A
Copa do Mundo de 1970, no México todos nós conhecemos, pelo futebol arte do
Brasil, comandados dentro de campo, por Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino,
Gérson, Clodoaldo, Piazza e Carlos Alberto Torres. Foram seis vitórias
inquestionáveis. Dentro das
quatro linhas foi um sucesso, muito bom para a ditadura militar fazer sua
propaganda positiva.
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| João Saldanha |
Muitos não
imaginavam que há pouco mais de um ano antes da competição, o então presidente
da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), João Havelange escolhia o
jornalista João Saldanha para treinar a seleção brasileira de futebol.
Saldanha já tinha
passado por uma experiência, como treinador, em 1957 quando com o Botafogo (RJ)
se consagrou campeão carioca daquele ano.
Ele que pertencia
ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), estava tendo a oportunidade de montar
uma equipe como qualquer um no lugar dele faria um time bem ofensivo.
E nas eliminatórias
de 1966 com o time base formado por jogadores de Botafogo e Santos, os melhores
times da época, o nosso selecionado conquistou a auto estima perdida em 1966,
com seis vitórias nas eliminatórias, com um esquema 4-2-4.
Mas a sua atuação
política contraria ao regime e sua teimosia em não convocar Dadá Maravilha,
goleador preferido do presidente Emílio Garrastazu Médici, fizeram o treinador
ir perdendo espaço.
Que culminou com
sua demissão, no dia 14 de março de 1970, logo após o empate do Brasil 1 x 1
contra o Bangu, no Estádio Maria Bonita (RJ).
Foi ai que Mario
Zagallo, alagoano, substituiria o colega gaucho. Já havia treinado uma equipe
de futebol o Botafogo (RJ), entre 1966 e 1970 e foi obediente aos pedidos do
regime.
A Copa do Mundo
teria algumas novidades dessa vez. Primeiro fora de campo ocorreria às
transmissões a cores pela TV, uma estréia para o torneio.
Outras novidades
ficam para dentro do campo, com a permissão da substituição de dois jogadores
por equipe a cada jogo. Além de ter sido adotado o cartão amarelo para
advertência e vermelho para expulsão.
Os jogos aconteceram
nas cidades de Guadalajara, Léon, Cidade do México, Puebla e Tolusca.
Craques desfilaram
pelos gramados mexicanos. Teófilo Cubillas (Peru), Mazurkiewicz (Uruguai), Gerd
Muller, Uwe Seller, Franz Beckenbawer (Alemanha), Sandro Mazzola (Itália),
Gordon Banks, Bobby Moore, Bobby Charlton (Inglaterra).
O grande goleador
foi Gerd Muller (ALE), fez 19 gols e o Pelé (BRA) foi escolhido melhor jogador
daquele ano.
Na estréia conta a
Tchecoslováquia, o Brasil tomou um susto, com o gol de Petras aos 12 minutos. A
virada veio com Rivellino aos 24, Pelé 60 e Jairzinho duas vezes, final 4 x 1.
No segundo jogo,
foi mais equilibrado, contra os campeões mundiais, o gol só saiu aos 15 minutos
da etapa final com Jairzinho. Brasil 1 x 0 Inglaterra.
Fechando o grupo na
liderança a seleção brasileira venceu por 3 x 2 a Romênia. Nas
quartas-de-finais, o nosso rival tinha um treinador brasileiro, Didi, mas mesmo
com uma boa primeira fase, o Peru, não conseguiu superar a seleção canarinha e
perdeu por 4 x 2.
Para chegar a mais
uma final, tínhamos pela frente o fantasma de 1950, o Uruguai. Dessa vez
ganhamos por 3 x 1. Com gols de Clodoaldo, Jairzinho e Rivellino.
Cento e oito mil
pessoas estavam lá, no Estádio Azteca e presenciaram a partida em que o Brasil
se tornaria Tri-campeão Mundial com 4 x 1 sobre a Itália.
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| Seleção Tri 1970 |


