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sábado, 19 de maio de 2018

# 80 Revista Super Leão 76 edição 7 (in memorian)

Olá, eu sou Carlos Emanuel e esse é o FutCearaCast.

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                             Hoje o nosso podcast trás nessa edição, uma revisita a história com a revista Super Leão 76, com o editor-chefe à época, Blanchard Girão, com pesquisa de Luciano Santos e diretor responsável Airton Farias Rebouças.
Logo no texto nas costas da capa: “A Estranha Moral do Futebol”, onde o autor reclama de que o Ceará em 77 na busca do tri-campeonato estava mais politicamente posicionado para inclusive influenciar na comissão de arbitragem: “a torcida tricolor já fez o teste e notou que para maiores cuidados seus, os ventos estão bafejando os terrenos de Porangabussu... está com o controle da Federação de Árbitros e da maioria do Tribunal de Justiça Desportiva”. O texto também cita que no futebol, se difere da vida comum: “futebol é essencialmente uma paixão. Uma forma de amor alucinante. Se alguém se detiver na analise substancial do futebol verificará que ele está para o homem moderno, como a luta dos gladiadores para os da antiga Roma. Na luta entre duas camisas, abrasam-se os instintos, cegam-se os elementos racionais, extinguem-se o bom senso, a tranqüilidade, o equilíbrio”. No editorial, “Um clube sem complexo”, o texto fala sobre a maneira de Airton Rebouças comandar o clube, acusado por alguns com mão de ferro, mas que segundo a opinião, ele abre dialogo com Fluminense, Bahia, São Paulo, Internacional, com o objetivo não só de engrandecer o leão, mas o futebol cearense como um todo, em uma metrópole de 1 milhão e 200 mil habitantes. Fala também da impulsividade do presidente que age às vezes sem planejar nada, como chegar ao aeroporto e do nada comprar uma passagem e fazer uma viagem e contratar algum jogador. “Airton é assim. Porém trabalha. Não é torcedor de gabinete fechado. Vai para campo. Já está até processado porque perdeu o controle e foi em cima de um arbitro que conduziu mal na direção de uma partida contra o Ceará”.
                             Já a primeira matéria de destaque na página sete da revista Super Leão 7, O Rei da Sorte, “Bibi – o porte, o estilo, o sangue do pai”. Fala do filho do jogador Didi, conhecido pela “folha seca”, no texto destaca a contratação do jogador vindo do Nacional de Manaus, Bibi com 27 anos e com passagens no Atlético (MG), no Fluminense e no futebol venezuelano. Ele no começo não tinha agradado. “Muito lento, comentavam alguns, não marca comentavam outros. Mas a contusão do ídolo Lucinho, fez Bibi titular, uma, duas, três partidas e o rapaz perdeu a inibição. Começou a fazer gols”.
                             No quadro “Ídolos do passado”, destaque para “Jorge Sabia, o segredo de parar um ponta esquerda”. Atuou no futebol cearense entre 1943 a 1950, primeiro pelo Maguari, depois pelo Fortaleza, quando veio fazer o tiro de guerra e Mozart Gomes o levou, para jogar em um time formado de atletas militares. Na página nove, “Doca, a última lembrança do Usina”, destaca um jogador folclórico que ficou marcado por acertar a placa de publicidade do PV, no cachorrinho do guaraná Wilson. Depois se tornou dono de bares no PV e Castelão. Paraibano, Doca jogou no Atlético de Cajazeiras, Campinense, Usina, Ceará e Fortaleza, marcando gol no Náutico Capibaribe.
                             Na página 12, “No tempo das seleções cap. VI, o Rio Grande do Norte, a vitima, Pernambuco, sempre o algoz”. A seleção cearense entre 1939 a 1948, contava com Piolho, Jombrega, Stênio, Zésergio, Idalino, França: que fez cinco gols, na goleada de 10 x 0 sobre o Rio Grande do Norte e Juju.
                             Na página 14: “juiz: palavra proibida no futebol”, o texto fala da mudança das leis nacionais que permitia apenas magistrados, o titulo de juiz e o homem de preto, seria chamado agora de apitador, mediador, arbitro ou soprador de apito, no texto ainda cita uma mulher Léa Campos que foi a pioneira em apitar jogos de futebol. Na página 16, uma matéria interessante para quem hoje coleciona figurinhas da Copa do Mundo Fifa. Em 1939, existia um álbum do Campeonato Cearense, “Álbum dos teans, gloriosos do Ceará, na disputa do Campeonato de 1939 – 2° grande concurso desportivo. Lançado pela tabacaria Cascatinha da Praça do Ferreira, 118”. 90 figurinhas de 77 titulares e 11 reservas. O Ceará foi o campeão em 1939.
                             “Galeria dos Grandes Tricolores: Abdias Veras” destaca a história do sobrinho de Carlos Rolim.  Abdias era formado como engenheiro civil, no tricolor do Pici, foi de tudo um pouco, adjunto de tesoureiro, presidente do Conselho Deliberativo, foi vice-presidente do clube na gestão de Otoni Diniz, ajudou na conquista do bi-campeonato Cearense de (59/60), além de ser vice-campeão brasileiro e novamente bi (64/65), e de outros títulos como diretor de futebol,67, 69, 73 e 74.
                             “Mais uma cria das escolinhas: Jair a torcida já aprendeu a confiar no pequenino...” essa matéria destaca esse jogador que nessa época tinha 20 anos e já se destacava como lateral direito, e vinha da fábrica do Pici, passou pelas mãos do treinador do juvenil Mozart, era de Fortaleza e morava na Rua: Princesa Isabel.
                             Outra matéria que merece destaque: “Contratar ou formar jogadores: eis a questão”. “Se você fosse presidente do Fortaleza, reservaria maior verba para os setores básicos de formação ou investiria em grandes contratações? Este é um tema em voga. Há os que afirmam que o futebol cearense está morrendo, porque os clubes só pensam em trazer jogadores de fora, quase todos em declínio. Mas existem os que advogam as contratações, sob vários argumentos, principalmente a motivação das torcidas, que são imediatistas”.  No texto a opinião de Raimundo Alexandre, Luciano Frota, Otoni Diniz, Francisco Alves, Raimundo Alexandre, Vilca Gondim e José Feliciano de Carvalho.
                             Ainda tem uma página que mostra a premiação da revista, a gente da capital e do interior, com prêmios de tevê, carros como corcel, Chevette, viagens de férias a Salvador.
                             E na crônica de Ronald Proença: o destaque para a busca da revista de contar a história do futebol cearense e não somente do Fortaleza. “nosso propósito é prestar uma colaboração aos futuros historiadores. Esta revista deixa de ser, portanto, um veículo de exclusiva promoção do Fortaleza – seus feitos e suas glorias- para se tornar um repositório dos fatos mais interessantes de todos os demais clubes que, no passado e no presente, tem procurado engrandecer o futebol de nossa terra”.
                             Valeu gente, muita informação, mas esse é nosso podcast FutCearaCast e eu sou Carlos Emanuel até a próxima.
Fonte:
                       
Super Leão 76, O Rei da Sorte
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