Sai de casa com o coração contrito, será que serei um dos únicos
torcedores na Arena Castelão que irá assistir ao jogo ao vivo? Quando cheguei à
parada do ônibus na Avenida Gomes de Matos de cara encontrei os jovens de
branco e pensei lá vem eles estragar minha festa. Respeito à manifestação,
porém tenho direito de ver meu jogo.
Quando cheguei ao
terminal da Parangaba e vi aquela multidão de cartaz na mão, pensei, "meu
deus não vai ter jogo vou chorar, amo futebol, desde criança”. E, aliás, desde
que me entendo por gente faço manifestos pela melhoria da minha cidade, do meu
estado e meu país.
Almocei e segui
para Arena em um ônibus gratuito fornecido pela Prefeitura Municipal de
Fortaleza. Conheci a Andréa Iguatuense e por coincidência professora de
educação física do meu sobrinho Gilcilano. Ficamos em um barzinho próximo ao
estádio, tomando nossa cervejinha de 4,00 reais porque dentro da Arena Castelão
era 12,00 reais a latinha, meu deus que caro. Vou ser sincero esse evento era
para elite mesmo. Eu sou só um desempregado, bolsista do Prouni ali torcendo.
Afinal descemos
para a Arena andando mais uns 10 minutos. Lá tinha alguns brindes,
brincadeiras. Despedi-me da minha amiga e fiquei ali fazendo novas amizades e
as pessoas iam chegando ao estádio e eu fui vendo que as manifestações que eu
ouvia pelo rádio nas proximidades eram legitimas lindas, mas a eficiência da
guarda nacional ajudou a "manter a ordem".
Veja o hino lindo sendo cantado por cearenses, mexicanos, turistas estrangeiros, etc: