Vendo um documentário da BBC, Nazi Secret Files, que está
disponível na Netflix consegui descobrir um pouco da motivação do terceiro
Reich. Está no primeiro episódio dessa primeira temporada, justamente
esse uso de metanfetaminas, bezendrinas, tanto por nazistas, como por aliados
com o objetivo de levantar a moral do exercito em missões das mais difíceis.
Sem entrar mais em detalhes para não gerar mais spoilers, vou apenas usar esse
fato como exemplo para imaginar como esses líderes antigos e atuais e outras
pessoas, como atletas, escritores e outras categorias usavam drogas para ter
inspiração.
Já vi
casos de vitórias impressionantes nos Jogos Olímpicos serem depois canceladas,
principalmente no atletismo, quando se descobriu que os competidores estavam
sobre efeito de artifícios químicos que melhoravam suas performances na pista,
exemplo foi Carl Lewis, que ganhou nove medalhas olímpicas de ouro e que teria
sido flagrado no antidoping de Seul em 1988.
Nas artes, como no
cinema, na literatura, com dois exemplos que eu conheço, pois li seus livros e
suas biografias contam como eles escreviam suas estórias. Kerouac, em On The
Road, em tempo recorde, poucas semanas escreveu esse clássico, símbolo da
cultura beat, que estava sobre efeito de muita droga em quanto datilografava
sem parar. Também Hunter Thompson em seu Medo e Delírio em Las Vegas, que apesar
de ser ficção é baseada nele mesmo em uso de drogas em quanto ia cobrir uma
corrida de off road.
Quantas pessoas aguentam
a pressão da vida e seguem em frente, sobre efeito de álcool? Os bares lotados
nas tardes de sexta no happy hour, para os colegas de trabalho, falar sobre a
vida e sobre os desafios que acontecem dentro da empresa de trabalho, mostram
que essa válvula de escape é que muitas vezes move a roda para frente. Nem
todos aguentam a pressão.
Muitas vezes as
bandas de rock, pop, forró, conseguiam suportar noites tocando e cantando sem
parar movidos a cocaína, maconha e whisky. Um cantor cearense chamado Felipão,
quando tocava na banda Forró Moral contou depois que se converteu a Jesus, que
a sua vida estava indo ao fundo do poço, apesar de todo o sucesso da época, seu
casamento estava se destruindo devido ao consumo de drogas.
Estou sem fumar há
mais ou menos 20 dias e reconheço que cada vez que tava nervoso e sem
motivação, dava uma tragada num Black, ou mesmo Carlton, ou aquele cigarro
vagabundo Record e simplesmente minha timidez, meus medos sumiam e
auto-confiança vinha e até as vendas melhoravam e depois na sequência a volta
da depressão, dos mesmos medos e os efeitos iam embora, só restando o cansaço,
dor no peito e mais vontade de fumar, imagina, o cara que usa crack e outras
drogas mais pesadas.
A inspiração para
suportar ficar cara a cara com os clientes que compram passeios turísticos em
Fortaleza e ter que sair de dentro de mim mesmo para se colocar na explicação
para eles sobre as vantagens de se fazer um passeio com agência que trabalho
nem sempre é fácil. Dá vontade às vezes de sair correndo, encher a cara e
tentar fugir das dores. Mas ultimamente estou encarando, sem álcool, nem
cigarro e tá doendo, algumas vezes estou tendo êxito e vendendo muito bem e
outras vendendo pouco, mas pelo menos sou eu mesmo a enfrentar o papel de vendedor.
Mas olhando o
mundo a minha volta vejo que tudo que eu acredito, ou a maior parte pode ser
efeito de drogas. O discurso de Lula é bem vibrante, super contagiante, mas
será que são 100%, ele mesmo ou tem uma dose de algo que o motiva? Eu acho que
o ex-presidente petista é um caso a parte e tem seus méritos, mas outros líderes
parecem mesmo dominados por alguma substância psicoativa, estimulante que os
leva a delírios.
Na Igreja
Universal, aonde vou, sempre fico impressionado com o bispo que conduz a reunião,
como ele fala com determinação e coragem, mas movido pela fé no que ele
acredita. E no que ele sempre faz jejum de 48 horas, ajuda a pessoa a chegar ao
limite da pregação.
O sexo nos estimula,
os elogios sobre o nosso trabalho, o dinheiro no bolso também ajuda. Mas como
não somos máquinas, tem momentos de fraqueza e o ser humano mergulha nas coisas
proibidas, algumas vezes só para relaxar. Na verdade aquela cerveja gelada, com
uma conversa que liberta das pressões diárias é maravilhosa mesmo já me soltei
muito dessa forma, quando viro um contador de estórias, um cantor e até um
piadista.
Mas não me orgulho
disso. Eu acho importante ser o que eu sou e a partir disso conquistar as
batalhas da vida de cara limpa. Muito difícil mas é o melhor a fazer.



