Os que ajudam aos outros para ajudarem a
si próprios
Hoje
quem conhece Francisco G., 73 anos, advogado e professor de Francês, não
imagina como foi o passado deste homem, já se passaram 29 anos da última vez em
que ele tomou um gole de bebida alcoólica.
“Quando tomei o
primeiro gole de caipirinha só tinha 15 anos e queria me aproximar das garotas,
foi algo que fiquei doido, senti uma baita liberdade. No meu tempo eu ia para
as tertúlias, festas de São João, aniversários.” relembra Francisco G.
As histórias da maioria dos membros dos Alcoólicos
Anônimos (A.A.) são parecidas. Beber para espantar a timidez e ser mais
sociável, porém quando se percebe, já está se bebendo todos os dias e com um
comportamento alterado, cometendo atitudes que nem se imaginava aquela pessoa
cometer sóbria.
No Brasil os “binge drinking” (bebedores excessivos), são 32,4 %
homens e 10,1% mulheres, que relatam pelo menos uma vez por semana ter bebido
de forma descontrolada. Segundo relatório de dezembro de 2012, da Organização
Mundial de Saúde (OMS). Para esse relatório 2,5 milhões de pessoas morrem por
ano devido ao álcool no mundo todo.
Vasco, 42 anos, corretor de imóveis se lembra
de que quando bebia, fazia muito sua esposa sofrer. “Em diversas
vezes em discussão eu pedi para ela ir embora e a bebida me levou à miséria,
sem ter até roupa para vestir. Pedia dinheiro emprestado e não pagava, tirava
dinheiro da minha esposa para beber, pedia dinheiro à minha mãe dizendo que era
para uma coisa e na verdade era para beber. Uma profunda desonestidade que eu
vivia.”
O alcoólatra não percebe por si só
que tem problemas com a bebida, por isso é necessário que os parentes
frequentem instituições como o Al-Anon, onde eles aprendem que a família toda
deve ser ajudada para obter a recuperação do alcoólico.
Nos 12 passos do A.A., os membros vão conhecendo como
viver com essa doença, já que não tem cura e o tratamento é durante a vida
inteira. Primeiro eles se reconhecem impotentes diante da bebida, depois vem a
entrega a um poder superior e posteriormente se faz um inventário pessoal da
própria vida e dos erros cometidos contra as outras pessoas.
“Durante a minha
bebedeira, perdi vários empregos, comecei a ter apagamentos repentinos e
chegava à minha casa sem saber o que tinha acontecido e outras vezes tinha
tremedeira no corpo, eu chorava e quando menos eu esperava estava tentando me
matar” relata Francisco G.
Participantes do Grupo Assunção de Alcoólicos Anônimos,
que existe desde 1974, os dois vão todos os domingos a noite participar da
reunião semanal. Lá eles falam da sua estória de vida e ouvem os outros membros
contarem também seu testemunho. Dessa forma descobrem que não estão sós nessa
recuperação.
Para muitos dos membros só buscam ajuda quando já estão
no “fundo do poço” e não tem mais aonde ir, pois a família não aguenta mais.
Foi o caso de Francisco G., que tinha medo só de falar no nome A.A. Mas por
meio de um convite, depois de uma bebedeira num Encontro de Casais com Cristo,
foi para uma reunião e começou a perceber como sua vida estava destruída
moralmente.
“Foi quando recebi
uma carta com as doze perguntas do AA. Mas eu escondia a carta da minha
família, pois eu tinha medo de parar de beber. Eu achava que as pessoas tinham
inveja da minha vida, mas na verdade eu que tinha inveja da vida delas. Apenas
temos que parar de beber por 24 horas e levar isso para outras pessoas. A
partir do momento que eu parei de beber as pessoas começaram a notar que eu
estava diferente e melhor.”
O lema do A.A é: “Se
seu caso é beber o problema é seu, se seu caso é parar de beber o problema é
nosso”. Dessa forma a Irmandade já tem 116 mil grupos e mais de 2 milhões de
membros no mundo, em mais de 150 países. No Brasil são cerca de 6 mil grupos.
No Ceará existem 430 grupos e em Fortaleza 230 grupos. Nesse ano o A.A. Ceará
completa 45 anos de vida.
Francisco G. e Vasco contam que hoje fazem coisas que
antes nunca imaginavam fazer como ir ao cinema com suas esposas, praticar
esportes, tomar um sorvete e equilibrar as finanças.
Em uma pesquisa realizada pelo
Sistema de Informação Sobre Mortalidade (Sim) do Ministério da Saúde em 2012
mostra que o Ceará é o segundo Estado com mortes no Brasil devido ao álcool,
são 0,77 mortes por cada 100 mil habitantes. Em cinco anos no Brasil 31.118
perderam a vida por causa de bebida.
Uma
última pesquisa realizada em fevereiro deste ano pelo Ministério da Saúde
aponta que 21% dos acidentes de trânsito no Brasil é devido ao alcoolismo e foi
realizado em 71 hospitais que fazem atendimento de urgência e emergência no
SUS.
No
AA a 11° tradição prega que o membro deve se sentir atraído e não vir por causa
de promoções. Mas há os padrinhos, que acolhem - se preciso, em sua própria
residência -, orientam e dão apoio aos novatos dentro da instituição. Um
alcoólico ajuda o outro para ajudar a si próprio, pois assim, dizem os membros
da Irmandade, sentem-se menos tentados a ter uma recaída. Como o professor que
consolida e aprofunda seus conhecimentos do tema ao passar o conteúdo para o aluno.
A 12° tradição fala do anonimato como alicerce espiritual das tradições do AA.
Pois a família do dependente prefere assim para evitar o estigma social que é
ter um alcoólatra em seu seio. O
alcoolismo é doença, segundo a OMS, e mata mais que a aids, a violência e a
tuberculose. Doença que provoca a desintegração do núcleo familiar em seu nível
mais agudo.
Bebida não é remédio
Segundo pesquisa realizada pela
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o AA não funciona para alcoólatras
com problemas psiquiátricos, pois as chances de uma recaída são grandes, é
recomendado que o dependente se utilize do procedimento de Psicoterapia e
remédios, ao invés de simplesmente frequentar as reuniões da instituição. Ainda
segundo o estudo, a proporção de pessoas que largam o vício após começar a
frequentar as reuniões é quase igual à de quem consegue largar a bebida por
conta própria, sem ajuda externa. Neste estudo, das pessoas que frequentam o AA
duas vezes por mês, 45% permanecem abstêmios por seis meses, período mínimo
para que o tratamento seja considerado de sucesso, mas menos de 19% mantêm a
assiduidade exigida.
De acordo com este estudo, muitos
dependentes abandonam as reuniões devido ao clima “pesado”, deprimente das
mesmas, onde os alcoolicos dão depoimentos e contam sua história sobre as
consequências do vício para suas vidas, algo que pode incomodar pessoas mais
sensíveis.
Muitas pessoas procuram a bebida para
vencer a timidez, o TOC, a insegurança, o medo de falar em público, as fobias
sociais e a depressão, doenças e comportamentos que o uso crônico do álcool
supostamente ajuda a combater, mas que serve como medida paliativa. Como um
placebo.
O início do AA
O
A.A. é uma instituição que surgiu em 1935 nos EUA, época da Grande Depressão,
nasceu do encontro de um corretor de imóveis de nome Bill W. e de um
médico-cirurgião chamado Dr. Bob S., a Irmandade se utiliza do anonimato de
seus membros e uma abordagem fraternal e solidária para vencer a praga mundial
que é o alcoolismo.
Bill era um alcoólatra recuperado,
graças ao Grupo Oxford, uma sociedade evangélica liderada pelo clérigo
episcopal Dr. Samuel Shoemaker. Com a ajuda de seu velho
amigo, Ebby T., Bill havia conseguido a sobriedade aos 39 anos através de um tratamento
à base de barbitúricos e de beladona ("purga e vômito") e
vinha mantendo sua recuperação. Bill estava fazendo uma experiência com outros
alcoólicos, apesar do fato de nenhuma de suas "cobaias" haver se
recuperado.
Quando finalmente o Dr. Bob e Bill se
conheceram, o encontro produziu no Dr. Bob um efeito imediato e surpreendente. Eles
haviam combinado que sua conversa seria de 15 minutos, mas durou horas a fio,
que foi considerada o marco fundador do AA, pois o Dr. Bob saiu desta reunião
curado de seu alcoolismo. Desta vez encontrava-se cara a cara com um
companheiro alcoólico que havia conseguido deixar de beber. Bill, o grande guru
do movimento, insistia que o alcoolismo era uma doença da mente, das emoções e
do corpo. Essa importante descoberta fora-lhe comunicada pelo Dr. William D.
Silkworth, do Hospital Towns, de Nova
Iorque, instituição em que Bill fora internado várias vezes nos tempos de
bebedeira. Apesar de médico, o Dr. Bob não tivera conhecimento de que o
alcoolismo era uma doença crônica. Dr. Bob acabou convencido pelas ideias
contundentes de Bill e logo alcançou sua sobriedade, nunca mais voltou a beber.
O sucesso da experiência com o Dr. Bob levou Bill à conclusão de que
convencendo outros a se manter longe do álcool, fortalecia sua convicção de que
podia se manter permanentemente sóbrio. Este foi o grande insight de Bill e a ideia que estabeleceu a base do método
posteriormente aplicado pela Irmandade, que se tornou padrão em todo o globo
para tratar diversos vícios.
Ambos começaram a trabalhar imediatamente com
os alcoólicos internados no Hospital
Municipal de Akron. Como conseqüência de seus esforços, logo um paciente
alcançou a sobriedade. Apesar de ainda não existir o nome Alcoólicos Anônimos,
esses três homens constituíram o núcleo do primeiro Grupo de A.A., que ainda
não tinha nome. No outono de 1935, o segundo Grupo foi tomando forma
gradualmente em Nova Iorque. A casa de Bill, em Clinton Street,
em Brookling, Nova Iorque,
tornou-se o local sagrado da instituição e das suas reuniões durante alguns
anos, até a família de Bill ser despejada e obrigada a viver em condições
provisórias ou em quartos emprestados. O terceiro Grupo teve início em Cleveland, em 1939. Havia-se gasto
mais de quatro anos para conseguir 100 alcoólicos sóbrios, nos três Grupos
iniciais.
Em princípio de
1939, a Irmandade publicou seu livro de texto básico, Alcoólicos Anônimos. Que depois deu nome ao movimento. Neste livro,
escrito por Bill, o cérebro por trás da organização do Grupo, expunha-se a
filosofia e os métodos de A.A. A essência
do método dos famigerados Doze Passos de recuperação foi publicada depois no
livro Doze Passos e Doze Tradições,
de 1953. A partir daí, o A.A. desenvolveu-se rapidamente. Os Doze
Passos representam as doze fases para a cura
do alcoolismo, influenciando na criação de outra entidades que combatiam vícios,
tais como o tabagismo, o sexo, o jogo,
as dívidas, drogas, neurose etc.
Também em 1939, o Cleveland Plain Dealer publicou uma série de artigos sobre
Alcoólicos Anônimos, seguida por alguns editoriais muito favoráveis. O Grupo de
Cleveland, composto por uns 20 membros, logo se viu tomado por incontáveis
pedidos de ajuda. Os alcoólicos que chegavam, logo após algumas semanas de
sobriedade, eram encarregados de trabalhar com os novos casos, como “padrinhos”
dos novos membros, segundo a doutrina de Bill assim eles solidificavam sua
sobriedade. Também podiam se tornar voluntários e ajudar a instituição de
outras formas. Com isso, deu-se ao movimento uma nova orientação, e os
resultados foram fantásticos. Passados poucos meses, o número de membros de
Cleveland havia crescido para 500. Pela primeira vez havia evidências de que a
sobriedade poderia multiplicar-se em massa.
Enquanto isso, o Dr. Bob e Bill haviam
estabelecido em Nova Iorque, em 1939, uma Junta de Custódios para ocupar-se da
administração geral da Irmandade recém-nascida. Alguns amigos de John D. Rockefeller,
Jr., o milionário e filantropo estadunidense, integravam esse conselho, junto
com alguns membros de A.A. Deu-se à Junta a alcunha de Fundação Alcoólica. No
entanto, todas as tentativas de se conseguir maiores quantias de dinheiro
fracassaram porque Rockfeller havia chegado à conclusão prudente de que grandes
somas poderiam atrapalhar a nascente Irmandade. A contribuição dada pelo
empresário era de apenas trinta dólares por
semana, pois achava que o dinheiro poderia corromper os A. A., uma organização
que tanto o impressionara. Apesar disso, a Fundação conseguiu
abrir um pequeno escritório em Nova Iorque para responder aos pedidos de ajuda
e de informações, e para distribuir o livro de A.A., um empreendimento, diga-se
de passagem, que havia sido financiado principalmente pelos membros de A.A.,
graças às contribuições de pequenas somas em dinheiro que os membros da
Irmandade davam em suas reuniões, prática ainda utilizada nos dias de hoje.
O
livro e o novo escritório logo se revelaram de enorme serventia. No outono de
1939, a revista Liberty publicou um
artigo sobre Alcoólicos Anônimos e, como conseqüência logo chegaram ao
escritório cerca de 800 prementes pedidos de ajuda. Em 1940, Rockfeller
organizou um jantar para dar divulgação à A.A., ao qual convidou muitos de seus
ilustres amigos nova-iorquinos. Esse acontecimento provocou outra onda de
pedidos de ajuda. Cada pedido era respondido com uma carta pessoal e um pequeno
folheto informativo. Além disso, fazia-se menção ao livro Alcoólicos Anônimos e logo começou-se a distribuir numerosos
exemplares do livro. Ao final do ano, A.A. já tinha 2.000 membros.
Foi publicado então, em março de 1941, no Saturday Evening Post, um memorável
artigo sobre o Alcoólicos Anônimos e a reação foi encorajadora para os membros
da instituição. No final daquele ano o número de membros subira para 6.000 e o
número de Grupos multiplicara-se proporcionalmente. A Irmandade crescia a
passos largos por todas as partes dos EUA e Canadá.
Em 1950, já havia
no mundo inteiro perto de 100 mil alcoólicos em recuperação. Por mais
impressionante que tenha sido esse desenvolvimento, a década de 1940 a 1950 foi
de grande incerteza. A questão essencial era se todos aqueles alcoólicos instáveis
poderiam viver e trabalhar juntos em seus Grupos. Esta pergunta ainda pairava
sem resposta. Manter correspondência com milhares de Grupos relativamente a
seus problemas particulares chegou a ser um dos principais trabalhos do
escritório de Nova Iorque.
Não
obstante, no início de 1946, já era possível tirar algumas conclusões bem
razoáveis sobre as atitudes, costumes e funções que se ajustariam melhor aos
objetivos de A.A. Esses princípios, que haviam surgido a partir das árduas
experiências dos Grupos, foram codificadas por Bill, sendo hoje conhecidos pelo
nome de As Doze Tradições de Alcoólicos
Anônimos. Em 1950, o caos dos anos anteriores quase havia desaparecido.
Havia-se conseguido enunciar e por em prática, com êxito, uma fórmula sustentável
para a unidade e o funcionamento do A.A.
Durante essa agitada década, o Dr. Bob
dedicava seus esforços ao assunto da hospitalização dos alcoólicos e à tarefa
de persuadi-los sobre os princípios de A.A. Os alcoólicos chegavam em grande
número a Akron para obter cuidados médicos no Hospital Saint Thomas, uma instituição administrada pela Igreja
Católica. O Dr. Bob se integrou ao corpo médico desse hospital e ele e a irmã
Ignatia, que ajudava os doentes dando-lhes conforto espiritual, prestaram
cuidados médicos e indicaram o programa a cerca de 5.000 alcoólicos internados.
Após a morte do Dr. Bob, em 1950, a irmã Ignatia seguiu trabalhando no Hospital da Caridade, em Cleveland, onde
contava com a ajuda dos Grupos de A.A. locais e onde outros 10.000 alcoólicos
internados encontraram Alcoólicos Anônimos pela primeira vez. Esse trabalho foi
um grande exemplo de boa vontade, que permitiu comprovar que método do A.A.
cooperava eficazmente com a medicina e a religião.
Naquele ano, Alcoólicos Anônimos realizou em
Cleveland sua primeira Convenção Internacional. Nessa Convenção o Dr. Bob fez sua
última aparição perante a Irmandade e, em sua fala de despedida, se deteve na
necessidade de se manter simples o programa de A.A. Junto com os outros
participantes, ele viu os Delegados aprovarem entusiasmados As Doze Tradições de A.A., para uso
permanente da Irmandade em todo o mundo. Faleceu em 16 de novembro de 1950, de
câncer de cólon. Seu nome completo era Robert Holbrook Smith.
No ano seguinte, ocorreu outro acontecimento fundamental
para a Irmandade. As atividades do escritório de Nova York haviam sido
grandemente ampliadas e passaram a incluir trabalhos de relações públicas,
conselhos aos novos Grupos, serviços em hospitais, nas prisões, e cooperação
com outras agências no campo do alcoolismo. Houve uma grande expansão do serviço
prestado pelo A.A. à sociedade. O escritório também publicou livros e folhetos
"padrão" de A.A. e supervisionava a tradução dessas publicações para
outros idiomas. A revista de distribuição internacional A.A. Grapevine já tinha uma grande circulação. Essas atividades, e
outras mais, se tornaram indispensáveis para A.A. em sua totalidade.
A primeira reunião
mundial de membros de AA deu-se em 1951, e a
partir dessa assembleia ficou assegurado o funcionamento global de A.A. para o
futuro. Nesta
época, Lois Burnham, mulher de Bill, fundou o Al-Anon, baseado em suas
experiências como parente de um ex-alcoólatra. O Al-Anon é uma entidade
que tem o intuito de prestar assistência aos familiares dos alcoólicos.
A segunda
Convenção Internacional do A.A. teve lugar em Saint Louis, em 1955, comemorando
os 20 anos da Irmandade. Nesse momento a Irmandade Alcoólicos Anônimos atingiu
sua maioridade.
No dia 24 de
janeiro de 1971, Bill, ou William Griffith Wilson, faleceu de pneumonia e
enfisema em Miami Beach, Flórida, onde, sete meses antes, pronunciara diante da
Convenção Internacional do 35º aniversário da Irmandade suas últimas palavras
aos companheiros de A.A.: "Deus os bendiga, a vocês e a Alcoólicos
Anônimos, para sempre." Bill, que chegou a mendigar para beber, havia se
convertido em uma figura mítica, tendo sido convidado para ser capa da revista Time (que recusou) e inspirado uma premiada
peça Off-Broadway.
O A.A. se tornou
uma Irmandade mundial, superando barreiras de raça, credo e idioma. O A.A. foi
o precursor do movimento de autoajuda, muito comum nos dias de hoje, e de
muitas organizações que utilizam sua filosofia e seus métodos.
Saiba mais
Na
internet o A.A. atua com sites.org sem fins lucrativos e com a finalidade de
serviços. Não existe a participação em redes sociais, devido a 11° tradição que
visa manter o anonimato dos membros. Mas o A.A. tem reuniões online de áreas e
comitês do JUNAAB (Junta de Serviços Gerais do A.A no Brasil) por meio de texto
e vídeo conferências. As reuniões são um complemento da etapa presencial e
visam também a 7° tradição que fala sobre as contribuições para manter o grupo.
O Ceará é o pioneiro no Brasil nas
reuniões de ex- alcoólatra online, o Grupo Terra da Luz, surgiu em 2006 e
realiza por meio de um programa chamado Conferece, reuniões de voz, onde
ninguém é obrigado a se identificar e nem pagar taxas. Começou atingindo o
público Nordestino, hoje está em todo o Brasil e países de língua Portuguesa e
a única exigência para entrar, é o desejo de parar de beber.
“Os Doze Passos (para os Alcoólicos
Anônimos) são:
1. Admitimos que éramos
impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas
vidas.
2. Viemos a acreditar
que um Poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.
3. Decidimos entregar
nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.
4. Fizemos minucioso e
destemido inventário moral de nós mesmos.
5. Admitimos perante
Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas
falhas.
6. Prontificamo-nos
inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
7. Humildemente rogamos
a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.
8. Fizemos uma relação
de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os
danos a elas causados.
9. Fizemos reparações
diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando
fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem.
10. Continuamos fazendo o
inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
11. Procuramos, através
da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma
em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a
nós, e forças para realizar essa vontade.
12. Tendo experimentado
um despertar espiritual, graças a esses Passos, procuramos transmitir essa mensagem
aos alcoólicos e praticar esses princípios em todas as nossas atividades.”
Por Carlos Emanuel/ Roberto Eduardo





Nenhum comentário:
Postar um comentário