No ano em que a
seleção brasileira tentava se recuperar do fracasso de 1950, surge um esquadrão
arrasador na Copa do Mundo de futebol da Suíça em 1954, em comemoração aos
cinqüenta anos da Fifa. Trata-se da seleção húngara do craque do
campeonato Puskas.
A Hungria formada
com base na equipe do Honved (equipe do país, ligado ao exercito), invicto há
quatro anos, com 23 vitórias, quatro empates, 114 gols a favor e 26 contra.
Haviam conquistado as Olimpíadas de Helsinque em 1952, tinham como treinador
Gusztaw Sebes, uma equipe que jogava com bastante ofensividade.
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| Puskas |
A Copa foi
realizada entre o dia 16 de junho a 4 de julho, com 16 participantes, sendo 11
seleções européias, três americanas e duas asiáticas. Essa foi à maior média de
gols até então, sendo 5,3 gols por partida, a artilharia coube a Sándor Kocsis
11 gols, tendo a Hungria feito a maior goleada em cima da Coréia do Sul por 9 x
0.
O Brasil vinha com
mudanças desde a sua ultima participação em mundiais, principalmente no comando
técnico, Flávio Costa deu lugar a Zezé Moreira e com ele o selecionado ganhou
seu primeiro titulo oficial em 1952, conquistando o primeiro titulo oficial
internacional O Pan-Americano no Chile.
Outra mudança era
de cores nos uniformes, já que a “maldita” camisa branca e calções pretos dera
“azar”, naquele mundial com o maracanaço. O jeito foi adotar cores mais de
acordo com nossa bandeira. Camisas amarelas e short azul.
TV
Em 16 de junho de
1954, o jogo Iugoslávia 1 x 0 França, no Stade Olympique de La Poitase a
Televisão faz sua primeira transmissão de futebol, com direito a ver o único
gol de Milutinovic, aos 15 do primeiro tempo. Com isso os jogadores
passam a adotarem números fixos na camisa para facilitar aos telespectadores
conhecerem quem ta jogando.
Hungria
e o Milagre de Berna
Como no inicio da
matéria, comentei, o Brasil buscava recuperar-se da Copa passada, porém não
contava em enfrentar a melhor equipe do momento.
Antes na primeira
fase o Brasil terminou em 1° no Grupo 1, com uma vitória de 5 x 0 no México e o
empate de 1 x 1 com a Iugoslávia. Momento curioso, onde os jogadores
brasileiros foram ao vestiário chorar o empate pensando estarem fora da próxima
fase, só depois souberam e comemoraram a classificação.
A Hungria no seu
grupo ganhou de 8 x 3 da Alemanha, que havia poupado o time de titular para não
serem humilhados. No jogo anterior a equipe húngara já tinha arrasado os
coreanos como foi já foi citado.
Nós tínhamos Nilton
Santos e Djalma Santos, Didi e Julinho (atacante que um dia entraria para
história com a vaia no Maracanã). A seleção da Hungria tinha o Cristiano
Ronaldo da época e que jogava também no Real Madrid. Mas ele não jogou contra o
Brasil, fora poupado.
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| Seleção Brasileira 1954 |
Tínhamos
habilidade, mas ainda não possuíamos esquema tático nenhum e por isso com uma
seleção no 4-3-3, fomos para cima da melhor do mundo na época. No mesmo estádio
que seria palco da final pouco mais de cinco dias depois, perdemos por 4 x 2.
A Alemanha não
tinha estreado bem, mas se recuperou no segundo jogo contra a Turquia e venceu
bem 7 x 2. Na outra fase um 2 x 0 na Iugoslávia. E nas semi-finais uma
goleada de 6 x 1 sobre a Áustria, lhe credenciavam para pelo menos
complicar a vida do favoritismo húngaro.
O jogo
Em pouco mais de
sete minutos a seleção da Hungria já vencia por 2 x 0, com um gol de Puskas e
outro de Czibor. Nos vinte minutos da primeira etapa o placar já denunciava 2 x
2.
No segundo tempo, a
insistência da Hungria em marcar o gol de desempate não surtia efeito e a
Alemanha ia “matando o boi no cansaço”. E quando percebeu que podia mais, por
ver a defesa húngara em frangalhos, via cada vez mais nítido a chance
de marcar o gol crescer.
Numa sobra de bola
da zaga, a Alemanha faz o terceiro gol, aos 39 minutos do segundo tempo. Puskas
ainda marca, mas o juiz anula o gol. Fim de uma seleção quase imbatível.
O treinador Sepp
Herberger pode levar a sua Alemanha ao primeiro titulo mundial em cima de um
mito, coisas do futebol.



