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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Love (1° e 2° temporada)

Listen to "Love (Primeira e Segunda Temporada)" on Spreaker.
            Bom dia, Boa tarde, Boa Noite, meu nome é Carlinhos Alves, direto de Fortaleza, com mais uma edição do podcast, O Literato, com resenhas de livros, comentários sobre filmes e séries baseados em literatura escrita, além de entrevistas, de memórias culturais e histórias de músicas e poesias que marcaram todas as épocas.
            Um dia você acorda e o mundo mudou, ou foi apenas você que experimentou algo diferente? Relacionamentos, começos, meios e fins. Decepção, reconciliação, aprendizado, diversas formas de amor. Foram 22 episódios que passaram como um flash na minha vida, duas temporadas de uma série, original Netflix, Love de Jud Apatow, um comediante, produtor, diretor e roteirista, tem filmes sempre nesse estilo de humor de comportamento, como Virgem aos 40, Ligeiramente Grávido.
            Como podemos notar esse diretor já é figurinha experiente neste estilo de comedia romântica “fora da caixa”. Eu demorei a ver essa série, mas quando comecei foi uma maratona, de um episódio após o outro sem parar. Eu quando vi já estava terminando de assistir todo o conteúdo disponível.

            Mas do que se trata a série você deve ter entrado aqui neste podcast para saber isso né? Bem, são duas pessoas que se encontram quando seus relacionamentos anteriores estão no fim. Basicamente a carência uniu essas duas pessoas. Que pessoas ne? Gus (Paul Rust: como o diretor também é comediante e concerteza sua colaboração no roteiro, tem um efeito bem notado nos diálogos dos personagens). Ele faz um professor particular para atores que não tem tempo de irem à escola. Um homem já com mais de 30 anos e que mora sozinho e tem um jeito geek, nerd de ser, você pode notar isso pelos seus amigos e as reuniões semanais de composição de músicas letras tema de final de filme.
            A outra personagem que contracena e faz um par romântico com ele é Mickey Dobbs (Gillian Jacobs: conhecida por outros trabalhos como em Yahoo! Screen, Community, da NBC e outras séries como Fringe, Law and Order e Procura-se um amigo para o fim do mundo). Ela trabalha como gerente de uma estação de rádio e é uma mulher altamente conturbada em seus relacionamentos e não sabe bem o que realmente quer da vida.
            Já se ouve muito por ai na vida que os opostos se atraem e em alguns casos podem notar que é verdade, como em Love. Deu uma certa depre, ao ver alguns acontecimentos em relação a eles dois, mas podemos parabenizar o roteiro que não se preocupar em fantasiar uma falsa realidade, mas que trás digamos  vida como ela realmente é, as pessoas com seus defeitos e qualidades.
            Outros personagens em volta dos principais dão uma vida a mais na estória, como Bertie, amiga de Mickey e seu chefe o Dr. Greg Colter.
             Em alguns momentos no inicio dessa série você fica com certa raiva de Gus, mas depois nos últimos episódios na segunda temporada, já ficamos com raiva de Mickey. Se formos assistir essa série com o desejo de julgar comportamentos não iremos se divertir para valer, pois a gente só consegue realmente curtir quando a gente entender que pessoas são sujeitas as falhas e ao aprendizado. Pense numa pessoa temperamental a Mickey e às vezes o Gus, com seu jeitinho nerd, humilde às vezes fica chato e insistente em algumas situações.
             Love nos mergulha em sentimentos bons e ruins, mas nos trás lições e aprendizados importantes. Não podemos controlar os acontecimentos dos nossos relacionamentos.                                    
            Agradecimentos a toda audiência deste podcast. Edição e narração Carlinhos Alves, na busca por desbravar o mundo imaginário, às vezes real e duro e às vezes poético e belo, abraço e até uma próxima vez.

            

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Club de Cuervos (3° temporada)

Listen to "Club de Cuervos (3 Temporada) Original Netflix" on Spreaker.
                
            Bom dia, Boa tarde, Boa Noite, meu nome é Carlinhos Alves, direto de Fortaleza, com mais uma edição do podcast, O Literato, com resenhas de livros, comentários sobre filmes e séries baseados em literatura escrita, além de entrevistas, de memórias culturais e histórias de músicas e poesias que marcaram todas as épocas.
            No 9° podcast, vamos falar sobre a terceira temporada de Club de Cuervos série mexicana da Netflix que teve sua estréia em 2015 e é dirigida por Gary Alazraki, trás nesta temporada de 2017, revelações que nos fazem compreender melhor as origens dos Cuervos de Nuevo Toledo e das rivalidades entre os irmãos Iglesias, Chava e Isabel.
           
           
            Se na primeira temporada, a morte de Salvador Iglesias coloca os dois irmãos em pé de guerra pela disputa da presidência do clube de futebol, da família, a segunda temporada, mostra cada vez mais as contradições deste time que luta para se manter na elite da liga mexicana de futebol.
            São estilos diferentes de liderança. Enquanto Isabel gosta de concentrar todas as responsabilidades, na sua liderança, sem contestação, e com um rigor simétrico, Chava é um bom viva, filinho de papai, que gosta de extravagâncias e curtições. Muitas de suas peripécias fora do clube acaba por influenciar na equipe dentro de campo.
            Na terceira temporada, pode-se perceber claramente um clube em busca de se reerguer, e irmãos mais próximos com o desejo de solucionar os problemas. Chava tenta ser governador, um jornalista do passado busca desenterrar os podres da família Iglesias.
            A união de um time fraco que acaba tendo bons resultados dentro de campo. A estória apesar de engraçada, mostra lados interessantes, como a sujeira da política.
                     
            Os bastidores do futebol mexicano são mostrados, a forma como na película mostra a desvalorização do jogador local em detrimento do estrangeiro, verdade ou apenas ficção?
            Um homem empreendedor Salvador Iglesias que construiu seu império em Novo Toledo, guarda um segredo que pode jogar toda a família na lama.  
            Na primeira temporada Mary Luz é a figura que está divido os irmãos, depois a contratação do baladeiro Aitor Cardone leva a Moises craque do time a ir embora.
            Nesta terceira temporada, aparece uma mulher filha de um rico homem, que deixa Chava apaixonado nesta vida provisória, do Cuervos, em Puebla. A volta de Moises como líder do clube. São aventuras para os amantes do futebol e da família Iglesias não botar defeito. Essa dica vai para todos vocês que gostam de rir e de viver no mundo do futebol em estilo de novela, parabéns a Netflix e ao México e aos astros principais. Luis Gerardo Mêndez, Mariana Trevinõ.
           
Agradecimentos a toda audiência deste podcast. Edição e narração Carlinhos Alves, na busca por desbravar o mundo imaginário, às vezes real e duro e às vezes poético e belo, abraço e até uma próxima vez.

            

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Gotham (3° temporada) Netflix (Fox)

Listen to "Gotham (3°Temporada) Netflix (Fox)" on Spreaker.


                
            Bom dia, Boa tarde, Boa Noite, meu nome é Carlinhos Alves, direto de Fortaleza, com mais uma edição do podcast, O Literato, com resenhas de livros, comentários sobre filmes e séries baseados em literatura escrita, além de entrevistas, de memórias culturais e histórias de músicas e poesias que marcaram todas as épocas.
            No 8° podcast, vamos falar sobre a terceira temporada de Gotham série americana criada por Bruno Heller, que estreou na FOX em 2014. Essa temporada foi assistida pelo Literato, no caso eu, no mês de setembro de 2017 na Netflix.
            Essa terceira temporada se tornou para mim a mais completa e melhor em relação às outras duas, porque nela você vê realmente tudo sem sentido em Gotham City. Os personagens como Selina (Mulher Gato), Ed Ngyma (Charada), Oswald (Pinguim), Jerome (Coringa), o próprio Bruce Wayne (Batman) vão começando a encontrar seu destino que os marcará por toda a vida. Sem deixar a desejar, a participação de Leslie Thompkins, Fish Money, Chapeleiro Louco, Alfred.
             Se na primeira temporada o foco eram as máfias que dominavam o cenário, com Carmine Falcone, Salvatore Maroni e o entorno da morte de Thomas e Martha Wayne e o surgimento de Gordon para investigar os crimes, ao lado do seu parceiro, na segunda temporada, The Galavan é o personagem principal em busca de vingança contra os Wayne. Ai já aparece o Dr Strage e suas experiências de ressuscitação de vilões.
            Muitas coisas parecem não fazer sentido, o vírus lançado sobre a cidade deixa todo mundo louco, uma sociedade secreta que comanda todos em Gotham, a Corte das Corujas.
            Parece que nada vai ser concluído e a solução dos problemas será nula, mas no fim tudo dar certo e Gordon, deixa de ser o caçador de recompensas e volta a polícia. Bruce Wayne começa a dar sinais de evolução e aparece algo que pode ser o principal de seu heroísmo como futuro justiceiro.

            Realmente tenho que admitir que dentre as séries baseadas em quadrinhos no caso da DC Comics essa é a melhor que já vi. É criada uma realidade que antecede o Batman,de uma forma que faz bastante sentido.
            O ator principal Bem McKenzie, que interpreta James Gordon, nasceu em Austin em 1978, já fez participações em Southland, The O.C. Se na série poderemos ter surpresas em relação ao romance do detetive com Leslie, na vida real, ele é casado com a atriz que interpreta a sua colega de polícia, a atriz Morena Baccarin, que é uma atriz brasileira, que nasceu no Rio de Janeiro em 1979, ano que eu nasci por sinal. Ela já participou de Homeland, Serenty, Deadpool.
            Como a construção dos personagens na maioria dessa série é uma inovação, pois é a criação de um mundo anterior ao Batman que não tem muitos elementos, os roteiristas capricharam na criatividade e trouxeram bastante elementos interessantes vale a pena conferir.
            Sem querer deixar para vocês qualquer pista da série, ou espolies, quero indicar essa série que se supera a cada temporada  .
Agradecimentos a toda audiência deste podcast. Edição e narração Carlinhos Alves, na busca por desbravar o mundo imaginário, às vezes real e duro e às vezes poético e belo, abraço e até uma próxima vez.

            

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Five Came Back




              
            Bom dia, Boa tarde, Boa Noite, meu nome é Carlinhos Alves, direto de Fortaleza, com mais uma edição do podcast, O Literato, com resenhas de livros, comentários sobre filmes e séries baseados em literatura escrita, além de entrevistas, de memórias culturais e histórias de músicas e poesias que marcaram todas as épocas.
            No 6° podcast, vamos falar sobre a série documental Five Came Back, original Netflix (2017) baseado no livro de Mark Harris.
            


            Você já deve ter ouvido falar de a Felicidade não se compra, Bem Hur, Os Melhores anos das nossas vidas. Não? Então já deve ter escutado falar sobre esses diretores de cinema: Frank Capra, George Stevens, John Ford, John Huston e William Wyler? Não de novo? Vixe, então tem que assistir essa série de três episódios narrada por Meryl Streep e que tem os comentários destes consagrados diretores: Steven Spielberg (ET, Parque dos Dinossauros), Francis Ford Coppola (Apocalypse Now, O Poderoso Chefão), Guilhermo Del Toro (A Colina Escarlate, Helboy), Paul Greengrass (Jason Bourne) e Lawrence Kasdan (O retorno de Jedi).
            Capra, Stevens, Ford, Huston e Wyler foram contemporâneos do cinema norte-americano e eram destaques com grandes produções cinematográficas antes da segunda guerra mundial, quando foram convocados a servir as forças armadas, e viram pessoalmente, além de filmarem os horrores da carnificina do conflito. Podemos ver nessa produção da Netflix, como era usado o cinema para diversos fins como propaganda e comoção da opinião pública para que os EUA entrassem na guerra.

            Existia um inimigo odiado por todos que motivou que o sentimento em geral fosse favorável a essa entrada nessa guerra. Hitler conseguiu unir capitalistas e comunistas contra o exercito nazista.
            Muitas imagens desta guerra sangrenta foram dirigidas por esses diretores Capra, Stevens, Ford, Huston e Wyler e por isso o documentário foca como era o trabalho deles diante do conflito com proporções mundiais. Depois que a guerra acaba, os mesmos cineastas ficam meio perdidos para se adaptar a volta aos filmes de ficção.
            
            São três episódios, o primeiro: The mission begins mostra como os EUA se colocou até a entrada na guerra, depois do ataque de Pearl Harbor. O segundo: Combat zones, onde se mostra como se pensou o cinema para mostra como o negro era importante para a nação e como ele atuava no combate e dentro do país era massacrado pelo ódio racista. Nesse episódio ainda, o olhar que é escolhido para os documentários, que seria um olhar de ódio contra o nazismo e não contra o povo alemão, como um todo.
            No terceiro episódio: the price of victory retrata além do dia D, as cenas de Dachau que ajudaram no julgamento de Nuremberg e o pós guerras desses diretores.
            Depois de todos esses comentários você já pode tirar suas próprias conclusões e na curiosidade quem sabe olhar um desses filmes antigos desses diretores consagrados, tem comédia, filme mudo, drama, de tudo um pouco.
            Agradecimentos a toda audiência deste podcast. Edição e narração Carlinhos Alves, na busca por desbravar o mundo imaginário, às vezes real e duro e às vezes poético e belo, abraço e até uma próxima vez.

            

domingo, 25 de dezembro de 2016

Raça, um filme para lembrar-se

Dirigido por Stephen Hopkins conhecido por séries como 24 horas, Californication e House of Lies, o filme conta a história de Jesse Owens (Stephan James) corredor da Universidade de Ohio, que vence quatro provas nas Olimpíadas de Berlim de 1936, diante dos olhares do chanceler Adolf Hitler.

Como outros filmes americanos de luta entre brancos e negros, esse fala mais uma vez do preconceito explicito, ou implícito de tantos momentos vergonhosos da história norte-americana, ou mesmo da história da humanidade. Já vi essa semana o filme Barry do começo de Obama, como estudante e outros filmes e documentários sobre lideres dos direitos civis como Marting Luther King, Malcom X e Muhamadd Ali (Eu Sou Ali) que ainda vou comentar mais adiante, em outro post.
Essa película americana, canadense tem uma boa fotografia de época, não se destaca por uma história densa. Tem momentos pequenos de tensão, mas consegue passar claramente a mensagem de que devemos ainda evoluir muito em nossos pensamentos em relação as pessoas de cor.
Em pouco mais de duas horas de filme, o expectador tem uma oportunidade de ver como funcionam os bastidores dos preparativos para a maior competição esportiva da humanidade. Fiquei me lembrando dos nossos Jogos Olímpicos Rio 2016.  Enquanto lá fora o pau comia, o golpe se concretizava, os atletas fizeram sua parte dentro das competições.
Atletas judeus sendo hostilizados, com a eminência de uma guerra, por causa das perseguições que já estavam acontecendo nas ruas. Uma breve semelhança com o Brasil.
Uma boa homenagem a esse atleta que não chegou a ser reconhecido em vida pela Casa Branca, mas que a população colocou um milhão de pessoas nas ruas para esperar sua chegada. E ele foi aclamado por uma população orgulhosa.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Barry, um face nova do Barack Obama

Vi esses dias, o filme original Netflix, sobre o jovem Barry, estudante de Ciências Políticas em Columbia. O personagem interpretado por Devon Terrell nos mostra um jovem em busca de encontrar-se em uma cidade grande, Nova York, onde ele tem as experiências com drogas, cigarro, álcool, e fica na corda bamba, entre curtir a cidade e o que ela tem para oferecer de experiências psicodélicas para um cara novo ou seguir um caminho diferente e buscar uma carreira e ter dinheiro.

     Não temos grandes emoções no desenrolar da película, mas apenas podemos sentir uma boa interpretação do ator principal que trás trejeitos de do mister presidente Barack Obama e mostra aquele jeito puro de alguém que está em descoberta sobre o mundo e tem sua vivência com todos os tipos de pessoas.


     Creio eu que você terá uma boa biografia desse homem quando você assistir o outro filme Michelle e Obama lançado também dezembro de 2016 dirigido por Richard Tanne, que ainda vou assistir mas que conta ai a fase do Barack, como calouro da Faculdade de Direito de Haward, quando a sua atual mulher é sua superior e o resto da história deu no que deu né?

domingo, 4 de dezembro de 2016

3% uma série brasileira com diversos retalhos de outras obras

Nem precisa dizer que ao começar a ver essa série dirigida tão brilhantemente pelo uruguaio César Charlone a gente tem uma espécie de dejavu e passa a pensar que está dentro do livro 1984 de George Orwell e vendo o grande irmão nos observando, ou mesmo num universo competindo dentro dos Jogos Vorazes pela própria sobrevivência, ou mesmo dentro do Lost revendo os pensamentos do passado de cada personagem. Mas como o diretor também é fotografo e trabalhou no Ensaio sobre a Cegueira (2008), que foi logo de cara onde eu me senti, quando comecei a ver essa película da Netflix.

     O roteirista Pedro Aguilera deve ter percebido isso e colocou sua imaginação para funcionar ao criar, um Brasil futurista, onde as pessoas vivem em uma favela, ou morro, onde tudo falta e os habitantes moram mal vestidos.
     Esse contexto de provas e testes psicológicos presentes nessa versão brasileira do Armagedon, nos trazem a tona para o sistema capitalista, onde apenas uma pequena porcentagem da população usufrui dos esforços dos demais. É fácil ver que os jogos são uma metáfora da vida que realmente muitos estão trabalhando de sol a sol e só alguns curtem a vida.
     Como num Big Brother, Master Chef, A Fazenda e demais reality shows espalhados pelo mundo, os participantes brigam por um prêmio. No caso da série é a chance de uma vida melhor no Mar Alto. E por isso os princípios são deixados de lado e tudo vale à pena, desde que você alcance a meta final. “Você é o senhor do seu próprio destino, vai dar tudo certo”. Ezequiel (personagem, uma espécie de Pedro Bial, no comando do “processo”.
     A coincidência da vida é que é interessante. Nesses dias uma pessoa que conheço começou a trabalhar numa loja de roupas em Fortaleza, como vendedora e o seu salário é exatamente 3%, sem salário. Ou seja, se você vender mil reais todos os dias, ganha apenas R$ 30,00. Mas uma vez o sistema que oprime as pessoas agindo sobre um ser humano que acaba se submetendo a horas e horas de trabalho, por uma migalha, enquanto o patrão está lá curtindo a vida e só administrando. Assim todo mundo quer ser patrão.
     Voltando a série, confesso que no começo, no primeiro episódio da vontade de desistir de ver, mas acabo insistindo um pouco mais e me identifico com os personagens: Michele e Rafael que são membros da “Causa”, Jeferson (cadeirante), que acredita num mundo mágico do outro lado. Quem assistiu o Nosso Lar, um filme brasileiro sobre espiritismo deve perceber a calma que é feita cada passagem de cena e de cenário. Falta um pouco de mais velocidade e ação.

     Talvez isso seja intencional e com o passar dos anos e das temporadas, as coisas mudem um pouco. Se bem, que uma época, assisti, uma série muito boa na Globo, chamada A Cura, com Selton Melo e imaginava que teria continuações, mas simplesmente foi só aquela 1° temporada e pronto. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A 13° emenda documentário (original Netflix)

Estreou a poucas semanas um documentário dirigido por Ava Duvernay, que dá um soco no estomago da nação que se diz a mais democrática do mundo. A 13° emenda veio na Constituição norte-americana com o objetivo de mostrar que a escravidão havia terminado nos EUA. Na verdade foi pura falácia dizer que os negros recém saídos dos açoites e dos trabalhos forçados teriam direitos iguais aos outros cidadãos, de cor mais clara.

Na verdade o trabalho forçado, para muitos negros que foram presos por motivos simples se configuram numa forma de continuar escravizando o afrodescendente sem ter que descumprir a lei. A sociedade da hipocrisia, como nós aqui no Brasil que não ficamos atrás é uma sociedade doente que finge ser sã. Queremos ter escravos e por isso esse golpe parlamentar para tirar a Dilma e o PT, únicos ainda que tinham uma visão para o pobre e negro.
Esse filme original Netflix esclarece essa chaga social de termos um preconceito contra um povo que é nosso irmão independente da cor. Uma boa dica para podermos se olharmos no espelho e e ver nossos erros contidos em cada discriminação diária que cometemos as vezes até sem perceber.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Os Capacetes brancos (original Netflix)

Esse documentário mostra esses jovens e pais de família lutando para salvar vidas, das vítimas de ataques aéreos diários que acometem a Síria e pessoas que não tem nada haver com essa guerra contra o Estado Islâmico, acaba pagando caro. Os homens treinados para salvar vidas em meio ao ódio das armas lançadas do céu contra um povo humilde. São 40 minutos que nos trazem o milagre da salvação de pessoas dos escombros após o bombardeio.


É importante conhecermos o mundo além do que vivemos, pois existem tantas pessoas refugiadas no mundo precisando de uma ajuda humana para acolhe-lá, outras estão vítimas de grande violência, ou até mesmo fome. Nós sentados aqui na nossa casa, com luz, ventilador, água. TV Smart, o aconchego da família enquanto outros estão desolados e perdidos. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Gotham (segunda temporada)

James Gordon (Ben Makenzie), o detetive de Gotham nunca teve tão perseguido como nessa segunda temporada. Primeiro tem o Theon Galavan, o homem misterioso que aparece repentinamente, com sua irmã e junto com homens fugidos de Arkam tenta controlar a cidade e acaba virando prefeito. Depois temos o filosófo, que trabalha para a empresa Wayne Enterprises e faz experiência de ressuscitação, trazendo de volta personagens já desaparecidos da série como Fish Money.

Além do mais essa temporada mostra o Nygma sendo descoberto e a Barbara Gordon e seu lado mau.
É hilário a vida do Pinguim que se de um lado perde a mãe de outro encontra o pai e uma mansão e consegue se reiventar a cada episódio.
Não podemos esquecer da participação forte de Bruce Wayne (David Mazouz) e do seu mordomo Alfred (Sean Pertwee), que se aventuram em armadilhas e buscas por quem foram os assassinos dos pais do garoto milionário.
Agora fica com você que pode assistir aos 22 espisódios e se aventurar nessa fantástica série.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Cidade de Deus - 10 Anos depois (Vi no Netflix)

Com direção de Cavi Borges e Luciano Vidigal, o documentário retrata há vida das pessoas que fizeram parte do filme Cidade de Deus de 2003, dirigido por Fernando Meireles e que concorreu a quatro categorias no Oscar e esteve em festivais e cinemas do mundo todo.

Seu Jorge, Alice Braga, Lendro Firmino da Hora (Zé Pequeno), Roberta Rodrigues, Darlan Cunha, Thiago Martins, Douglas Silva (Dadinho) e Alexandre Rodrigues. Alguns desses você ainda vê por aí, como por exemplo o cantor Seu Jorge que no filme fez o papel de um trocador de ônibus pai de família, que depois vira criminoso por causa de vingança.
Alice Braga, hoje em dia está nas telas de cinema internacional, com participações em filmes norte-americanos. Douglas Silva está no Esquenta com Regina Casé. Outros se perderam.
Já tinha visto ouvido falar do documentário que é de 2013 e nesses dias entrou no catálogo da Netflix, mas acabei assistindo no sábado, depois de ver meu irmão Neto Alves comentando que tinha visto e gostado. Eu também gostei dessa película, pela sua forma direta de mostrar como as vezes a vida imita a arte e que as portas do sucesso ou da fama, são extreitas e se paga um preço para conquistar um lugar ao sol.
Concordo quando meu irmão disse que, por coicidência apenas as pessoas menos escuras do filme continuaram na carreira de ator, já os mais escuros, tiveram menos trabalho, seja por causa de preconceito mesmo da nossa sociedade, ou por escolhas próprias desses jovens.
Oportunidades ainda faltam para os jovens negros e da periferia. alguma coisa melhorou com o governo do PT de Lula e Dilma que trouxeram os mais pobres a terem acesso as universidades por meio do Prouni e das cotas raciais e sociais, mas ainda a sociedade como um todo tem muito receio de assumir que somos no Brasil uma populaão miscigenada.
Foi o caso que esses dias eu ouvi num programa de auditório, que não me lembrou se era o AdNight ou Programa do Porchat, mas sei que eles falaram claramente sobre a falta de assumirmos essa identidade. O exemplo citado foi quando disseram que as pessoas escolhidas para a Copa do Mundo e Olimpíadas Rio foram mulheres brancas e ricas, no caso Fernanda e Giselli Bundchen, quando apesar de serem lindas não representam a cultura brasileira que é misturada por excelência.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Club de Cuervos 1° temporada Netflix

Mais um original Netflix, a primeira temporada do Club de Cuervos  de 2015 trás a estória de um clube de uma pequena cidade próxima a Cidade do México. O dono do clube, Salvador Iglesias morre e seus dois filhos Chava Iglesias (Luis Gerardo Méndez) e Isabel Iglesias (Mariana Trevinõ) brigam para comandar a equipe de Novo Toledo.

     Em 13 episódios acompanhamos uma confusão atrás da outra. Quando o Chava, cheio de gostos excêntricos assume a presidência e começa a tomar medidas diferenciadas do que o vice-presidente Félix tinha planejado no “Plano de oito anos”. Uma delas é trazer por 30 milhões o astro do Barcelona Aitor Cardone, que acaba dividindo o elenco e deixando a equipe em queda livre a beira de ficar a uma derrota de cair da divisão de acesso do futebol mexicano.
     Sem lhe contar mais nada, para que você mesmo veja e tire suas conclusões, o que posso falar é que essa série nos faz lembrar os nossos times de coração. Eu me lembro do meu Ceará Sporting Club. Mais precisamente o ano de 2011, quando estávamos disputando a Série A, do futebol brasileiro e tínhamos um forte elenco, com Osvaldo, Michel, Heleno, João Marcos, Iarley, mas cada um mais cheio de ego, que o outro e depois que a diretoria resolveu trazer um jogador campeão da Chapions League pelo Barcelona, Edmilson, as coisas começaram a desandar, vimos que os jogadores começavam a perder bolas fáceis que até parecia ser de propósito, para não ter que jogar para o craque campeão mundial pela seleção brasileira em 2002.
     Eu ia aos estádios e vibrava com um craque de nível internacional no nosso clube, mas eu via claramente a imprensa “pici” criticar o Edmilson, que fez dois gols de falta, um contra o Coritiba e outro contra o Bahia, que ajudou o Ceará a vencer essas partidas, mas a cobrança era imensa.
     Isso posso comparar, com a estória fictícia do Club de Cuervos, que quando Aitor Cardone estava nele, jogadores como Moyses, se sentiram desprezados e acabaram saindo da equipe. Desse jeitinho, igual acontece em vários clubes do Brasil, quando um ídolo consagrado da Europa volta e tenta a sorte de novo em sua terra natal e acaba sendo boicotado pelos companheiros.
     Eu me lembro claramente do Ronaldinho Gaúcho, no Atlético (MG), que com o craque e suas jogadas geniais foi campeão da Libertadores da América, mas logo depois a equipe jogava e praticamente não passava a bola para ele. E claro que Ronaldinho também começou a viver uma vida pregressa extra campo e teve quer sair.
     Futebol é assim mesmo. Mexe com a paixão de muita gente e as massas se agitam e cobram da diretoria e por isso é necessário ter equilíbrio para saber qual decisão melhor tomar.


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Vizinhos: um besteirol sem graça que assisti até o final

O filme Vizinhos é de 2014 e tem como principais personagens Seth Roger e Zac Efron.

O senso de humor do americano nos últimos anos tem beirado ao ridículo com filmes como esse. Um casal com filho ainda bebê, tentam uma vida tranquila, mas são surpreendidos por uma vizinhança barulhenta formada por jovens pertencentes a uma fraternidade de estudantes. E a película se estende até o fim dessa maneira, uma queda de braço para saber quem tem mais poder na região.
     Eu ainda assisti até o fim porque sempre a gente espera ser surpreendido com alguma ação diferenciada. Apesar de todos esses defeitos que citei, existe uma parte legal. Mostra esse casal, tentando ser feliz e se unirem mesmo nas dificuldades, coisa raríssima nos dias atuais.
     Hoje é raro ver um casal realmente encarando tudo para que o relacionamento dê certa, a maioria simplesmente cai na farra.

     Já os jovens, eles são aqueles que estão em fraternidades tentando pertencer a um grupo, antes de ter de encarar a vida de adulto. É sempre interessante que esses grupos escondem os sentimentos verdadeiros das pessoas e eles entram num mundo de mostrar aos outros quem leva mais vantagem em tudo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Thanks For Sharing (terapia do sexo) filme

A cantora Pink está no filme de Stuart Blumberg de 2013, mas não é a atriz principal, mas tem uma atuação brilhante quando interpreta a personagem Dede, uma mulher viciada em sexo, que se trata em um grupo de auto ajuda, igual ao AA, com 12 passos e aquela famosa frase "mas 24 horas de sobriedade".

Mark Ruffalo é Adam, outro doente por sexo que está a há cinco anos sem recair e tem Tim Robbins, que faz Mike um alcoolatra em recuperação que tem um filho que está limpo há 8 meses sem drogas, como seu padrinho. Mike enfrenta os próprios medos como pai, ao lidar com os problemas do filho Danny (Patrick Fugit), mas fora de casa é um cara espetacular que ajuda e inspira a todos no seu grupo de auto-ajuda.
Gwyneth Paltrow é uma atleta em forma, mas que esconde também seus vícios.
Neil (Josh Gad) é um médico que encoxa mulheres no metrô, mas perde o controle da vida, ao atacar as mulheres de todas as formas.
Todos eles querem vencer essa falha de caratér que os impede de ter uma vida comum e serem feliz. Não podemos viver sem ajuda. Quem de nós não tem defeitos e falhas que nos prejudica no relacionamento social? Comemos demais? Dormimos demais? Falamos besteiras? Temos vários tipos de psicopatias que nem imaginamos que temos e os outros a nossa volta vêem isso, concerteza.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Relação em Risco: Filme

Kim Kardashian está no filme de 2012 de Tyler Perry, mas a película não se trata dela como personagem principal, mas sim de Judith (Jurnne Smollet-Bell), que trabalha numa agência de casamentos e é casada com um farmacêutico Brice (Lance Gross). Mulher de príncipios cristãos ela ama o marido, que conhece desde os seis anos de idade.
Quando aparece na vida dela um homem rico Harley (Robbie Jones), que insiste em tentar seduzi-la dia e noite.

Sem entrar mais em detalhes, o que podemos pegar como lição desse drama é o questionamento aos nossos limites. Será que estamos preparados para aguentar as mudanças que desejamos? Qual caminho é realmente o certo dentro da nossa cabeça?
Devemos seguir nossos instintos mais íntimos ou tentar raciocinar antes?
Alguém de nós pode julgar os outros sem cair nós mesmos na petulância de saber que somos fracos?

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Tony Robbins da Netflix um tapa na cara da desmotivação

Disponiblizado há algumas semanas no cardápio de originais Netflix, o documentário Tony Robbins: Eu não sou seu guru, nos mostra como olhar para os problemas com olhos diferentes e como conseguir extrair de dentro de nós a motivação para vencer na vida e conseguir o sucesso que tanto merecemos.
Quando eu vi pela primeira vez a imagem dessa pelicula disponivel, pensei "mais uma coisa para mim assistir, mais falta tempo, deixa para depois". Isso porque eu estou com um bocado de séries paradas e não conseigo terminar e me comprometi de começar algo novo só quando terminar de ver tudo. Mas me pergunto "Será que esse dia chegará?". Então resolvi arriscar e vê esse obra prima da motivação.

Quem já ouviu falar de PNL (Programação NeuroLinguistica), ou o termo novo Coach, deve ter um pouco de noção do que fala Tony para pessoas que podem ter acesso a suas palestras ou curso como é o caso desse treinamento que ele faz em seis dias doze horas por dia para um grupo que pode pagar cerca de $ 4500,00.
É bom saber que a gente pode ter aspirações de sair da nossa mesmice que estamos enfiados nessa vida de crise no mundo e de falta de oportunidades. Mas é nesse momento que conseguimos enxergar se tivermos focos as chances que muitas pessoas estão cegas e não conseguem ver.
Eu já tinha visto o Tony no filme o Amor é Cego, mas não me lembrava que era o mesmo desse documentário. Eu indico para você vê, mas elenão para só nisso depois você vai ter sede de ir atrás de mais informações e conhecimentos para sair das mesmice.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Ponto de Decisão: Quem devemos ouvir

Esse filme Ponto de Decisão de 2009 e dirigido por Bill Duke fala de perdas, de amor e mágoas, perdão e recomeços. Não é uma obra prima do cinema e nem chega ao ponto de emocionar em nada, mas pode ser uma reflexão sobre sentimentos básicos que nós temos em relação as situações básicas da vida.


Em relação a um namoro, noivado ou casamento a gente tem sempre algo a aprender e por isso devemos está atentos a qualquer sinal de erros que cometemos sem perceber e se estamos deixando o outro sem o amor básico.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A incrível história de Adeline: que bonito filme!

A maioria das pessoas nos dias atuais tem dificuldades de se abrir para o mundo e de contar seu segredos para alguém com medo de ser magoado (a). Gente que entrou na nossa vida recentemente acaba sendo tratada como qualquer uma de qualquer outro momento. Quando você sente que esse alguém é de confiança e vale a pena se abrir então você coloca seus desejos e sentimentos acima da razão e assim se consegue encontrar um lugar para respousar e acreditar.

Esse filme de 2015 de Lee Toland Krieger com Harison Ford no elenco e atuação brilhante de Blake Lively nos fala sobre o tempo, sobre como fazer com que ele trabalhe a nosso favor, no curso normal da existência. Quem já viu o filme sabe do que eu estou falando. Quem ainda não viu pode ter certeza que eu não vou deixa algum spoiler para que você perca a emoção de ver essa pelicula e descubra por si mesmo como é essa estória.
O que posso dizer é que as surpresas e sentimentos que nos faz repensar sobre nós mesmos é o que move a vida e nos leva.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Silver Linings: sejamos mais do que as pessoas desejam

Beleza! Você acha a vida normal e todos que estão a sua volta pessoas cheias de virtudes e com um padrão de felicidade único e que pode ter uma vida plena seguindo um modo de vida né? Muitas vezes o padrão que pretendemos seguir é um plano acima das nossa metas e acabamos frustados.
Esse filme de 2013 com Bradley Cooper, a gatissísma Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes) e Robert de Niro (para mim entre os cinco maiores atores de hollyhood), nos trás muita reflexão.


Qual padrão de amor devemos seguir na vida? O que todo mundo nos prega? Ou que a gente acha melhor seguir? Ontem eu estava lá na Beira Mar de Fortaleza e passei por ele. O rapaz de barba que todo os dias está embriagado e que tem uma risada hilária, ele estava com uma argola gigante na orelha. Uma coisa totalmente sem sentindo, mas quem liga para essa figura né? No fim todos estão de olho no seu próprio umbigo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

12 anos de escravidão visto pela Netflix é uma memória do passado nos dias atuais

     Essa semana eu encontrei um senhor que todos os dias caminha pela Beira Mar de Fortaleza. Ele sempre fala sobre política e em todas às vezes para atacar o PT, a Dilma, o Lula e eu sempre rebatendo e defendendo o governo de esquerda. Não sei seu nome, mas me falou que é procurador aposentado.
     Eu decidi que não, mais iria entrar em choque com ele, mas esses dias quando ele me disse uma frase “Que se o Temer ficar a economia pode melhorar, mas se a Dilma voltar à economia fica pior”. Eu tive que discordar dele, não porque fosse diferente o que ele falou, mas porque não concordo com a saída de Dilma, pois vejo que não há crime de responsabilidade e isso para mim é um golpe branco, do parlamento que é hostil a presidenta afastada.
     O tal procurador não aceitou meu argumento e disse que ele ganhava R$ 40 mil e que a minha aparência era de quem ganhava mais, claro, ele estava me ironizando e me diminuindo; eu apenas fiquei rindo e percebi como são preconceituosas as pessoas do andar de cima da nossa sociedade e que por isso ele não aceitam esse governo do PT que fez opção pelos mais pobres.

     Isso tudo para mostrar que quando vi esse filme 12 anos de Escravidão de Steve McQueen essa semana, ganhador do Globo de ouro de melhor filme em 2014, pude ver que a maldade humana está baseada no seu interesse e que muitas vezes se usa a lei para legitimar os maus tratos ao semelhante.
     A história de Solomon Northup contada por ele mesmo em um livro é a vida de muitos de nós. Um negro livre que era que acaba nas mãos de carrascos e sem poder expressar a sua indignação e sem poder dizer as pessoas quem ele era sobre pena de ser assassinado.
     Quantas vezes estamos assim na vida, sem poder falar nada, sem puder opinar no nosso bairro, sem puder reclamar no trabalho sobre algo que não gostamos. Sem puder dizer para as pessoas que elas podem estar erradas, pois existem outras realidades e que nem sempre minha verdade é a sua.
     Quando as pessoas foram em 2013 e depois nas ruas se manifestar contra a corrupção e outras vezes contra o PT e a Dilma, a democracia era aceita e não se podiam questionar essas manifestações, pois eram legitimas, porém quando o MST vai fazer seus protestos são presos de acordo com a lei antiterrorismo. E quando se prometem manifestações contra o presidente interino Michel Temer, o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha promete punir quem for fazer atos contra o governo provisório durante as Olimpíadas.
     Você vê essa minha fala e pensa o que tem isso haver com o filme? Eu digo tudo, pois os negros como nós hoje não podíamos manifestar nossos desejos e sentimentos livremente. No caso temos hoje liberdade para muita coisa, mas para defendermos o que acreditamos somos taxados de petralhas, de vários adjetivos baixos.
     Vivemos numa ditadura da informação única que só aceita aquilo que ataca o PT, tudo que é a favor a esquerda é taxado de criminoso. Não podemos ver que todos os ricos são maus, como os negros na época em que o filme relata também não tinham senhores de escravos sempre maus. Não podemos generalizar é verdade tem gente de bem ainda no mundo, mas os casos são raros.