Depois de quase de
perpetuar entre Europa e América, a Copa do Mundo de Futebol seria jogada pela
primeira vez, numa sede fora dos dois continentes e a Ásia seria a escolhida.
Entre 31 de maio e 30 de junho de 2002, Japão e Coréia do Sul se uniram para
serem anfitriãs da 17° vez do torneio mundial da Fifa.
No Brasil, mais uma
vez teríamos uma alegria e uma decepção como acontecera em 1994. Agora um ícone
do espiritismo partiria em quanto um país inteiro acordaria na madrugada para
levantar um troféu, na figura do jogador do Jardim Irene.
Só que o ano não se
resumiria a apenas uma alegria no futebol, mas um renascimento da alma
brasileira, através da eleição presidencial. Depois de 500 anos de desmandos,
de sujeira de baixo do tapete, um homem vence, com o slogan marcante na época:
“A Esperança venceu o Medo”.
Luís Inácio Lula da
Silva (PT), metalúrgico de Garanhuns-PE, que atravessou o país em busca de
melhores oportunidades em São Paulo, supera o ex-ministro da Saúde, José Serra
(PSDB) e reescreve a história.
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| Lula |
A Copa também
estava inovando e dessa vez a disputa garantiu vaga antecipada para três
seleções, França (atual campeã) e os dois países sedes: Coréia do Sul e Japão.
Era a última vez, em que o campeão teria direito automático de disputar a
competição posterior sem necessidade de eliminatórias.
Eu me lembro muito
bem dessa competição. Já não era mais um menino e sim um homem de 23 anos, que
trabalhava na Farmácia Dose Certa como caixa, nas madrugadas de Fortaleza, lá
na Avenida Dom Luís. Por incrível que pareça era meu primeiro emprego de carteira
assinada.
Só folgava uma vez
por semana e quase todos os jogos, eu acompanhava trabalhando. Foi assim que a
Copa passou pelos meus olhos. Admito, eu estava meio sem vontade de torcer por
esse grupo, por causa, do Felipão, treinador da seleção brasileira nesse
campeonato.
O cara assumiu o
comando técnico da canarinha depois que Leão e Luxemburgo fracassaram nas
olimpíadas e Copa das Confederações respectivamente.
Foi logo batendo de
frente com Romário, melhor jogador do momento e sempre artilheiro em busca do
milésimo gol. Como ele fez na Copa das Confederações do ano passado, ele barrou
nosso melhor jogador.
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| Romário |
Parece que ele usa
isso como pretexto, para tirar a responsabilidade de um único jogador, no caso
do ano passado o Ronaldinho Gaúcho, vivendo seu melhor momento, no Atlético-MG,
depois o baixinho e colocar o peso nas costas dos jovens e formar uma espécie
de família, onde todos se ajudam para vencerem com solidariedade.
E assim mesmo
artilheiro das eliminatórias ao lado de Rivaldo, o craque Romário ficou de fora
de seu sonho de conquistar mais um título pela seleção brasileira. Ele ainda
viu, o Brasil ganhar do Paraguai por 2 x 0 nas eliminatórias, com denuncias do
goleiro paraguaio Chilavert, de que Luis Felipe teria pressionado, para que
dois jogadores da seleção paraguaia não participassem.
Um pedido de Gilmar
Veloz, então empresário de Gamarra e Enciso e também amigo de Felipão,
conseguiu que os dois jogadores não jogassem. O empate tirava a seleção amarela
da Copa.
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| Ronaldo |
Outro problema
enfrentado pelo nosso país foi à contusão de Ronaldo, que quase o tirou do
futebol, mas o país inteiro viu sua recuperação em quase dois anos de
tratamento.
Finalistas
da Copa
O Brasil estava no
Grupo C e estreou contra a Turquia e venceu por 2 x 1 com gols de Rivaldo e
Ronaldo. No segundo jogo, a vitória foi bem mais fácil com gols de Roberto
Carlos, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo e vitória de 4 x 0 na China. Na
partida que fecharia a primeira fase, mais uma goleada 5 x 2 na Costa Rica, com
gols de Ronaldo, Edmilson (Ex-Ceará), Rivaldo e Júnior.
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| Gol de Edmílson contra Costa Rica |
No
Grupo E, a Alemanha não tomou conhecimento da Arábia Saudita e venceu por
8 x 0, com três gols de Klose, Ballack, Jancker, Linke, Bierhoff e
Schneider. Depois disso ficaria no 1 x 1 com a Irlanda, gol de Klose. No
terceiro jogo a Alemanha venceu o Camarões do jovem Eto´o por 2 x 0, gols de
Bode e Klose.
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| Klose |
Nas
Oitavas-de-finais, enquanto o Brasil vencia a Bélgica por 2 x 0, com gols de
Rivaldo e Ronaldo, a Alemanha passou sufoco para vencer o Paraguai por 1
x 0 gol de Neuville aos 43m do segundo tempo.
Em mais um jogo
difícil, os alemães vencem os EUA por 1 x 0, aos 39 do primeiro tempo, com
Ballack. Já a “família Scolari”, conseguiria uma virada histórica sobre os
ingleses. Primeiro Owen faria o gol aos 22 minutos de jogo. Rivaldo empataria
no fim da etapa inicial e Ronaldinho Gaúcho faria um belo gol de falta, para
decretar a classificação brasileira.
Antes de chegarem
ao jogo decisivo, Brasil e Alemanha venceriam com mais um placar magro de 1 x 0
seus adversários, Turquia e Coréia do Sul, respectivamente.
Na disputa do
terceiro lugar em 29 de junho de 2002, no Estádio Daegu World Cup Stadium, para
63 mil pessoas a Turquia vence a Coréia do Sul por 3 x 2, num jogo bastante
equilibrado.
E no dia 30 de
junho, em Yokohama com 69 mil pagantes, Alemanha e Brasil fariam um confronto
de detentores de títulos. Com uma seleção superação, a “Família Scolari” estava
de volta a uma final. E com Ronaldo Fenômeno como grande estrela.
Já Alemanha vinha
de uma competição equilibrada, com o Oliver Kahn fechando o gol. Ele inclusive
havia sido escolhido o melhor jogador daquela competição.
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| Gol de Ronaldo na final |
O
primeiro tempo acabou 0 X 0. No segundo tempo em uma jogada que Rivaldo chutou
e o goleiro rebateu, o Brasil abriria o marcador aos 22 minutos com
Ronaldo.
Atrás
a zaga funcionava, no 3-5-3, com Roque Júnior, Lúcio e Edmilson Aos
34 minutos Kleberson puxa o contra-ataque e com um corta luz de Rivaldo, a bola
sobra de novo para Ronaldo, 2 x 0 e só a contagem para o fim do jogo e o
Pentacampeonato.
Atrás
a zaga funcionava, no 3-5-3, com Roque Júnior, Lúcio e Edmilson Aos
34 minutos Kleberson puxa o contra-ataque e com um corta luz de Rivaldo, a bola
sobra de novo para Ronaldo, 2 x 0 e só a contagem para o fim do jogo e o
Pentacampeonato.
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| Chico Xavier |
Alegria
tomava conta das ruas no Brasil, ofuscando a tristeza da morte de um espírito
iluminado em Uberaba (MG). Chico Xavier partia aos 92 anos de uma vida repleta
de atitudes boas.








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