Listen to "Love (Primeira e Segunda Temporada)" on Spreaker.
Bom dia, Boa tarde, Boa Noite, meu nome é
Carlinhos Alves, direto de Fortaleza, com mais uma edição do podcast, O
Literato, com resenhas de livros, comentários sobre filmes e séries baseados em
literatura escrita, além de entrevistas, de memórias culturais e histórias de
músicas e poesias que marcaram todas as épocas.
Um
dia você acorda e o mundo mudou, ou foi apenas você que experimentou algo
diferente? Relacionamentos, começos, meios e fins. Decepção, reconciliação,
aprendizado, diversas formas de amor. Foram 22 episódios que passaram como um
flash na minha vida, duas temporadas de uma série, original Netflix, Love de Jud Apatow, um
comediante, produtor, diretor e roteirista, tem filmes sempre nesse estilo de
humor de comportamento, como Virgem aos 40, Ligeiramente Grávido.
Como podemos notar esse diretor já é
figurinha experiente neste estilo de comedia romântica “fora da caixa”. Eu
demorei a ver essa série, mas quando comecei foi uma maratona, de um episódio
após o outro sem parar. Eu quando vi já estava terminando de assistir todo o
conteúdo disponível.
Mas do que se trata a série você
deve ter entrado aqui neste podcast para saber isso né? Bem, são duas pessoas
que se encontram quando seus relacionamentos anteriores estão no fim.
Basicamente a carência uniu essas duas pessoas. Que pessoas ne? Gus (Paul Rust: como o diretor também é comediante e concerteza sua
colaboração no roteiro, tem um efeito bem notado nos diálogos dos personagens).
Ele faz um professor particular para atores que não tem tempo de irem à escola.
Um homem já com mais de 30 anos e que mora sozinho e tem um jeito geek, nerd de
ser, você pode notar isso pelos seus amigos e as reuniões semanais de
composição de músicas letras tema de final de filme.
A outra personagem que contracena e
faz um par romântico com ele é Mickey
Dobbs (Gillian Jacobs: conhecida
por outros trabalhos como em Yahoo! Screen, Community, da NBC e outras séries
como Fringe, Law and Order e Procura-se um amigo para o fim do mundo). Ela
trabalha como gerente de uma estação de rádio e é uma mulher altamente
conturbada em seus relacionamentos e não sabe bem o que realmente quer da vida.
Já se ouve muito por ai na vida que
os opostos se atraem e em alguns casos podem notar que é verdade, como em Love.
Deu uma certa depre, ao ver alguns acontecimentos em relação a eles dois, mas
podemos parabenizar o roteiro que não se preocupar em fantasiar uma falsa
realidade, mas que trás digamos vida
como ela realmente é, as pessoas com seus defeitos e qualidades.
Outros personagens em volta dos
principais dão uma vida a mais na estória, como Bertie, amiga de Mickey e seu
chefe o Dr. Greg Colter.
Em alguns momentos no inicio dessa série você fica com
certa raiva de Gus, mas depois nos últimos episódios na segunda temporada, já
ficamos com raiva de Mickey. Se formos assistir essa série com o desejo de
julgar comportamentos não iremos se divertir para valer, pois a gente só
consegue realmente curtir quando a gente entender que pessoas são sujeitas as
falhas e ao aprendizado. Pense numa pessoa temperamental a Mickey e às vezes o
Gus, com seu jeitinho nerd, humilde às vezes fica chato e insistente em algumas
situações.
Love nos mergulha em sentimentos bons e ruins, mas nos
trás lições e aprendizados importantes. Não podemos controlar os acontecimentos
dos nossos relacionamentos.
Agradecimentos a toda
audiência deste podcast. Edição e narração Carlinhos Alves, na busca por
desbravar o mundo imaginário, às vezes real e duro e às vezes poético e belo,
abraço e até uma próxima vez.
