Bem para falarmos, de
alguma experiência na nossa vida, primeiro temos que viver principalmente na
prática dela própria. Isso eu posso testemunhar que aconteceu hoje; mas na
verdade isso começou a algum tempo na minha vida.
Posso voltar um pouco ao passado e lhe falar de uma
realidade constante na minha vida: “solidão”, passou-se boa parte da minha
infância e adolescência, me sentindo sozinho, triste, mesmo rodeado de colegas
que eram companheiros de brincadeira.
Por isso desenvolve maneiras de relacionar-me com coisas
que me conectassem ao mundo. Numa dessas noites de solidão, tive uma ideia,
entrar num ônibus, urbano e sair por aí de terminal em terminal, sem rumo,
sentado na poltrona próximo da janela, vendo as pessoas passar e tentando
entender o mundo que estava a minha volta.

. Sempre chegava a casa diferente, olhando a minha realidade diferente e vendo caminhos a seguir a partir daquela experiência, diferente mais transformadora. Pode ser que alguém faça isso em algum lugar do planeta e não encontre respostas, porém é melhor sair de casa, do que ficar pensando besteiras.
. Hoje estava conversando com minha companheira e vendo com ela a possibilidade de irmos ao shopping, dá uma volta em algum lugar, porém ela reclamava que não tínhamos dinheiro e que ia sentir fome, por isso comentei com ela, dessa época que saia para dá volta de ônibus pela cidade, de cara ela achou a idéia legal e fomos fazer esse percurso, pelas ruas de fortaleza. Dessa vez estava acompanhado, não só por fora, mas por dentro.
Sempre chegava a casa
diferente, olhando a minha realidade diferente e vendo caminhos a seguir a
partir daquela experiência, diferente mais transformadora. Pode ser que alguém
faça isso em algum lugar do planeta e não encontre respostas, porém é melhor
sair de casa, do que ficar pensando besteiras.
Hoje estava conversando com minha companheira e vendo com
ela a possibilidade de irmos ao shopping, dá uma volta em algum lugar, porém
ela reclamava que não tínhamos dinheiro e que ia sentir fome, por isso comentei
com ela, dessa época que saia para dá volta de ônibus pela cidade, de cara ela
achou a idéia legal e fomos fazer esse percurso, pelas ruas de fortaleza. Dessa
vez estava acompanhado, não só por fora, mas por dentro.
Saímos, fomos a Av.
Gomes de Matos e subimos no primeiro ônibus que tinha lugar pra sentar. Era
o (045) Conj.Ceará /Montese/Papicu,
seguimos até o terminal do Papicu, no percurso as mesmas ruas de sempre, mas
tentava mostrar para minha mulher que pensasse como se estivesse em outra
cidade e fingisse que não conhecia nada. Não sei se funcionou, mas ela não
reclamou.
No terminal do Papicu, ficamos esperando um ônibus que
fosse para um terminal, tinha vários e decidimos ir para o terminal do Antônio Bezerra, subimos no (051) Grande Circular 1. Uma coisa que
podemos perceber foi que as igrejas estavam todas lotadas, seja a igreja
católica, ou evangélica e inclusive a rádio que tocava no ônibus era evangélica
e um pastor dando uma de sabido.
Vimos também o Cuca
Che Guevara (Barra do Ceará), centro cultural para a juventude que foi uma
grande obra da gestão de Fortaleza e está previsto mais 5, um por regional.
Finalmente chegamos ao terminal do Antônio Bezerra, mas continuamos no mesmo
ônibus rumo ao terminal do Siqueira.
Minha esposa ficava escutando música no rádio do celular
e eu olhando o movimento de tudo, homens bêbados, belas mulheres, acidente no
meio do caminho entre duas motos. No terminal do Siqueira, subimos no Siqueira/Mucuripe,
último ônibus com destino a nossa casa. Saímos 17h30 de casa e estávamos
chegando às 20h30, um longo percurso, mas deu pra desopilar e recarregar as
baterias mais uma vez.
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