Como
o novo Imperador D. Pedro I, começou a centralização do poder no Brasil, muitos
movimentos contra o poder central surgiram em vários lugares. Um deles em
especial representa a nossa região Nordeste, a chamada Confederação do Equador
que em 1824 no mesmo ano da promulgação da primeira constituinte brasileira
tentou proclamar a sua independência.
De certa forma esse movimento queria dar asas para uma região que foi por
muitos anos esquecidas, das políticas públicas brasileiras, até a chegada do
governo Lula no Brasil que melhorou um pouco, mas ainda falta muito claro.
Porém vale lembrar que a briga naquele momento era por poder dos produtores do
açúcar e do algodão do norte contra o monolítico sul. Na própria bandeira da
Confederação se observa a união dos dois principais produtos que estão ligados
tanto à abertura dos portos e o desenvolvimento, como também ao retrocesso de
ser colônia portuguesa.
Como
em tantos outros movimentos o povo, seria apenas usado para o fim que era a
independência do Nordeste, mas depois o lugar deles era de ser subjugado por
outros senhores.
Não se pode avaliar ao certo se hoje livres seriamos mais desenvolvidos, o
certo mesmo é que diante da complexidade que é o Brasil dar para imaginar que
um local menor para investir seria bem melhor de se gerenciar e atender as
demandas de toda a população.
Frei Caneca foi um líder religioso e engajado com bons propósitos em busca de
libertar sua região do julgo colonialista. Diferente de outros lideres do
movimento que eram mais interessados em que seus negócios fossem favorecidos e
por isso queria a República como forma de ter um contato direto com o exterior
para exportar seus produtos.
Independente de uma análise mais apropriada e que ligue o evento de 1824 as
elites, pode-se ver que foi importante como um grito a parte na história do
Nordeste e principalmente de Pernambuco que sempre teve pensamentos liberais
ligados as novidades que aconteciam tanto nos EUA, como na Europa em termos de
inovações políticas, que pena o sufocamento e destruição de um ideal, mesmo que
torto, nos fez ficar reféns das forças manipuladores que ainda controlam o
Nordeste por meio de poucas famílias de “coronéis”.

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