Os noticiários do mundo todo trazem hoje a despedida do papa Bento
XVI do seu cargo de chefe máximo da Igreja Católica. Foram oito anos
no poder, e agora ele vai se recolher em Castel Gandolfo, onde vai passar
alguns meses antes de ir para um convento.
No seu lugar vai
ficar o carmelengo, cardeal Tarcísio Bertone, que fará o
processo de escolha do novo papa.
Agora a cadeira mais importante da Igreja Católica ficará assim a
partir de amanhã, vazia, em busca de um homem menos rigoroso com dogmas e mais
aberto ao dialogo com o novo mundo que surge pela frente, com novos desafios a
cada dia.
Ser papa, não deve ser nada fácil.
Além de falar diverso idioma tem de se cumprir uma rotina rigorosa de
trabalhos, com audiências públicas e particulares com segmentos dos mais
diversos do mundo todo, além é claro de viagens de evangelização em eventos em
muitos países.
O Papa que deixa hoje o comando de
tudo era um intelectual a altura dos questionamentos do mundo contemporâneo,
porém não mudou uma vírgula para ajudar as pessoas que tem seus direcionamentos
diferentes, como no caso os homossexuais.
Como ficará a mais tradicional
religião do mundo daqui para frente? Não sei, realmente fica a grande duvida,
pois onde tem mais católicos no mundo no caso o Brasil, o rebanho está
decrescendo. Entre 1991 e 2009, caíram 14,91% de adeptos, enquanto os
evangélicos subiram 2,35%, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em
2011.
Claro que estamos em 2013 e muita
coisa mudaram. Porém se os evangélicos conseguiram muitos frequentadores graças
aos grupos neo-pentecostais, os grupos carismáticos católicos,
no período de Bento XVI foram enfraquecidos pelo rigor doutrinário.
Não existe mais saída para
radicalismos no mundo atual, pois as pessoas gostam de ser mais ouvidas e de
ter suas opiniões respeitadas. Para hoje se ganhar mais fiéis deve se
entrar em contato com o que realmente sente cada um e tentar ter uma Igreja
Católica mais acolhedora e menos palmatória do mundo.

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