
Quem critica esse programa se esquece de que ele tem um papel
importante na grande mídia, se usar da critica a política como uma forma de
crescer a sua própria audiência. Homens de gravata, terno e com um ar
contestador, assim são os homens de preto da Band que revolucionaram a forma de
fazer reportagem com humor falando de temas sérios.
Por um breve
momento o programa parecia ser a voz que faria o diferencial em termos de fugir
do padrão enlatado de fazer jornalismo, porém o tempo foi passando e se viu que
apenas parecia ser o que nunca foi. Mas repito criticar é fácil, pois você
achava que aquilo era jornalismo e fica frustrado ao saber que é humor em
formato de seriedade. Vivemos uma democracia e com ela a liberdade de expressão
para falar o que der na telha.
O problema na
verdade é outro, é a turma de Marcelo Tas querer usar dos espaços para a
discussão pública e fazer com que vire algo ridículo, um show particular, coisa
que o jornalista que chega cedo, ao caso da coletiva de imprensa da Hilary
Clinton preparado com uma pauta e um tempo para concluir sua matéria não aceita
atitudes como ao que o CQC teve ao levar uma máscara para a chefa de Defesa
Americana.
Outros programas como Legendários, Pânico na TV, Nas Garras da
Patrulha, como tem um caráter mais informal podem se usar do humor escrachado,
sem correr o risco de parecerem idiotas, pois já são "bobos" por
natureza. Quando fazem alguma denuncia seria ficarmos até espantados com a
variação que acontece.
O Brasil já vem
tentando há muito tempo fazer programas de denuncia que não caiam no clichê de
programa policial. Quem não se lembra do famoso Aqui Agora no SBT, que tinha repórteres
como Gil Gomes, Celso Russomano e que virou escola para outros programas
espalhados pelo Brasil como Barra Pesada, Cidade 190, Rota 22. Ai nesses
programas tem o que lançou o Ratinho lá no Paraná na GNT com o apresentador com
um cassetete parecido com um rolo de fumo dando pancada na mesa e criticando a
violência.
Hoje quem domina esse tipo de programa é o Datena. Mas também é
utilizado o mesmo recurso em programas como do Gugu, Luciano Huck, mexendo com
os sentimentos das pessoas em troca de prender a audiência.
O Problema eu
acho que é estrutural, pois enquanto tiver um sistema como o nosso que
privilegie o monopólio da informação, fica difícil apresentar um produto que
fuja dos padrões midiáticos.


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