Embalados
pela música “Voa Canarinho, Voa”, do lateral direito da seleção brasileira,
Junior, pela RCA -Victor, o Brasil embarcou para Espanha em busca de um título
tão sonhado por aquela geração de Leandro, Toninho Cerezo, Paulo Roberto
Falcão, Zico, Sócrates e Éder, comandados pelo técnico Tele Santana.
A
competição seria disputada entre 13 de junho e 11 de julho. Pela primeira vez,
24 seleções disputavam o título mais importante do futebol, na sua 12° edição.
Existia adversário para o Brasil?
A
Itália havia perdido há quatro anos, com um time superior. E estava no torneio
com jogadores experientes, como o goleiro Dino Zoff, Antônio Cabrini, Giuseppe
Bergomi, Cláudio Gentile, Gaetano Scirea, Francesco Graziani, Gabriele Oriali,
Marco Tardelli, Bruno Conti e o futuro carrasco do Brasil: Paulo Rossi.
A
Argentina mesmo com jogadores campeões mundiais como Mario Kempes e Daniel
Passarella e a revelação Diego Maradona, não estava vivendo um bom momento.
A
França tinha Michel Platini, Tigana e Dominique Rocheteau. A Alemanha vinha com
Rummeningge, à Bélgica havia sido vice-campeã européia.
Se
aqui estamos de cabelo em pé com 12 Estádios para abrigar um mundial com 32
seleções, o que dizer da Espanha, com 24 países jogando em 17 estádios em 14
cidades, com destaques para o Santiago Bernabeu com capacidade para 91 mil
pessoas em Madri e Camp Nou com 120 mil pessoas em Barcelona.
No
grupo A, Itália sofreu para passar de fase com um empate por 0 x 0 com Polônia
e dois empates em 1 x 1, com Peru e Camarões respectivamente. Passando pelo critério
números de gols marcados em segundo lugar.
No
grupo B, a Alemanha passou com certa facilidade depois de uma derrota na estréia
contra a Argélia. No grupo C, a Bélgica com duas vitórias e um empate ficava
com a primeira colocação.
A
Espanha dona da casa fez um simples e passou com uma vitória e dois empates.
O
Brasil no grupo F, não tomou conhecimento dos concorrentes e com dez gols a
favor e só dois contras ganhou de todos. 2 x 1 na URSS, gols de Sócrates e
Éder. Contra a Escócia 4 x 1, com Zico, Oscar, Éder e Falcão. A Nova Zelândia
foi a vitima do terceiro jogo. 4 x 0, dois gols de Zico, um de Falcão e outro
de Serginho Chulapa.
Esse
retrospecto credenciaria o Brasil a disputar o título. Mas viria a segunda fase
com quatro grupos de três equipes cada, se classificando somente o primeiro de
cada grupo para semi-finais.
No
grupo 1 deu Polônia passou, no 2 Alemanha, no 4, França. Viria a batalha do
grupo 3: Brasil, Argentina e Itália. No primeiro jogo, Itália venceu por 2 x 1
a Argentina. Depois foi a vez do Brasil também ganhar dos hermanos por 3 x 1.
Ai
viria à batalha de Sarrià, em Barcelona para 44 mil espectadores. Itália faria
a virada mais louca da história do futebol com três gols de Paulo Rossi, o
Brasil perdeu, depois disso, ninguém nem se lembra o que vem depois na Copa.
Para
relembrar a Azurra venceu a Polônia e a Alemanha e se tornaria a segunda
seleção a ganhar três títulos.




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