Outro dia vinha conversando com meu irmão, Neto Alves,
e falávamos como em outros países do mundo as pessoas estavam deixando de
lado o carro e voltando para a bicicleta. Eram os países desenvolvidos que
estavam largando conceitos vividos na década de 50, 60 e 70, onde eles
desfilavam com seus carrões e nele identificavam seu estado de poder.
Como a
industrialização fazia tanto a economia dos EUA como a da Europa prosperar,
o reflexo vinha na sociedade e no poder do jovem. Hoje, com a crise
econômica mundial, os conceitos nesses países vão mudando.
A Super
Interessante, na sua versão online, trás uma reportagem falando sobre o Fim
da Propriedade.
Não seria mais
prioridade ter carro, mas ter dinheiro para se divertir, viajar, investir nos
estudos. Segundo a reportagem, de 2001 a 2009, os jovens dirigiram 23% menos, andaram
24% mais de bicicleta, 16% a pé e 40% de transporte público nos EUA. Mesmo
aqueles com renda familiar acima de US$ 70 mil anuais dobraram seu gasto com
transporte público de 2001 a 2009.
Seria
como dizem os japoneses, o kuruma banare, termo que personifica quem
dirige menos. Os jovens também preferem morar com os pais por mais tempo.
Na contra mão disso tudo vemos aqui no Brasil,
com um atraso considerável de cerca de meio século, a ascensão social
de jovens que acreditam que com o carro e dinheiro se pode conquistar as
mulheres com mais facilidade. Aqui no Nordeste temos isso vinculado fortíssimo.
O
cara chega com o seu carro pancadão, encosta perto de um bar e coloca uma
garrafa de Whisky de RS 160,00 em cima da mesa demarcando posição.
Segundo
a reportagem, o desejo da nossa geração, (excluindo, claro, o processo dos
países emergentes que, no momento, estão em busca de chegar ao topo) é trocar um dinheiro que
seria gasto com carro e casa é repartido em cursos (o principal motivo
para americanos não saírem de casa é que estão pagando o financiamento da
universidade), viagens (jovens fazem 190 milhões de viagens internacionais e,
segundo a ONU, isso vai subir para 300 milhões em 2020), shows de música (de
1999 a 2009, a venda de ingressos nos EUA subiu de US$ 1,5 bilhão para US$ 4,6
bilhões), jantares, espetáculos bacanas, saltos de pára-quedas... O jovem urbanita não precisa necessariamente de um carro
para sair azarando, mas de um smartphone para saber onde se dará bem e de um
táxi ou transporte público para chegar até lá.
Aqui no Brasil a indústria
automobilística está em 3° lugar no ranking mundial. Temos um país com cidades
com suas vias urbanas cada vez mais engarrafadas.

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