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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Banestado e os olhos de Moro na Lava Jato

Em 2003 para refrescar um pouco a memória de vocês para que olhem para essa figura feita pelo meu amigo Cival Einsten e vejam o que está por trás do que foi esse caso Banestado em que o doleiro Alberto Youssef aparece em uma delação premiada denunciando pessoas que trabalhavam no Banco do Paraná, entre elas estaria a mulher do procurador Santos Lima, uma ex-funcionária do banco.
Então segundo reportagem da Istoé da época, assinada por Amaury Ribeiro Jr e Osmar de Freitas Jr mostra que houve tentativa de obstrução de justiça do procurador que hoje está havido para pegar Lula.
A matéria do site Diário do Centro do Mundo de 30 de março de 2016 fala sobre a participação de Fernando Henrique Cardoso para abafar o caso Banestado.

A gente percebe claramente que a Lava Jato apesar de seus pontos positivos tem focado apenas no PT, deixando os outros partidos que receberam recursos da empresa de lado, como o PSDB, PMDB, PSB e PP, entre outros.
Essa imagem mostra a hipocrisia da justiça que faz vista grossa para alguns casos e em outros persegue. 


quarta-feira, 16 de abril de 2014

A Esperança venceu o medo, o Brasil foi Penta em 2002 e uma luz se apagou em Minas Gerais



Depois de quase de perpetuar entre Europa e América, a Copa do Mundo de Futebol seria jogada pela primeira vez, numa sede fora dos dois continentes e a Ásia seria a escolhida. Entre 31 de maio e 30 de junho de 2002, Japão e Coréia do Sul se uniram para serem anfitriãs da 17° vez do torneio mundial da Fifa.

No Brasil, mais uma vez teríamos uma alegria e uma decepção como acontecera em 1994. Agora um ícone do espiritismo partiria em quanto um país inteiro acordaria na madrugada para levantar um troféu, na figura do jogador do Jardim Irene.
Só que o ano não se resumiria a apenas uma alegria no futebol, mas um renascimento da alma brasileira, através da eleição presidencial. Depois de 500 anos de desmandos, de sujeira de baixo do tapete, um homem vence, com o slogan marcante na época: “A Esperança venceu o Medo”.

Luís Inácio Lula da Silva (PT), metalúrgico de Garanhuns-PE, que atravessou o país em busca de melhores oportunidades em São Paulo, supera o ex-ministro da Saúde, José Serra (PSDB) e reescreve a história.
Lula

A Copa também estava inovando e dessa vez a disputa garantiu vaga antecipada para três seleções, França (atual campeã) e os dois países sedes: Coréia do Sul e Japão. Era a última vez, em que o campeão teria direito automático de disputar a competição posterior sem necessidade de eliminatórias.
Eu me lembro muito bem dessa competição. Já não era mais um menino e sim um homem de 23 anos, que trabalhava na Farmácia Dose Certa como caixa, nas madrugadas de Fortaleza, lá na Avenida Dom Luís. Por incrível que pareça era meu primeiro emprego de carteira assinada.
Só folgava uma vez por semana e quase todos os jogos, eu acompanhava trabalhando. Foi assim que a Copa passou pelos meus olhos. Admito, eu estava meio sem vontade de torcer por esse grupo, por causa, do Felipão, treinador da seleção brasileira nesse campeonato.
O cara assumiu o comando técnico da canarinha depois que Leão e Luxemburgo fracassaram nas olimpíadas e Copa das Confederações respectivamente.

Foi logo batendo de frente com Romário, melhor jogador do momento e sempre artilheiro em busca do milésimo gol. Como ele fez na Copa das Confederações do ano passado, ele barrou nosso melhor jogador.
Romário

Parece que ele usa isso como pretexto, para tirar a responsabilidade de um único jogador, no caso do ano passado o Ronaldinho Gaúcho, vivendo seu melhor momento, no Atlético-MG, depois o baixinho e colocar o peso nas costas dos jovens e formar uma espécie de família, onde todos se ajudam para vencerem com solidariedade.
E assim mesmo artilheiro das eliminatórias ao lado de Rivaldo, o craque Romário ficou de fora de seu sonho de conquistar mais um título pela seleção brasileira. Ele ainda viu, o Brasil ganhar do Paraguai por 2 x 0 nas eliminatórias, com denuncias do goleiro paraguaio Chilavert, de que Luis Felipe teria pressionado, para que dois jogadores da seleção paraguaia não participassem.

Um pedido de Gilmar Veloz, então empresário de Gamarra e Enciso e também amigo de Felipão, conseguiu que os dois jogadores não jogassem. O empate tirava a seleção amarela da Copa.
Ronaldo

Outro problema enfrentado pelo nosso país foi à contusão de Ronaldo, que quase o tirou do futebol, mas o país inteiro viu sua recuperação em quase dois anos de tratamento.

Finalistas da Copa


O Brasil estava no Grupo C e estreou contra a Turquia e venceu por 2 x 1 com gols de Rivaldo e Ronaldo. No segundo jogo, a vitória foi bem mais fácil com gols de Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo e vitória de 4 x 0 na China. Na partida que fecharia a primeira fase, mais uma goleada 5 x 2 na Costa Rica, com gols de Ronaldo, Edmilson (Ex-Ceará), Rivaldo e Júnior.
Gol de Edmílson contra Costa Rica

No Grupo E, a Alemanha não tomou conhecimento da Arábia Saudita e venceu por 8  x 0, com três gols de Klose, Ballack, Jancker, Linke, Bierhoff e Schneider. Depois disso ficaria no 1 x 1 com a Irlanda, gol de Klose. No terceiro jogo a Alemanha venceu o Camarões do jovem Eto´o por 2 x 0, gols de Bode e Klose.
Klose

Nas Oitavas-de-finais, enquanto o Brasil vencia a Bélgica por 2 x 0, com gols de Rivaldo  e Ronaldo, a Alemanha passou sufoco para vencer o Paraguai por 1 x 0 gol de Neuville aos 43m do segundo tempo.
Em mais um jogo difícil, os alemães vencem os EUA por 1 x 0, aos 39 do primeiro tempo, com Ballack. Já a “família Scolari”, conseguiria uma virada histórica sobre os ingleses. Primeiro Owen faria o gol aos 22 minutos de jogo. Rivaldo empataria no fim da etapa inicial e Ronaldinho Gaúcho faria um belo gol de falta, para decretar a classificação brasileira.
Antes de chegarem ao jogo decisivo, Brasil e Alemanha venceriam com mais um placar magro de 1 x 0 seus adversários, Turquia e Coréia do Sul, respectivamente.
Na disputa do terceiro lugar em 29 de junho de 2002, no Estádio Daegu World Cup Stadium, para 63 mil pessoas a Turquia vence a Coréia do Sul por 3 x 2, num jogo bastante equilibrado.
E no dia 30 de junho, em Yokohama com 69 mil pagantes, Alemanha e Brasil fariam um confronto de detentores de títulos. Com uma seleção superação, a “Família Scolari” estava de volta a uma final. E com Ronaldo Fenômeno como grande estrela.

Já Alemanha vinha de uma competição equilibrada, com o Oliver Kahn fechando o gol. Ele inclusive havia sido escolhido o melhor jogador daquela competição.
Gol de Ronaldo na final

O primeiro tempo acabou 0 X 0. No segundo tempo em uma jogada que Rivaldo chutou e o goleiro rebateu, o Brasil abriria o marcador aos 22 minutos com Ronaldo. 

Atrás a zaga funcionava, no 3-5-3, com Roque Júnior, Lúcio e Edmilson  Aos 34 minutos Kleberson puxa o contra-ataque e com um corta luz de Rivaldo, a bola sobra de novo para Ronaldo, 2 x 0 e só a contagem para o fim do jogo e o Pentacampeonato. 
Atrás a zaga funcionava, no 3-5-3, com Roque Júnior, Lúcio e Edmilson  Aos 34 minutos Kleberson puxa o contra-ataque e com um corta luz de Rivaldo, a bola sobra de novo para Ronaldo, 2 x 0 e só a contagem para o fim do jogo e o Pentacampeonato.
Chico Xavier

Alegria tomava conta das ruas no Brasil, ofuscando a tristeza da morte de um espírito iluminado em Uberaba (MG). Chico Xavier partia aos 92 anos de uma vida repleta de atitudes boas.



terça-feira, 15 de abril de 2014

Reeleição de FHC “comprada” (?), um vice do Brasil suspeito e o sorriso de um craque em 1998: França campeã


Seria um “ano negro” para a política brasileira com a reeleição de FHC, após uma “emenda de reeleição” aprovada no Congresso Nacional supostamente comprada. Dois deputados do PFL admitiram à culpa de terem recebido cerca de 200 mil reais cada, para votarem a favor. No mesmo ano, o Brasil teria que se contentar com um vice na Copa do Mundo da França.

Eram anos duros na economia brasileira, com crises sucessivas de países emergentes, com isso, os países sul-americanos, com o câmbio flutuante eram atingidos. Dessa forma o país que crescia 2,5 % ao ano e pediu três vezes empréstimo ao FMI, com uma dívida publica em ascendência, poderia esperar algo melhor para presidente, mas inexplicavelmente, o povo, reelegeu, em primeiro turno Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para mais quatro anos do poder.


Literatura
Joel Silveira

Ano que também consagrou o escritor e jornalista de Lagarto (SE), Joel Silveira, com o Prêmio Machado de Assis. O mais importante título da Academia Brasileira de Letras. Outro destaque foi o português José Saramago, com o Prêmio Nobel de Literatura, único escritor de língua portuguesa a ganhar.

Campeão Brasileiro de Futebol

No futebol nacional, o Corinthians seria Bi-campeão, com 14 vitórias, com 4 empates e 5 derrotas. Foram 46 gols prós e 30 gols contras. “Viola” seria o artilheiro com 21 gols. Houve a necessidade de três jogos para decidir o campeão. 
O primeiro jogo havia sido empate por 2 x 2 em Minas Gerais, no Mineirão, diante de 87 mil pessoas. Marcaram para o Cruzeiro: Valdo e Muller, para o Timão: Dinei e Marcelinho Carioca. No segundo jogo, novo empate, dessa vez por 1 x 1 com gols de Marcelinho Carioca para os paulistas e Marcelo Ramos para os mineiros.
A Final seria, no dia 23 de dezembro, no Morumbi com 57 mil pagantes. Carlos Eugênio Simon, hoje comentarista do canal Fox, seria o arbitro. As equipes entraram em campo com a seguinte formação:

Corinthians: Nei; Índio, Batata (Cris), Gamarra, Sylvinho; Vampeta, Rincón, Ricardinho (Amaral) e Marcelinho Carioca, Mirandinha (Dinei) e Edílson. Técnico: Wanderley Luxemburgo.
Corinthians

Cruzeiro: Dida; Gustavo (Alex Alves), Marcelo Djian, João Carlos e Gilberto; Valdir (Marcelo Ramos), Djair, Ricardinho e Valdo; Müller e Fábio Júnior. Técnico: Levir Culpi.
O time paulista ganharia por 2 x 0, gols de Edílson e Marcelinho Carioca. Desses jogadores, dois seriam campeões do mundo em 2002 com a seleção brasileira: Edílson e Dida.

A Copa


Seria o principio do sistema operacional Windows 98, com uma porta para a conexão com a internet (pelo Internet Explorer 4). Seriam funções ligadas ao tele trabalho, suporte a muitos monitores e ao USB. As redações dos jornais também ficariam mais modernas e mais flexíveis.

Dessa forma a Copa do Mundo da Fifa na sua 16° edição seria disputada na França e com a maior capacidade de interação com as novas tecnologias e informações mais rápidas. As 32 seleções classificadas começariam a disputa do título em 10 de junho e só duas veriam a chance gloriosa surgir no dia 12 de julho na grande final.
Até chegar esse dia, foram 63 jogos e 168 gols. Um desfile de jogadores especiais. Na Holanda: Van der Sar, Dennis Bergkamp e Kluivert. A Dinamarca trazia os irmãos Brian e Michael Laudrup. A Argentina contava com o faro de gol de Batistuta. A Croácia tinha Suker, que se tornaria artilheiro da competição com seis gols.

Brasil


Um dos finalistas o Brasil contou com um grupo A “mole”. Na estréia para 80 mil pessoas no Stade de France, o canarinho ganhou por 2 x 1, com César Sampaio e Boyd (contra). Na segunda partida em Nantes massacrou o Marrocos, por 3 x 0, com gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto. E foi derrotado para Noruega por 2 x 1, com um de Bebeto.
Rivaldo

No Parc des Princes, em Paris, o Brasil passou fácil pelo Chile por 4 x 1, com mais dois gols de César Sampaio e dois de Ronaldo, sendo um de pênalti. Nas quartas-de-finais a seleção canarinha, ganharia apertado da Dinamarca com a marca de Bebeto e duas vezes Rivaldo.
Quatro anos depois, o encontro com a laranja holandesa, um jogo complicadíssimo, em que o placar terminou de 1 x 1, o Brasil marcando com Ronaldo e a Holanda com Kluivert. Os tiros livres da marca dos pênaltis seriam uma emoção a parte. Destaque para Tafarel que pegou as cobranças de Cocu e R. de Boer.

França

A França não apenas seria campeão deste ano, o seu time era a junção de torcida e jogadores diferenciados. E na estréia no Stade Vélodrome, Marselha, com 55 mil pessoas, a equipe venceu fácil a estreante África do Sul, por 3 x 0, com Dugarry, Issa e Henry.
Henry

Coitada da Arábia Saudita teve que ver os jogadores Henry (duas vezes), Trézéguet e Lizarazu fazerem a festa nos 4 x 0 para 80 mil pessoas no Stade de France. Para garantir o primeiro lugar o selecionado francês venceu por 2 x 1 a Dinamarca, com gols de Djorkaeff e Petit.

Nas oitavas foi complicado e quase se foi o sonho, contra o Paraguai do zagueiro Gamarra. Uma seleção fechada e compacta sem produção na frente, mas quase intransponível. Fora necessários 113 minutos para Blanc furar a defesa sul-americana e aliviar a pressão nacional.
Blanc

Parecia “pouco” um jogo desses, mas teria outro pior. A Itália de Roberto Baggio e Costa Curta, não teve medo de enfrentar Zidane e companhia. Depois de 0 x 0 no tempo normal e na prorrogação, “haja coração”, como diria Galvão Bueno, os tiros livres da marca do pênalti um disputa aciradissima. 4 x 3 e alivio.
Suker

Mas a Croácia estava disposta a estragar a festa e Suker aos 46 abriu o placar. Um minuto depois Thuram empatou e no segundo tempo virou. A final prestes a ser escrita.


Finalistas
Ronaldo
Uma tarde de 12 de julho de 1998, eu estava de férias em Quixeramobim, terra onde Antônio Conselheiro partiu para conquistar e morrer por Canudos (BA). Era a final da Copa e o Saint-Denis está lotado não cabia mais ninguém: 80 mil pessoas estavam lá. Só quem não estava era Ronaldo e por isso a nossa seleção, não aguentou a pressão.
Zidane

O craque Zidane venceu pela sua equipe com dois gols e um de Petit, o país do “romance” e do “amor” era campeão de futebol pela primeira vez.




terça-feira, 27 de agosto de 2013

Os médicos que Dilma trouxe para salvar o povo

Parte da mídia brasileira caiu de pau em cima do Programa Mais Médico que leva médicos brasileiros e estrangeiros a trabalhar em lugares remotos do Brasil. Como essas vagas não são preenchidas no todo por médicos nacionais, vieram os médicos de várias nacionalidades.
            As criticas foram principalmente pela vinda de médicos cubanos em um acordo bilateral entre Brasil e Cuba. Como o valor da bolsa - auxilio é de 10 mil reais e o Governo de Raul Castro vai passar entre 2 mil e quinhentos e 4 mil reais, muitos chamaram de "navio negreiro" a vinda dos médicos de Cuba para trabalhar no Brasil.

            Mas como toda história tem dois lados, a própria mídia, no caso a Veja se esqueceu que na era FHC quando médicos cubanos vieram para cá em 1999, foi bastante elogiado essa atitude. 

Agora temos que lembrar o que os médicos que são formados em Cuba de graça disseram em várias reportagens essa semana que fazem o seu trabalho por amor, algo difícil em boa parte dos médicos brasileiros que pensam mais em sua conta bancária no fim do mês.

Agora não se pode tolerar o absurdo que aconteceu na tarde desta segunda (26/08), quando os médicos os 96 médicos (76 de Cuba) foram hostilizado na Escola de Saúde Pública de Fortaleza, por cerca de 50 médicos que sem dúvida são gente de classe média-alta que não entende a missão destes médicos estrangeiros em salvar vidas no interior do Ceará.
            Repito alguns médicos brasileiros, estão preocupados com bons salários e nada de compromisso com a população ao qual eles prestaram juramento ao se formar.
A história é a mesma, tudo que vem para beneficiar o povo, desagrada um pequeno publico que não quer perder seus privilégios e nossa Presidenta Dilma Roussef (PT) está certa em agir com imparcialidade e dever de atingir as pessoas que estão desamparadas do sistema.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Velha classe média e nova classe média

O Brasil cresceu nos últimos anos e com esse desenvolvimento é claro, vieram os problemas de inchaço nas grandes cidades. Muitos brasileiros que ascenderam socialmente, a classe C (nova classe média), conquistaram direitos antes apenas alienáveis à velha classe B (pessoas que ganham entre R$ 4561,00 e R$ 10.000,00). 

Entre 2004 e 2010 segundo a pesquisa Fractal, 32 milhões ascenderam e 19,3 milhões saíram da linha da. pobreza. Hoje a classe média conta com 94,9 milhões de pessoas (50,5% da população brasileira). 68% dos jovens da nova classe média estudaram mais que seus pais. 

classe média estudaram mais que seus pais. 
            Essa classe em 2009 gastou 881 bilhões de reais, investiu 15,7 bilhões em educação, mas o número de usuários do sistema de saúde cresceu 9%.
            O que isso significa? Vamos primeiro tentar fazer um olhar para a velha e para nova classe média social.
            A velha classe social era aquela que antes do Governo Lula assumir tinha todos os privilégios, como acesso a cartão de credito, facilidades para comprar carro, imóveis, enquanto tinham ao seu dispor serviçais que lavavam suas roupas, arrumavam suas casas e levavam seus filhos as escolas em transporte escolar em carros como van por exemplo.
            Eles dessa classe média antiga, tinham direito a frequentar clubes associados as suas profissões tipo clube de advogados, de gráficos, de médicos.
            Enquanto as pessoas que hoje são da nova classe média estavam ali como pedreiros, motoristas de ônibus, taxistas, faxineiro, porteiros, com um salário arrochado pelo Governo FHC, que preferia fazer dividas com bancos estrangeiros e no fim a conta caia nas costas do assalariado.
            Ai veio 2002, Lula virou Presidente e tudo mudou, veio o Bolsa Família, o Programa Universidade Para Todos (PROUNI), o FIES ficou bem mais acessível a todos e as cotas das Universidades públicas permitiam ao pobre ter acesso a educação.

            Nesse instante vieram os conflitos, quem antes era servo da classe mais antiga, passou a disputar o mesmo espaço e ter os mesmos direitos, ai veio às revoltas como essas manifestações por melhores qualidades do serviço. 

Já que o pobre agora tem dinheiro para viajar a Europa ao lado do mais abastado e isso gera certa chateação de quem se sentia privilegiado. Claro a mobilidade urbana ficou ruim, pois os pobres compraram carros e tem direito também ao espaço público e agora a solução é criar meios para que as pessoas tenham um transporte público de qualidade e deixem o carro para o fim de semana ou quando forem viajar.
            Tem gente que não suporta ver um filho de pobre sair de um bairro periférico de Fortaleza e ir para a Fanor (Universidade particular) dividir espaço com os playboys. Foi uma mudança que gera ódio e que essa raiva é alimentada pela Globo, Veja, Estadão e Folha, a trincheira de defesa da elite no Brasil e que virou um partido politico, conhecido por PIG (partido da Imprensa Golpista).

            O certo é que essas pessoas que estão tendo chances que seus pais não tiveram possam defender esse governo atual, pois o risco de entrar um novo governo de direita e fazer o retrocesso no Brasil é grande.