tempo. Alguns jogadores sentiram agudamente o
esforço. Já não rendiam o mesmo que antes. Cansava e eu não tinha muitas
opções”.
No tempo das seleções (!), A história do
futebol cearense, através da nossa participação no Campeonato Brasileiro: Em
1924 a primeira participação da seleção cearense de futebol, quando foi
derrotado para o Bahia por 6 x 1, depois levou 10 x 1 de Pernambuco, 10 x 0 do
Rio de Janeiro e venceu somente em 1928 por 3 x 0 diante do Maranhão com dois
gols de Rolinha e Juracy, a seleção desse feito foi Aderaldo, Lira, Liberato,
Hildebrando, Caranã, Juracy e José Sales.
O primeiro time a marcar um gol contra o
Ceará foi o Maranguape. Em 1916, Carlos
Brigido de cabeça, segundo o texto da página 19, apesar de o vozão meter 8 x 1,
ficou abalado por ter levado o gol, depois de dois anos com a meta zerada. “Embora o Ceará terminasse por vencer- e por
nada menos de 8 x 1 – a torcida retornou de Maranguape cabisbaixa, aturdida e
melancólica, porque acabara ali a virgindade da meta do seu clube...”.
Na
pagina 20, Galeria de Honra do Fortaleza, Moésio: temos uma lembrança do
jogador filho do coronel Mozart e sobrinho de França e que depois se tornou
professor e foi zagueiro do Leão.
Em seguida, A história pitoresca da derrubada de muros do PV. Conta duas
oportunidades em que a torcida leonina incorfomada com o placar adverso
derrubou muros e alambrados do estádio Presidente Vargas. Primeiro em 1971,
quando a equipe necessitava vence o Calouros do Ar, e depois em 1972, num 2 x
2, contra o Ceará, fatos que revoltaram a torcida tricolor: “Antes que o juiz desse o jogo por
encerrado, a multidão repetia aquela mesma derrubada contra o Calouros. Muro no
chão, tiros para o alto, gente gritando, inclusive os jogadores, sendo que os
atletas Roberto e Pedro Basílio, do Fortaleza, chegaram a trocar bofetões com
os policiais, sendo violentamente espancados”.
A matéria Celeiro Histórico de craques: demonstra porque o Fortaleza é conhecido
pelo clube destaque nas categorias de base por revelar e emprestar jogadores
para outras agremiações locais, entre os nomes se destacou: Alexandre Ronier,
Zé Raimundo, Dida, Jeová, Lima, Deim, Amilton Rocha, Pedro Basílio e outros.
Nas sequencia de textos, uma entrevista com
Airton Rebouças sobre as expectativas de evitar o tri do Ceará, o presidente
leonino tinha os pés no chão e não pretendia irresponsavelmente deixar o
tricolor endividado.
Na página 25, o texto: Clube da Elite e de Massa, também. Por que a fama de time granfino.
Granjeada pelo Fortaleza? Esse debate mostraria que o Fortaleza veio de uma
dissidência do Ceará, que por ser time de massas, popular, os moços vindo de um
nível social mais elevado não queriam se misturar. Mas no próprio texto, desmente essa versão
afirmando que o leão era o clube que mais crescia em todas as esferas sociais,
mas era o clube preferido de médicos, advogados, engenheiros e altos
comerciantes.
Outra curiosidade na revista é a matéria: O Hino do Fortaleza multiplicou por dez a
torcida tricolor, Jackson de Carvalho, o autor, diz por quê: o cirurgião
dentista compôs em 1967 esse hino: “Eu
sentia que o Fortaleza não dispunha de uma torcida numerosa e vibrante, à
altura de suas gloriosas tradições, da formidável coleção de títulos que
possuía já então. Ai concebi a letra e música, nascidas do amor que dedico ao
clube e resolvi, às minhas expensas, mandar orquestrar, executar e gravar a
composição, partindo do principio que ela contribuiria pra aglutinar maiores
torcedores para o nosso clube”.
A
Super Leão 76 – o Rei da Sorte, uma promoção que nasceu vitoriosa: além de
revista era também uma loteria de prêmios quase um Totolec da época e logo na estréia vendeu mais de 40 mil carnês com
as pessoas desejosas de ganhar passagens aéreas, carros, e outros prêmios.
Na página 28, Tricolor o querido do sertão: conta a busca da diretoria leonina de
popularizar a marca do Fortaleza, o interior cearense, com idas em carreatas e
jogos amistosos a municípios como Sobral, Iguatu, Itapajé e Camocim.
No texto final Declaração de Amor: uma história apaixonada de um jovem que amava
jogar de botão na infância, que depois virou jornalista e se apaixonou pelo
Fortaleza que tinha a sede ainda no Benfica. Eu lembro um pouco da minha
história, quando eu tinha um estrelão, onde jogava de botão com meus amigos,
depois vieram os times de salão de bairro, testes em clubes de futebol e a
formação também em jornalismo.
Fonte:
Super Leão 76 – O Rei da
Sorte