Tenho que admitir, que antes da Netflix eu evitava ver
séries de TV, porque as minhas últimas lembranças importantes obre ver esse
tipo de literatura era na TV Globo, na extinta sessão aventura, com os
episódios de Profissão Perigo, Duro na Queda, A Gata e o Rato, entre outros e
depois com a TV por assinatura, nunca tinha tempo para estar em casa na hora x
que os canais passariam os episódios.
Depois que a
Netflix chegou tenho a liberdade de ver cada temporada e episódio na hora que
eu quiser e quando tiver tempo bem livre.
Por isso consegui ver as seis temporadas da produção inglesa Dowton
Abbey, que acompanha a família Crawley, em uma propriedade fictícia em
Yorkshire.
A gente mergulha
no mundo do Conde Robert Crawley que tenta ao lado da esposa Condessa Cora,
educar as filhas Lady Mary, Edith e Sybil. Podemos perceber como era
estratificada a sociedade desses tempos e como os criados e patrões tinham uma
função bem definida em cada nível social.
Gente que não
gostava de misturar as classes, nem as religiões e nem muito momentos os gostos
políticos, mas como a época era 1914 a 1930, muitas mudanças ocorriam e padrões
que eram sólidos se dissolviam e mudavam muitos conceitos, não como hoje é
claro que as mudanças de padrões acontecem no piscar de olhos.
A série como vocês que assistira já sabem trás personagens
marcantes como Carson, que é motorista e depois virá um aristocrata, mas sem
esquecer as raízes. Tomas Barrow, um valete, que tenta conviver com sua
homossexualidade num tempo, em que assumir ser gay era a condenação, a prisão,
mas ele também tem seu lado mal contra as pessoas que o cercam.
Não quero entrar
muito nos detalhes para não passar spoilers a vocês que ainda não viram, mas
apenas dizer que a desigualdade ainda hoje separa o playboy e patricinha, do
jovem da periferia e o capitalismo é a fonte de todos os males que ainda
assolam nossas vidas.
Mas do mesmo jeito que no período em que a
série se passa as pessoas acham glamorosa a vida dos reis, condes, duques, hoje
as pessoas simples também visualização os empresários e artistas como um padrão
a ser copiado e essa busca incessante ás vezes leva a tristeza e decepção,
apesar de nos dias atuais, pelo menos os bens “móbiles” aproximam mais um pouco
todos, independente de classe da arena da discussão política.


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