Um
dia você olha pra sua vida e percebe que algo está estranho. Pessoas que
representavam pra você um referencial morrem. Alguém que você acompanhou
durante anos, se foi. Via muito isso sem perceber ainda, quando morria um ídolo
do meu pai, minha mãe, tios, avós, etc. Eles falavam daquilo, como se tivessem
perdido alguém muito próximo.

Isso
eu estou sentido agora; meus "heróis" estão partindo. Em janeiro
perdi meu avô, com quem morei por muitos anos e pouco tempo antes da sua morte
estive conversando com ele. Morreu também o Michael Jackson, ídolo pop que
marcou minha infância e parte da minha adolescência. Tantos vão morrendo e
aquilo que era importante pra você vai perdendo o sentido.

A vida vai se tornando
frágil, que parece ser tão fácil perde-lá, que muitas vezes sinto como se fosse
um piscar de olhos minha partida. Nunca tive medo da morte, mas quando ela
parece se aproximar e você ainda não acabou de realizar o que queria na vida,
você vai sentindo medo. Não do fim, mas de algo que você não conseguiu ainda
realizar tão importante como respirar.
As coisas, às vezes parecem que não são coerentes nesse
mundo, às pessoas são duras e fazem tudo em busca de algo que não traz nada a
não ser orgulho. As relações vão se tornando vazias, que fica difícil entender
a vida. Lutar só vale à pena quando realmente estamos felizes com aquilo que
fazemos; pra que mentir pra nós mesmos no fim, ninguém leva nada além do bem
que fez.
Por isso que a vida é contraditória, enquanto estamos na
face da terra, o que vale é ser o melhor, não importa o que façamos, as pessoas
olham as aparências e nos elogiam pelo aquilo que no fundo vai beneficia-las de
alguma forma. Quando partimos, tudo de mal que fizemos vêm a tona. Os que fizeram
o bem, mesmo esmagados durante a vida, agora são lembrados.
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