Mais um original Netflix, a primeira temporada do Club de Cuervos de 2015 trás a estória de um
clube de uma pequena cidade próxima a Cidade
do México. O dono do clube, Salvador Iglesias morre e seus dois filhos Chava Iglesias (Luis Gerardo Méndez) e Isabel Iglesias (Mariana Trevinõ) brigam para comandar a equipe de Novo Toledo.
Em 13 episódios acompanhamos uma confusão atrás da outra. Quando
o Chava, cheio de gostos excêntricos assume a presidência e começa a tomar
medidas diferenciadas do que o vice-presidente Félix tinha planejado no “Plano
de oito anos”. Uma delas é trazer por 30 milhões o astro do Barcelona Aitor Cardone, que acaba dividindo o
elenco e deixando a equipe em queda livre a beira de ficar a uma derrota de
cair da divisão de acesso do futebol mexicano.
Sem lhe contar mais nada, para que você mesmo veja e tire suas
conclusões, o que posso falar é que essa série nos faz lembrar os nossos times
de coração. Eu me lembro do meu Ceará
Sporting Club. Mais precisamente o ano de 2011, quando estávamos disputando
a Série A, do futebol brasileiro e tínhamos um forte elenco, com Osvaldo, Michel, Heleno, João Marcos, Iarley, mas cada um mais cheio de ego, que o outro e depois que a
diretoria resolveu trazer um jogador campeão da Chapions League pelo Barcelona, Edmilson, as coisas começaram a desandar, vimos que os jogadores
começavam a perder bolas fáceis que até parecia ser de propósito, para não ter
que jogar para o craque campeão mundial pela seleção brasileira em 2002.
Eu ia aos estádios e vibrava com um craque de nível
internacional no nosso clube, mas eu via claramente a imprensa “pici” criticar
o Edmilson, que fez dois gols de falta, um contra o Coritiba e outro contra o
Bahia, que ajudou o Ceará a vencer essas partidas, mas a cobrança era imensa.
Isso posso comparar, com a estória fictícia do Club de Cuervos,
que quando Aitor Cardone estava nele, jogadores como Moyses, se sentiram
desprezados e acabaram saindo da equipe. Desse jeitinho, igual acontece em
vários clubes do Brasil, quando um ídolo consagrado da Europa volta e tenta a
sorte de novo em sua terra natal e acaba sendo boicotado pelos companheiros.
Eu me lembro claramente do Ronaldinho
Gaúcho, no Atlético (MG), que
com o craque e suas jogadas geniais foi campeão da Libertadores da América, mas logo depois a equipe jogava e
praticamente não passava a bola para ele. E claro que Ronaldinho também começou
a viver uma vida pregressa extra campo e teve quer sair.
Futebol é assim mesmo. Mexe com a paixão de muita gente e as
massas se agitam e cobram da diretoria e por isso é necessário ter equilíbrio
para saber qual decisão melhor tomar.

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