
Muitos profissionais de diversas áreas atuam de uma maneira
puramente mecânica. Médicos, enfermeiros, professores, recepcionistas, etc. A
frieza com que os processos em que estamos todos envolvidos nos tornam
incapazes de resistir às situações do tempo. Tudo passa a ser apenas mais uma
ação cotidiana, como escovar os dentes, tomar banho e dormir.
As pessoas tomam
os seus papeis para que possam agir sem, no entanto se envolver emocionalmente
com eles. Um exemplo é quando vamos a alguma repartição seja pública ou privada
nos deparamos com um recepcionista que na maioria das vezes nos trata como se
fossemos apenas mais um número (uma senha) que tem que organizar em uma fila.
Quando vamos
perguntar algo, a pessoa aponta para um cartaz querendo dizer que nele tem
todas as informações, nós temos de olhar para ele. O recepcionista acostumado a
dar a mesma informação várias vezes, se automatiza e não consegue muitas vezes
ser gentil.
Outro caso é o
médico que acostumado a padrões que repete diariamente, muitas vezes nem espera
o paciente dizer algo já acha que aquela pessoa tem aquilo por causa de sua
experiência consagradora e nem examina o seu cliente e já vai passando um
remédio, um exame e em outros momentos diz que não é nada.
Existe uma
necessidade imensa de que os profissionais de todas as áreas passem por um
processo de humanização, falta nessa sociedade a reflexão, pois nós agimos
quase sempre no automático. Uma obrigação depois da outra e por isso não
conseguimos discernir se estamos agindo certo.
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