Em
51 partidas oficiais com a camisa da seleção brasileira de futebol, Hilderaldo
Luís Bellini, natural de Itapira (SP), marcou a sua geração como capitão do
Brasil ao levantar a Taça Jules Rimet, com a duas mãos sobre a cabeça, num
gesto admirável em 1958 na Suécia.
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| Bellini |
JJogou
em duas equipes importantes durante sua carreira, Vasco da Gama (RJ),
conquistando os campeonatos cariocas de 1952, 1956 e 1958, torneio Rio - São
Paulo (1958), entre outros e pelo clube do São Paulo.
Internado
desde o dia (18/03) em São Paulo, aos 83 anos, com Mal de Alzheimer, no
Hospital 9 de Julho, Bellini fez parte da galeria de craques de uma seleção
inesquecível que poria fim ao “complexo de vira-latas”, do Brasil.
O
jogador faleceu ontem (20/03) com complicações decorrentes de parada cardíaca.
Segundo sua esposa, ele morreu às 16h30 devido a insuficiência respiratória e
falência múltipla dos órgãos.
A
Copa do Mundo se realizaria na Suécia, com 16 clubes, sendo 12 europeus e
quatro americanos, entres os dias 8 e 29 de junho. O jogador que mais balançou
as redes foi Just Fontaine da França com 13 gols. A maior goleada se deu no
jogo Tchecoslováquia 6 x 1 Argentina. O melhor jogador foi o brasileiro Didi e
a revelação o jovem Pelé.
Na Música
Poucos
meses depois do torneio, o já consagrado “rei” do rock, Elvis Presley chegava à
Alemanha, no dia 02 de outubro de 1958, para prestar serviço militar
obrigatório, no 32° Regimento da 3° Divisão Blindada de Friendberg, lugarejo de
18 mil habitantes ao norte de Frankfurt. A convocação foi verdadeira, mas
poderia ter sido descartada, porém aproveitada comercialmente por seu
empresário para expandir sua faixa de público.
Entre
o dia 16 e 29 de agosto nasceram duas lendas da música pop norte-americano,
Madonna e Michael Jackson. Astros nos palcos e com vida polemica fora dele.
Na literatura
A
escritora cearense Rachel de Queiroz recebeu o prêmio Machado de Assis de
literatura. Principal prêmio oferecido pela Academia Brasileira de Letras
(ABL), ao conjunto da obra de um escritor, os vencedores recebem em dinheiro,
um diploma, e desde 1998, um troféu (um pequeno busto de Machado de Assis).
Nomes
como Érico Veríssimo, Gilberto Freyre, Cecília Meireles, Mário Quintana, Carlos
Heitor Cony e Dalton Trevisan, entre outros receberam a honraria.
Festinha de um astro brasileiro na Suécia
Outro
fato marcante da época e esse para o futebol brasileiro já consagrado foi às
escapadelas de Garrincha durante uma excursão do Botafogo (RJ) pela Europa,
cerca de um ano depois da Copa na própria Suécia.
Mesmo
sobre os olhares atentos do treinador João Saldanha, o craque botafoguense,
sempre arrumava tempo de ir a um bordel, na cidade, que jogava e foi no dia 21
de maio de 1959, em Umea, cidade litorânea do país, o jogado saiu e só voltou
de madrugada. Quebrando ordens do treinador, que deixava os seus pupilos se divertir,
desde que no máximo às 22 horas estivessem de volta no Hotel.
A
brincadeira deu frutos e uma jovem teve um filho seu e deu ele para adoção, Ulf
Lindberg. O filho ainda se correspondeu com o craque das pernas tortas, mas foi
pouco o contato.
A Copa
No
Brasil a Copa do Mundo era um sonho para todos, depois de decepções como em
1950, no maracanaço, era hora de vencer e mostrar para o mundo a capacidade do
nosso selecionado. Aos olhos da TV, mais uma vez a Europa via os jogos do
mundial.
Onze
países aderiram ao consórcio liderado pela Sveriges Rádio, estatal de Rádio e
TV, que detinha os direitos de transmissão, que acontecia graças ao lançamento
do satélite Sputnik III da URSS.
O
Brasil estava no grupo D e começou logo ganhando da Áustria por 2 x 0, com dois
gols de Mazola e um de Nilton Santos. No segundo jogo o time de Pelé e
companhia ficou só no 0 x o com a Inglaterra.
Finalizando
o grupo, o Brasil consolidou a liderança e derrotou a URSS por 2 x 0, com dois
gols de Vavá. Contra o País de Gales foi a vez de Pelé marcar um gol na magra
vitória do brasileiro.
Mas
o brilho do jovem jogador do Santos foi no jogo contra França. Com seus três
gols e mais um de Vavá e Didi, o Brasil de um baile de 5 x 2 sobre a França.
A
final era contra os donos da casa, a Suécia em Estocolmo, no Estádio Rassunda
para um público de 51 mil torcedores. Os Suecos vinham de cinco vitorias e um
empate e com uma boa seleção.
Mas
no fim o futebol arte apareceu e venceu de virada, com grande futebol de Pelé,
Vavá e Zagallo. Final 5 x 2 Brasil, levanta a taça pela primeira vez com o
zagueiro Bellini.





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