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sábado, 2 de junho de 2018

# 82 revista Super Leão edição 2



Olá, eu sou Carlos Emanuel e esse é o FutCearaCast.
                             Hoje o nosso podcast trás nessa edição, continua a história com a revista Super Leão 76, edição 2 com o editor-chefe à época, Blanchard Girão, com pesquisa de Luciano Santos e diretor responsável Airton Farias Rebouças. No editorial, a revista justifica sua principal missão: “A imprensa local, de uma maneira geral, quer os jornais, quer as emissoras de rádio e televisão, receberam muito bem esta publicação, enaltecendo-lhe o aspecto jornalístico, gráfico e esportivo”. No editorial Tremenda Injustiça, destaca-se a reclamação feita das excessivas viagens que o tricolor do Pici teve que fazer nos jogos da competição nacional, organizada na época pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos) e mesmo assim conseguiu classificação, mas pelo desgaste fora eliminado na fase seguinte pelo Fluminense: “O Fortaleza foi eliminado da Copa Brasil 76 com 17 pontos positivos, à frente do CRB, Vasco, Ponte Preta e Caxias, todos com menos pontos alcançados, sem falar naqueles que ficaram a ele igualados. Convenhamos que, por isso ou por aquilo, é uma tremenda injustiça”.
                             Em seguida na página quatro, a matéria: Campanha digna de um time valente: nela continua a falar do feito tricolor, que depois de perder a final do Campeonato Cearense para o seu maior rival e demitir o treinador gaúcho Laerte Dória e trazer o técnico Urubatão Nunes, engatou uma excelente campanha nacional, primeiro perdeu para o Corinthians em pleno Pacaembu, após isso uma sequencia de vitórias, entre elas 5 x 1 diante do Paysandu, no Pará, ao todo treze jogos, cinco vitórias, cinco empates e três derrotas.  Na matéria seguinte, Números de uma jornada brilhante: a súmula dos trezes jogos, onde podemos conhecer os resultados e alguns jogadores desse período. Por exemplo na primeira partida em São Paulo, o público foi de 32 mil pessoas. No segundo jogo diante do Remo, no Castelão, 27 mil torcedores compareceram e gol foi de Amilton Melo. No clássico rei em que o leão venceu, por 1 x 0, gol de Geraldino, 22 mil pessoas estavam presentes. A última partida leonina, a equipe foi escalada com Lulinha, Alexandre, Jorge dos Santos, Otávio Souto e Grilo, Chinesinho e Danilo; Zé Raimundo, Artur, Brandão (Luizinho) e Geraldino.
                        E nas páginas seguintes da revista, os dados dos goleadores, Geraldino, atacante oriundo de Ipaumirim e que fez cinco gols na competição, Brandão, que também marcou cinco gols e veio de Martinopolis. Outro destaque da equipe foi Amilton Melo, natural de Sucesso, interior do Ceará a época. Logo em seguida o texto Lulinha, O direito de sonhar: a trajetória de um goleiro que veio do futebol pernambucano jogar no Calouros do Ar e que Carlos José Castilho, o “leiteira, o indicou para o Fortaleza que o trouxe e que foi destaque nessa campanha nacional e sendo aclamado por onde passava.
                        Na matéria seguinte, Por que o Fortaleza não ficou entre os 18? O treinador Urubatão Nunes explica as causas e o inesperado desfecho: “Acho que o time desgastou-se ao extremo. O elenco era reduzido. Jogo após jogo, em curto espaço de tempo. Alguns jogadores sentiram agudamente o esforço. Já não rendiam o mesmo que antes. Cansava e eu não tinha muitas opções”.
No tempo das seleções (!), A história do futebol cearense, através da nossa participação no Campeonato Brasileiro: Em 1924 a primeira participação da seleção cearense de futebol, quando foi derrotado para o Bahia por 6 x 1, depois levou 10 x 1 de Pernambuco, 10 x 0 do Rio de Janeiro e venceu somente em 1928 por 3 x 0 diante do Maranhão com dois gols de Rolinha e Juracy, a seleção desse feito foi Aderaldo, Lira, Liberato, Hildebrando, Caranã, Juracy e José Sales.
                        O primeiro time a marcar um gol contra o Ceará foi o Maranguape.  Em 1916, Carlos Brigido de cabeça, segundo o texto da página 19, apesar de o vozão meter 8 x 1, ficou abalado por ter levado o gol, depois de dois anos com a meta zerada. “Embora o Ceará terminasse por vencer- e por nada menos de 8 x 1 – a torcida retornou de Maranguape cabisbaixa, aturdida e melancólica, porque acabara ali a virgindade da meta do seu clube...”.
                        Na pagina 20, Galeria de Honra do Fortaleza, Moésio: temos uma lembrança do jogador filho do coronel Mozart e sobrinho de França e que depois se tornou professor e foi zagueiro do Leão.
                        Em seguida, A história pitoresca da derrubada de muros do PV. Conta duas oportunidades em que a torcida leonina incorfomada com o placar adverso derrubou muros e alambrados do estádio Presidente Vargas. Primeiro em 1971, quando a equipe necessitava vence o Calouros do Ar, e depois em 1972, num 2 x 2, contra o Ceará, fatos que revoltaram a torcida tricolor: “Antes que o juiz desse o jogo por encerrado, a multidão repetia aquela mesma derrubada contra o Calouros. Muro no chão, tiros para o alto, gente gritando, inclusive os jogadores, sendo que os atletas Roberto e Pedro Basílio, do Fortaleza, chegaram a trocar bofetões com os policiais, sendo violentamente espancados”.
                        A matéria Celeiro Histórico de craques: demonstra porque o Fortaleza é conhecido pelo clube destaque nas categorias de base por revelar e emprestar jogadores para outras agremiações locais, entre os nomes se destacou: Alexandre Ronier, Zé Raimundo, Dida, Jeová, Lima, Deim, Amilton Rocha, Pedro Basílio e outros.
                        Nas sequencia de textos, uma entrevista com Airton Rebouças sobre as expectativas de evitar o tri do Ceará, o presidente leonino tinha os pés no chão e não pretendia irresponsavelmente deixar o tricolor endividado.
                        Na página 25, o texto: Clube da Elite e de Massa, também. Por que a fama de time granfino. Granjeada pelo Fortaleza? Esse debate mostraria que o Fortaleza veio de uma dissidência do Ceará, que por ser time de massas, popular, os moços vindo de um nível social mais elevado não queriam se misturar.  Mas no próprio texto, desmente essa versão afirmando que o leão era o clube que mais crescia em todas as esferas sociais, mas era o clube preferido de médicos, advogados, engenheiros e altos comerciantes. 
                        Outra curiosidade na revista é a matéria: O Hino do Fortaleza multiplicou por dez a torcida tricolor, Jackson de Carvalho, o autor, diz por quê: o cirurgião dentista compôs em 1967 esse hino: “Eu sentia que o Fortaleza não dispunha de uma torcida numerosa e vibrante, à altura de suas gloriosas tradições, da formidável coleção de títulos que possuía já então. Ai concebi a letra e música, nascidas do amor que dedico ao clube e resolvi, às minhas expensas, mandar orquestrar, executar e gravar a composição, partindo do principio que ela contribuiria pra aglutinar maiores torcedores para o nosso clube”.
                        A Super Leão 76 – o Rei da Sorte, uma promoção que nasceu vitoriosa: além de revista era também uma loteria de prêmios quase um Totolec da época e logo na estréia vendeu mais de 40 mil carnês com as pessoas desejosas de ganhar passagens aéreas, carros, e outros prêmios.
                        Na página 28, Tricolor o querido do sertão: conta a busca da diretoria leonina de popularizar a marca do Fortaleza, o interior cearense, com idas em carreatas e jogos amistosos a municípios como Sobral, Iguatu, Itapajé e Camocim.
                        No texto final Declaração de Amor: uma história apaixonada de um jovem que amava jogar de botão na infância, que depois virou jornalista e se apaixonou pelo Fortaleza que tinha a sede ainda no Benfica. Eu lembro um pouco da minha história, quando eu tinha um estrelão, onde jogava de botão com meus amigos, depois vieram os times de salão de bairro, testes em clubes de futebol e a formação também em jornalismo.

Fonte:
Super Leão 76 – O Rei da Sorte


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