Muitas vezes, deixamos
passar despercebidos, os fatos mais pitorescos, justamente, por não vemos
nenhuma importância neles. Só achamos algo vantajoso, quando nos traz
glamour,quando os aplausos são gigantescos e as pessoas nos abraçam, por verem
em nós algo que no fundo não é a gente mesmo.
Recordo-me como se fosse hoje, do meu cachorro,dos
momentos bons que passamos juntos. Na época, tinha uns 20 anos e sempre quis
ter um animal de estimação, para juntos passearmos e ele ser meu companheiro.
Foi o meu cachorro, peduro, de cor preta que me conectou mais com o mundo,
assim, como o futebol tinha feito em outros momentos.
Sempre as pessoas viam falar com o cãozinho e eu acabava
tendo que responder para as pessoas algo. "como
é o nome dele?", "é tão
lindo esse cachorro". Algumas pessoas ele avançava, para brincar, mas
ninguém gostava muito, achava que ele era violento; só eu sabia que ele não era
isso que diziam.
Um dia quando voltamos de um passeio, coloquei o cão na
corrente preso enquanto minha tia limpava a casa. Para minha surpresa, ele
começou a tentar se soltar da coleira, nessa sua batalha, ele começou a espumar
e morrer, foi triste ver meu grande amigo, naquela situação e não poder fazer nada.
Pensei logo que alguém poderia ter o envenenado.

. Depois disso, não tive mais cão; só muito tempo depois, quando já estava com 26 anos, comecei a criar uma gata. Nesse tempo morava com minha irmã. Ela relutou no começo, porém aceitou a Pilica, que logo se tornou minha companheira, dormia sempre no meu quarto, era carinhosa e me conectava com as coisas simples.
Depois disso, não tive
mais cão; só muito tempo depois, quando já estava com 26 anos, eu comecei a
criar uma gata. Nesse tempo morava com minha irmã. Ela relutou no começo, porém
aceitou a Pilica, que logo se tornou minha companheira, dormia sempre no meu
quarto, era carinhosa e me conectava com as coisas simples.
Depois de alguns meses quando nos mudamos para uma nova
casa, a minha irmã começou a chatear-se com a gata. Logo quando ela já estava
namorando um gato vizinho de raça e siamês. Ela jogou a gata em uma casa
abandonada, perto onde morávamos. Uma vez quando passava vindo do trabalho,
escutei seu miado, via suas patinhas querendo sair, mas não podia, fiquei muito
triste, mas tive que aceitar, pois minha irmã pagava mais aluguel que eu e
tinha mais autonomia na casa.
Essa dor persistiu muito tempo. Pensava em ter minha
própria casa, para ter um animal novamente, mas quando fui morar só, logo me
juntei e minha atual mulher não gosta de animais e também onde moro, por ser
pequeno não é apropriado. Quando vi esse filme "Marley e Eu”, me recordei dos bons momentos que podemos ter
ao lado dos animais de estimação.

Voltou-me
a lembrança também do fim do ano passado, quando minha irmã, contrariando todas
as expectativas, adquiriu um cão de raça e deu o nome de Zero. Era um cachorro destruidor,
semelhante ao filme que vi. Mas
diferente do filme, minha irmã não resistiu muito tempo e deu o seu animal. Aliás,
já estava amigo dele e ia passear com o animal algumas vezes. O preço para quem
mora em uma metrópole é esse mesmo. Quem sabe um dia vou morar no campo e vou
ter vários animais de estimação e companheiros de jornada.