Seria um “ano negro” para a política brasileira com
a reeleição de FHC, após uma “emenda de reeleição” aprovada no Congresso
Nacional supostamente comprada. Dois deputados do PFL admitiram à culpa de
terem recebido cerca de 200 mil reais cada, para votarem a favor. No mesmo ano,
o Brasil teria que se contentar com um vice na Copa do Mundo da França.
Eram anos duros na economia brasileira, com crises
sucessivas de países emergentes, com isso, os países sul-americanos, com o
câmbio flutuante eram atingidos. Dessa forma o país que crescia 2,5 % ao ano e
pediu três vezes empréstimo ao FMI, com uma dívida publica em ascendência,
poderia esperar algo melhor para presidente, mas inexplicavelmente, o povo,
reelegeu, em primeiro turno Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para mais quatro
anos do poder.
Literatura
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| Joel Silveira |
Ano
que também consagrou o escritor e jornalista de Lagarto (SE), Joel Silveira,
com o Prêmio Machado de Assis. O mais importante título da Academia Brasileira
de Letras. Outro destaque foi o português José Saramago, com o Prêmio Nobel de
Literatura, único escritor de língua portuguesa a ganhar.
Campeão Brasileiro de Futebol
No
futebol nacional, o Corinthians seria Bi-campeão, com 14 vitórias, com 4
empates e 5 derrotas. Foram 46 gols prós e 30 gols contras. “Viola” seria o
artilheiro com 21 gols. Houve a necessidade de três jogos para decidir o campeão.
O primeiro jogo havia sido empate por 2 x 2 em Minas Gerais, no Mineirão, diante de 87 mil pessoas. Marcaram para o Cruzeiro: Valdo e Muller, para o Timão: Dinei e Marcelinho Carioca. No segundo jogo, novo empate, dessa vez por 1 x 1 com gols de Marcelinho Carioca para os paulistas e Marcelo Ramos para os mineiros.
O primeiro jogo havia sido empate por 2 x 2 em Minas Gerais, no Mineirão, diante de 87 mil pessoas. Marcaram para o Cruzeiro: Valdo e Muller, para o Timão: Dinei e Marcelinho Carioca. No segundo jogo, novo empate, dessa vez por 1 x 1 com gols de Marcelinho Carioca para os paulistas e Marcelo Ramos para os mineiros.
A
Final seria, no dia 23 de dezembro, no Morumbi com 57 mil pagantes. Carlos
Eugênio Simon, hoje comentarista do canal Fox, seria o arbitro. As equipes
entraram em campo com a seguinte formação:
Corinthians:
Nei; Índio, Batata (Cris), Gamarra, Sylvinho; Vampeta, Rincón, Ricardinho
(Amaral) e Marcelinho Carioca, Mirandinha (Dinei) e Edílson. Técnico: Wanderley
Luxemburgo.
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| Corinthians |
Cruzeiro:
Dida; Gustavo (Alex Alves), Marcelo Djian, João Carlos e Gilberto; Valdir
(Marcelo Ramos), Djair, Ricardinho e Valdo; Müller e Fábio Júnior. Técnico:
Levir Culpi.
O
time paulista ganharia por 2 x 0, gols de Edílson e Marcelinho Carioca. Desses
jogadores, dois seriam campeões do mundo em 2002 com a seleção brasileira:
Edílson e Dida.
A Copa
Seria
o principio do sistema operacional Windows 98, com uma porta para a conexão com
a internet (pelo Internet Explorer 4). Seriam funções ligadas ao tele trabalho,
suporte a muitos monitores e ao USB. As redações dos jornais também ficariam
mais modernas e mais flexíveis.
Dessa
forma a Copa do Mundo da Fifa na sua 16° edição seria disputada na França e com
a maior capacidade de interação com as novas tecnologias e informações mais
rápidas. As 32 seleções classificadas começariam a disputa do título em 10 de
junho e só duas veriam a chance gloriosa surgir no dia 12 de julho na grande
final.
Até
chegar esse dia, foram 63 jogos e 168 gols. Um desfile de jogadores especiais.
Na Holanda: Van der Sar, Dennis Bergkamp e Kluivert. A Dinamarca trazia os
irmãos Brian e Michael Laudrup. A Argentina contava com o faro de gol de
Batistuta. A Croácia tinha Suker, que se tornaria artilheiro da competição com
seis gols.
Brasil
Um
dos finalistas o Brasil contou com um grupo A “mole”. Na estréia para 80 mil
pessoas no Stade de France, o canarinho ganhou por 2 x 1, com César Sampaio e
Boyd (contra). Na segunda partida em Nantes massacrou o Marrocos, por 3 x 0,
com gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto. E foi derrotado para Noruega por 2 x 1,
com um de Bebeto.
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| Rivaldo |
No
Parc des Princes, em Paris, o Brasil passou fácil pelo Chile por 4 x 1, com
mais dois gols de César Sampaio e dois de Ronaldo, sendo um de pênalti. Nas
quartas-de-finais a seleção canarinha, ganharia apertado da Dinamarca com a
marca de Bebeto e duas vezes Rivaldo.
Quatro
anos depois, o encontro com a laranja holandesa, um jogo complicadíssimo, em
que o placar terminou de 1 x 1, o Brasil marcando com Ronaldo e a Holanda com
Kluivert. Os tiros livres da marca dos pênaltis seriam uma emoção a parte.
Destaque para Tafarel que pegou as cobranças de Cocu e R. de Boer.
França
A
França não apenas seria campeão deste ano, o seu time era a junção de torcida e
jogadores diferenciados. E na estréia no Stade Vélodrome, Marselha, com 55 mil
pessoas, a equipe venceu fácil a estreante África do Sul, por 3 x 0, com
Dugarry, Issa e Henry.
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| Henry |
Coitada
da Arábia Saudita teve que ver os jogadores Henry (duas vezes), Trézéguet e
Lizarazu fazerem a festa nos 4 x 0 para 80 mil pessoas no Stade de France. Para
garantir o primeiro lugar o selecionado francês venceu por 2 x 1 a Dinamarca,
com gols de Djorkaeff e Petit.
Nas
oitavas foi complicado e quase se foi o sonho, contra o Paraguai do zagueiro
Gamarra. Uma seleção fechada e compacta sem produção na frente, mas quase intransponível.
Fora necessários 113 minutos para Blanc furar a defesa sul-americana e aliviar
a pressão nacional.
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| Blanc |
Parecia “pouco” um jogo desses, mas teria outro
pior. A Itália de Roberto Baggio e Costa Curta, não teve medo de enfrentar
Zidane e companhia. Depois de 0 x 0 no tempo normal e na prorrogação, “haja
coração”, como diria Galvão Bueno, os tiros livres da marca do pênalti um
disputa aciradissima. 4 x 3 e alivio.
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| Suker |
Mas
a Croácia estava disposta a estragar a festa e Suker aos 46 abriu o placar. Um
minuto depois Thuram empatou e no segundo tempo virou. A final prestes a ser
escrita.
Finalistas
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| Ronaldo |
Uma tarde de 12 de julho de 1998, eu estava de
férias em Quixeramobim, terra onde Antônio Conselheiro partiu para conquistar e
morrer por Canudos (BA). Era a final da Copa e o Saint-Denis está lotado não
cabia mais ninguém: 80 mil pessoas estavam lá. Só quem não estava era Ronaldo e
por isso a nossa seleção, não aguentou a pressão.
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| Zidane |
O craque Zidane venceu pela sua equipe com dois gols
e um de Petit, o país do “romance” e do “amor” era campeão de futebol pela
primeira vez.










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