Depois de uma queda
para a Série B, o time começou o ano de 2012 com um discurso moderado. O
Presidente
Evandro Leitão se licenciou do cargo em dezembro de 2011, segundo ele para
dar uma respirada. Robinson de Castro assumiu e enfatizou o objetivo do Ceará
no ano, ser bi campeão cearense.
Ao ser questionado sobre o acesso tratou logo de sair pela
tangente e se esquivou de dizer algo. Dai você já tinha certa noção de que
alguma coisa não estava bem clara dentro do clube.
Depois o time
começou as atividades sobre o comando do velho soldado alvinegro: Dimas
Filgueiras. As vitórias apertadas e nada conviventes e a derrota no primeiro
clássico rei de virada para o arquirrival o Fortaleza pelo placar de 2 x 1 foi
a gota d água para a torcida. Veio Lula Pereira comandar a equipe e também não
durou muito no comando alvinegro, mesmo classificando o time na Copa do Brasil
e vencendo o Ferroviário, a torcida acostumada a jogar na Série A e enfrentar
grandes clubes estava bem mais exigente.
Além disso o
imbróglio sobre Mota começar a participar do time ia chateando mais a nação
alvinegra. Depois que PC Gusmão chegou e Mota pode finalmente estrear, o time
que estava a 11 pontos do Fortaleza deu uma arrancada surpreendente de 7
vitórias até conquistar o titulo estadual de 2012.
Apesar dos títulos os problemas continuaram. Felipe
Azevedo artilheiro da equipe no ano até a final do estadual foi para o
Sport Recife na Primeira Divisão. Michel já tinha saído no começo do ano para
jogar no Vitória da Bahia e Osvaldo que acabou o contrato ainda em dezembro de
2011 foi jogar no São Paulo.
Mesmo com os
problemas a torcida lotou o estádio no primeiro jogo da Série B no Estádio
Presidente Vargas e na ressaca do titulo o time perdeu por 2 x 1 para o América
MG. Depois vieram mais derrotas e empates e o time chegou a figurar na zona de
rebaixamento da Série B. Alguns saíram e outros chegaram e o Ceará teve uma
evolução chegando à sétima colocação há 05 pontos do G4. Porém várias
contusões, suspensões foram minando a força do grupo. João Marcos e Juca, por
exemplo, só começaram a jogar depois da 13° rodada, foi quando o time encaixou.
Depois perdeu
Romário, Ewerton e Potiguar. Fernando Henrique e depois Adilson falharam
bastante no gol alvinegro. Quando Magno Alves chegou o time caiu mais ainda.
Coincidência ou não, depois da chegada do Magnata foram 6 derrotas, um empate e
uma vitoria apenas, o time já não marca a mais de seis rodadas.
A quem diga que
essa não subida do vozão esse ano foi devido mesmo aos erros já na Serie A do
ano passado. Contratações caras e em excesso de posições como de centroavante
(tinha Roger, Marcelo Nicácio e Washington na mesma posição) na zaga (Fabrício,
Erivelton, Edmilson, Kleber, Daniel Marques, Thiago Mathias, etc.) e nos
volantes (Michel, João Marcos, Juca, Careca, Heleno, Rudney, etc.) e a falta de
jogadores em posições essenciais como ter apenas um lateral direito Boiadeiro.
Além
disso, o time se desfez de lideranças importantes como o experiente Geraldo
(G10) e o atacante Iarley. Wagner Mancini não conteve as panelinhas dentro do
elenco e o time foi caindo pelas tabelas, apesar de ter feito um bom primeiro
turno e terminando entre os 12 primeiros que lhe garantiria na Sulamericana até
aquele momento.
Depois de muitos empates e fracas
apresentações o Ceará dispensou o treinador e trouxe Estevam Soares que segundo
o Presidente Evandro Leitão estava arrependido de tê-lo demitido em 2010 na sua
primeira passagem em Porangabussu. E o arrependimento deve ter sido duplo, pois
o time colecionou derrotas e ai saiu Estevam entrou Dimas que já havia salvado
o Ceará em ano anterior, porém faltavam sete rodadas e o time não ganhava em
casa e acabou mesmo caindo.
Agora o que
esperar de 2013?. Tem Nordestão, Cearense, Copa do Brasil, Brasileiro Série B.
Um ano recheado de competições. Será mesmo Ricardinho o treinador? E o Penta
Campeão Edmilson Coordenador? Eu pessoalmente acharia uma boa, já que devemos
apostar em novas figuras, com idéias capazes de oxigenar o elenco. E também
deveria ser um time regional, faria bastante sucesso. Esperar para ver.
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