Era
17h desse sábado e ainda a dúvida persistia na minha mente. Ir para o Show dos
Aviões do G4 ou vender meu ingresso e voltar para casa? Antes de tudo escolhi
uma roupa para ir, depois fui passar o ferro nela. Havia colocado recarga no
meu Vivo e ganhei um ingresso.
Arrumei-me e sai de casa. Na minha
cabeça estava de descer do ônibus e vender logo o ingresso e voltar para casa.
Nem imaginava, porém quando desci do ônibus e coloquei o pé dentro do terminal,
o que vi foram vários homens vendendo ingresso do show e com um preço de 15
reais; 5 reais a menos que o preço que pretendia vender o meu.
Sai do terminal e fui para frente da
casa de show fica em frente ao terminal do Siqueira, tinha tanta gente por lá
vendendo que já estava revendo minha posição. Era melhor entrar e ver o show,
pelo menos por curiosidade.
Do lado de fora, tinha além dos
vendedores de ingresso, homens vendendo chapéu rósea com o nome “Aviões do
Forró”, muitas mulheres olhavam, analisavam, mas só algumas compravam.
A frente do clube estavam várias
pessoas na venda de bebidas alcoólicas. Resolvi me encostar perto de um muro
baixo e ali comprei uma água mineral. Fiquei olhando as pessoas que se
aproximavam. Como era um clube num bairro popular, as pessoas eram mais
humildes e o grupo de jovens que pareciam pertencer a uma espécie de gangue,
eram muitos.
Você olhava e as pessoas faziam cada
mungango. Dava vontade muitas vezes de rir, porém olhava estranho, achando às
vezes ridículo esse comportamento. Estava demorando a entrar, pois tinha
chegado cedo e o clube abriria 22h, eram pouco mais de 21 horas.
Não estava ali de olho em paquerar
as meninas, já que tinha que entrar, ia para ver a tão midiática banda Aviões
do Forró, meu foco era só mesmo de analisar. Mas aqui acolá olhava para as
mulheres. Eram do tipo mais feia, mais sofredora, que não cuidavam muito da
estética e se deixavam relaxar a ponto de ficarem mal feitas, com barriga
grande, cabelos descuidados.
Algumas das mulheres pecavam no
excesso de maquiagem e com roupas muito brilhosas, que as deixavam mais
estranhas. Dava para ver que eram as famosas “bonitinhas”: que são as feias arrumadas. Gente trabalhadora, esforçada e
com a grande chance de ver uma banda que sempre faz show em locais longe para
quem anda de ônibus e com preços altos.
Comparando, olho para o Kangalha que
fica perto do Shopping Via Sul e tem um preço geralmente de 30 reais para
entrar. Lá o público é mais seletivo. São pessoas que vão para curtir a festa e
paquerar. Diferente de parte das pessoas que estavam neste sábado no G4.
Um show realizado pela Vivo tinha o
objetivo de promover a marca. Pois fora esse, havia mais 07 shows marcados para
o Nordeste.
Quando entrei ainda era 21h35, pois
foram abertos os portões antes do previsto. O público era diminuto, mas mesmo
assim a banda Caviar com Rapadura começou a tocar. Fiquei ali em pé parado
olhando a banda cantar músicas que falavam de amor e misturavam instrumentos
dos mais diversos. Tinha sanfona, percussão, guitarra.
Já tinha ido ao G4 num evento
político há alguns anos atrás, uma casa bastante espaçosa. Com vários bares
espalhados ao redor do espaço. Atrás do palco tinha um espaço com uma grama
onde estavam os banheiros químicos.
Fui comprar mais uma água para beber
e tive dificuldade, pois tinha uma grande quantidade pessoas comprando bebida
num kit. Era gelo, Ron Montilla, cerveja, água dentro de um balde. Fiquei ali
olhando as pessoas, que já estavam empolgadas dançando, umas já bem
embriagadas.
Comecei a trocar olhares com uma
jovem de short jeans. Mas como não estava muito afim de ninguém fiquei na
minha. Mas quando ela saiu para sentar, fui sentar próximo a ela, porém quando
fui perguntar o nome dela, me disse que estava acompanhada. Eu que já observava
há algum tempo, não vi ela com ninguém.
Depois que acabou a Caviar com
Rapadura, deu um breve espaço de tempo e começou a tocar a banda Fina Tonelada
de Pernambuco, que tocava além de pagode, Axé, forró, samba, Funk, Pop. Animei-me
e dancei também. Isso tudo sem beber nada alcoólico e sem ninguém conhecido por
perto.
Depois quando estava dançando
apareceu o Gilardo, meu ex-cunhado e disse que estava com amigos que moravam
perto dele. Ele me convidou para ficar perto deles, porém preferi ficar só
mesmo.
Quando
Fina Tonelada acabou de tocar já era 01h da manhã e o número de pessoas era
enorme. Já não tinha tanto espaço para nada. Houve ainda algumas pessoas
falando em cima do palco. O apresentador Bezerrão, Zequinha Aristides, fizeram
um sorteio de um Celta.
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| Aviões |
01h35
da manhã sobre forte barulho começou a tocar Xandinho e Solange, junto com as
belas dançarinas e os instrumentistas. Onde eu estava era muita gente
empurrando, apesar de estar gostando do show, estava odiando aquela situação,
pois não tinha um minuto de sossego. Gente passando e todo momento te
empurrando.
Um cara me encarou e já vinha brigar
comigo, falei a ele que as pessoas estavam empurrando e que esbarramos sem
querer. Depois me afastei dele. Fui ao outro lado. Sei que aconteceram outras
coisas na festa, porém não vou me deter muito, cansado de digitar, ufa!
O show acabou 04h, sai 03h30 e
entrei no terminal. Estava na parada do Siqueira/Mucuripe quando uma multidão
invadiu o terminal sem pagar. Achei aquilo uma selvageria. Fiquei irritado,
parecia um bando de animais selvagens.
Depois começou um briga dentro do
terminal, socos, pontapés. Os poucos guardas municipais presentes conseguiram
acalmar a situação, mas estava esperando a policia entrar no terminal, pois
parecia que tinha gente armada.
A polícia chegou e depois as coisas
foram melhorando. Tinha um casal dormindo no começo da parada onde eu estava.
Depois foram levantados por outras pessoas. Quando o ônibus chegou 05 horas da
manhã estava já exausto, apesar de não estar com sono, devido não está bêbado,
como algumas pessoas que vomitavam. Foi uma noite perigosa.

2 comentários:
kkkkkkkkkkkkk...minha nossa Senhora! Muito mais saudável e tranquilo foi o pré carnaval na praia de Iracema! Cuida melhor desses teus fins de semana , menino! kkkk bjin e boa sorte da próxima vez!
Gostei do relato intimista e sincero sobre a sua experiência na festa. Melhor trabalhado, poderia virar um conto e dos bons!
O título sensacionalista é que ficou meio fora do tom. Não entendi também às críticas à campanha da Vivo, você poderia tê-las deixado de lado ou ter feito outro texto falando apenas sobre esse tema. Os cambistas são uma triste realidade de todos os eventos culturais em Fortaleza.
Que pena que você levou um fora da gata de "short jeans". Eu tava lendo aqui e torcendo para você se dar bem! Rsrsrs!
Uma ótima semana e parabéns pelo blog!
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