O
dia de ontem tirei para participar de eventos: Palestras, lançamento de
livro e ajudar amigos. Um dia bastante agitado, mas que sei ao final
me proporcionou um retorno compatível com o esforço gasto em caminhadas e
dentro de ônibus. De manha cedo estava chovendo muito, por isso fiquei
dormindo um pouco mais (afinal estou de férias do trabalho), me
levantei as nove horas para ligar para minha amiga Sabrina que mora em
Pentecoste e esta em Fortaleza atrás de emprego.
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| Robert K Logan |
Durante
amanha lhe ajudei e a seu amigo que veio de Itapagé para procurar
emprego; eles estavam meio perdidos, sem saber por onde começar. Se
encontramos na Praça do Ferreira em frente ao DUDAs no meio de uma
chuva torrencial. Primeiro os levei a uma empresa de cobrança que estava
precisando de atendente de caixa. Depois fomos ao Centro Cultural BNB,
mostrei a eles como poderiam ver os classificados, acessar internet
grátis, ver filmes, estudar e ainda curtir a programação cultural.
Almocei
no DUDAs e fui comprar o ingresso para o jogo do Ceara, ainda fiquei um
pouco no SESC Centro e quando deu 14:15 comecei a caminhada ate a
avenida Aguanambi no Espaço O Povo, onde vi a Palestra com Robert K
Logan físico e professor emérito na universidade de Toronto e
estudioso de Marshall Mcluhan teórico de comunicação.
Ao
chegar fui recebido por uma jovem que checou meu nome na lista de
presença. Afinal 24 horas antes de começar a palestra, já haviam acabado
as vagas pela internet. Outra mulher me pediu a identidade para que
pudesse me dar um aparelho de tradução do Instituto de Tradução e
Interpretação. Como não estava com o documento requerido, foi difícil
ela me ceder o aparelho em troca de minha carteira estudantil 2012.
Segunda ela, houve casos que pessoas levaram o aparelho embora.
O
ambiente estava dividido em dois espaços, um com o sistema de som e a
exposição com o livro do autor e outro onde seria a palestra. O espaço e
bem pequeno, para 70 pessoas no máximo. Antes de começar a palestra as
pessoas ficavam conversando, algumas estudantes do mesmo curso, outros
profissionais do jornalismo. Uns preferem conversarem pé. Segundo uma
colega, fazem isso para chamar atenção.
O
próprio palestrante já passou no meio de nos e cumprimentou as
pessoas, se esforçando com um português meio arranhado. A palestra
marcada para as 15:00 somente começou as 15:40. Na abertura foram
apresentados os alunos de Pós Graduação da UFC a qual a aula inaugural
era dedicada em primeiro lugar, claro tínhamos nós estudantes de
comunicação social. A palestra uma parceria com diversas universidades
no Brasil.
Aqui você ver trechos da palestra de Robert K Logan: O
que aprendi primeiro de McLuhan e que o meio e a mensagem. Queria
estar no meio de vocês. Quando se escreve você esta codificando as
palavras. Quando lê esta decodificando. Enquanto conversava com McLuhan
no momento das refeições, nos construíamos artigos. Ele era um cara
divertido e gostava de contar piadas. Estudava com muitas pessoas
diferentes e que para entender a comunicação precisava saber um
pouquinho de cada área.
Um meio não e passivo, tem vida própria. Cada um dos meios cria novas
formas de como as pessoas vão viver o mundo. Para aprender, para ser
educado tem que interagir com a informação. Diante da TV você fica
passivo. O dinheiro melhora o comercio e torna obsoleto as trocas e
tira do passado a necessidade de buscar por algo, como a caca, quando
as tribos preservam a comida através do consumo conspícuo. Hoje quando
se tem dinheiro quer se gastar. O dinheiro torna o comercio mais rápido.
A
mídia que McLuhan mais usava era o jornal, depois o radio e também a
escola. Ela ensinava pontualidade, assiduidade e obediência, para se
adequar a revolução industrial. A escola deveria ensinar a fazer
perguntas. Existia uma relação com o software, mesmo antes da
informática, com o cérebro. A inteligência artificial e uma tentativa
de se chegar a isso. O software torna obsoletas as pessoas que são de
uma maneira linear, sem imaginação. Vão se tornar pessoas que não
pensam pro si próprio e tornam-se dependentes. Não se pode falar sem as
imagens.
McLuhan
disse coisas que as pessoas tenderam a rotulá-lo por isso. Ele dizia
que o especialista era inútil. Tinha o interesse de ver como muita
coisa se junta para produzir um efeito. McLuhan fala sobre três eras: a
primeira oral, depois a escrita e por ultimo a elétrica. Com a
eletricidade a comunicação se descentraliza, não existe mais centro
único de poder. Quando se combinam dois sistemas eles se tornam mais
forte, do que separadamente.
O
usuário e o conteúdo. O aprendizado através do que cada um interpreta.
McLuhan tinha um viés antiacadêmico. Os especialistas se achavam como o
monopólio do pensamento, para McLuhan a solução vem de vários meios. A
informação reduz a quantidade de certeza. Quando num sistema o
conjunto de componentes se organizam, criam algo de novo. Não da para
prever se vira um outro sistema que vai superar a internet. As mídias
estão convergindo e tem que saber interagir entre si.
Com
o fim da palestra de Robert K Logan fui caminhando ate a Faculdade de
Direito da UFC em frente a praça da bandeira para ver o debate: Mídia e
Privatização no Brasil com o lançamento do livro a Privataria Tucana
do jornalista Amaury Ribeiro Jr. Para o debate veio a Fortaleza o
deputado federal Protogenes Queiroz. Ele falou que além do PC do B e do
PT, assinaram a CPI da Privataria alguns deputados de oposição do PSDB
e do DEM, foram 308 assinaturas.
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| Protogenes Queiroz |


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