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| Carlos e Carlos Emanuel |
Já era
dia 24 de Dezembro pela manhã e eu ainda não sabia como seria meu
dia de véspera de Natal. É bem verdade que já fazia anos que eu
não sabia bem porque comemorava essa data, pois não era mais
criança e sabia que o mundo não é tão colorido como pinta as
pessoas.
Quando
era criança, morando com meus pais tinha uma inocente visão de que
Papai Noel viria a noite quando eu estivesse dormindo deixar
presentes para mim e meus irmãos. Essa era um ideia compartilhada
por todas as crianças menores de 10 anos nos anos de 1989.
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| Vera Lúcia |
Botamos
as meias perto da “chaminé” (ou algo parecido,já que não
tínhamos uma) coisa que aprendíamos vendos os filmes americanos
sobre o “bom velhinho”. Era uma alegria só quando abríamos
nossos presentinhos. Mas eu sempre ficava em particular triste, pois
meu sonho era ganhar um vídeo game Atari, que via os meus colegas
todos terem uma na época e nunca ganhava.
Não que
meu pai não pudesse comprar, ele trabalhava em banco e era o que
mais ganhava bem na Família Alves na época. Por sinal ele dava
dinheiro para todos os sobrinhos, irmãs. Era uma mesada de fim de
ano.
Mas na
vida particular meu pai era desregrado, gastava muito com farras, com
amigos e mulheres e a gente em casa passando dificuldades e
alimentado-se mal. Logo minha visão entre natal e nossa vida
familiar foi ficando distorcida.
Antes de
me desiludir com essa data por completo, me lembro dos natais na casa
da minha Tia Vera,onde se reuníamos netos, primos, tios, avós em
volta de uma brincadeira chamada amigo secreto. Era muito bom essa
brincadeira me recordo que eu chegue a ganhar um trenzinho do meu avô
Assis Alves (falecido).
Passaram-se
muitos anos e depois de muitas brigas entre parentes, separações,
mudanças, esse natal na casa da minha tia Vera foi perdendo um pouco
seu brilho. A coisa que ainda chegava a fazer exceção era a comida
que Vera fazia, muito gostosa.
Depois
que a minha Avó Raimundinha faleceu o Natal por lá morreu
definitivamente. Fui ainda para alguns, porém sem a mesma graça de
antes, o último que fui acho que em 2007, lembro do meu avô
contando piadas.
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| Amanda com bebê, Tio Geraldo e Assis Alves camisa azul |
Depois
me casei e os últimos Natais que fui foram com minha esposa na casa
da minha irmã, ou mesmo aqui na minha casa, sempre com a presença
de meu pai. Esse ano separado e morando só tinha que fazer escolhas,
ficar só em casa, ir para casa da minha irmã ou ir a uma festa.
Minha
irmã Maria Lúcia mora com o meu irmão Neto Alves que decidiu ir
embora. Ele quer em janeiro morar sozinho. Essa opção de ir passar
a noite natalina na casa dela estava ficando difícil.
Mesmo
assim meu pai insistiu até o último momento, oferecendo comprar o
Chester,mas minha irmã estava sem clima para festas. Foi quando na
manhã meu pai me ligou dizendo que minha Tia Vera tinha chamado nós
para passar o natal lá.
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| Kilber e esposa |
Fiquei
em dúvida, depois veio a ligação da Lulu, dizendo que só ia se eu
fosse. Fiquei pensativo. Quando o meu primo Júnior ligou e disse que
cada um levasse 5,00 reais e um chocolate fiquei mais pensativo
ainda.
Fui ao
centro com o Neto que queria comprar o chocolate dele lá. Almoçamos
e fomos as Lojas Americanas e compramos a nossa barra de chocolate
para participar da brincadeira em família.
Quando
sai de casa, já eram quase 20:00, estava levando um chocolate em
mãos e duas garrafas de vinho São Braz (aquele que meu irmão Neto
chama de Sangria), já que estava querendo evitar tomar cerveja.
Liguei ainda dentro do ônibus várias vezes, para meu pai, irmão e
irmã para saber se eles já haviam chegado, não queria ser o
primeiro do nosso grupo.
Quando
cheguei meu pai já estava lá, a minha Tia Lucineide foi logo
cobrando o dinheiro da brincadeira. Olhei ao redor e vi quem já
estava presente. Tio Cláudio que nos últimos encontros não foi
nada legal, sempre querendo se dar de bem com os sobrinhos, também
gosta de humilhar as pessoas com palavras de diminuição.
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| Júnior |
Eu
também vi o Carlos ( Marido da Vera), ele como sempre um cara na
dele, que não fala muito mais é um cara honesto que sempre honra os
compromissos do lar. Fica ali na festa sentado, ouvindo a
movimentação toda, mas sei muito se envolver. Vez perdida faz um
comentário rápido.
Eu já
comecei a beber meu vinho até para me libertar um pouco do peso de
ver aqueles parentes que alguns faziam tempo que nem tinha contato. O
Cláudio se aproximou e veio com gracinha e eu cortei logo e ele saiu
de perto de mim.
Aos
poucos foram chegando o restante dos convidados. O Kilber meu primo
que recentemente tinha deixado a casa da sua mãe Vera, chegou
acompanhado da sal esposa, uma mulher simpática que está muito
feliz ao lado dele. O Kilber sempre foi aquele rapaz boêmio que eu
no passado saia para tomar umas e ele me levava a lugares cultos e
agradáveis de bom gosto. For a nossa divergência de clubes ele
sempre foi o primo que mais me identifiquei.
Depois
forma chegando a Kilvia irmã do Kilber que também era casada. O Tio
Geraldo que é um carismático da Igreja Católico meio fanático.
Que fica sentado de longe só julgando as pessoas. Principalmente sua
mulher Socorro que tem uma visão mais fechada do que a dele e talvez
seja ela que influencie ele.
Sua
filha que é minha prima Karine é casada e tem vários meninos. Não
tenho nada a falar sobre ela, sé que quando ela era pequena eu que a
ensinava a andar, hoje tenho pouco contato com ela.
Eu
estava com a camisa da Sociedade Alternativa do Raul Seixas, enquanto
todos estavam arrumados, eu só de bermuda com uma camisa preta. Ao
meu lado o Junior com sua namorada, que não fala muito, mas sorrir
bastante das brincadeiras que eu e Júnior e Papai fazemos comentando
sobre as pessoas.
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| Assis Alves, Otacilia e Rebeca |
. Meu
pai com seus filhos pequenos; Rebeca e Mateus e sua esposa Otacilia..
Ela uma pessoa boa, mas por causa do remédio controlado que toma
fica meio aérea e meu pai em vez de ajudar fica é fazendo hora com
a cara da própria esposa.
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| Neto Alves e Lucineide |
O Neto e
a Maria Lúcia chegaram tarde. O Neto tinha ido para sua tradicional
missa, mesmo não sendo mais seminarista e estando mais longe da
Igreja. Por sinal ele depois que deixou o seminário virou um pegador
de mulheres. Sossegou agora porque conseguiu um namoro sério com uma
moça que como ele é professora.
Me
esqueci de falar ainda da Tainá uma prima linda. Da Laís filha da
minha Prima Karla. Karla emagreceu muito e está ainda mais bonita.
Fora os pequenos essa é basicamente os remanescentes da família
Alves da capital de Fortaleza. Claro faltaram ainda Regina (tia) que
não quis vim e Tia Cris no Crato onde mora.
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| Maria Lúcia |
Depois
de oferecido o delicioso jantar e quando todos os chegaram começou a
se revelar a brincadeira. Alguém que não fosse participar tirava um
dos papéis na caixa, quem fosse tirado saia da brincadeira, escolhia
antes um dos chocolates exposto na mesa e tirava outro papel, até
ficar o último que levaria a bolada de pouco mais de 135 reais.
Quando
começou a brincadeira eu fiz um trato entre eu papai, lulu, neto e
Otacilia para se um de nós ganhássemos dividirmos ente nós. A
Otacilia é que disse que se ganhasse ficava com tudo para ela. Cada
pessoa que ia saindo, nós comemorávamos, até que saio meu nome e
depois eu tirei a Otacilia e ela o meu pai.
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| Gláuber e Vera |
Ficou só
o Neto e a Maria Lúcia disputando com a Vera , o Gláuber namorado
da Kilvia. Infelizmente a Lulu saiu e tirou o Neto e o Glauber
ganhou.
Foi uma
ideia boa do Júnior que disse que trouxe essa brincadeira da Semas
onde trabalha. Foi uma forma de aproximar os Alves que estavam cada
um no seu canto longe, nos eu grupinho sem se entrosar com os outros.
No final
o Cláudio puxou uma oração de louvor e durante a mesma fez questão
de dizer que o natal era uma festa católica. Nem precisava dizer
isso, pois eu nem religião tenho, como alguns outros ali presente,
mas tudo bem.
Os Alves
são assim estranhos, difíceis de se lidar, mas como toda família
nos momentos de aperto eles ajudam uns aos outros. Meu pai que disse:
família é bom só na hora de tirar retrato. Pode ser verdade, mas o
importante é que o encontro não se perca no esquecimento. A vida é
feita de boas e más recordações. É a vida.









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