Original, moderno, um pouco clichê, mas cheio
de momentos melodiosos para o publico adolescente delirar, principalmente as
mulheres. John Green vlogger, escritor de Indianópolis soube bem explorar os
mais atuais recursos utilizados pela juventude.
Romper com romances arcaicos a lá Willian
Shakespeare, o filme “A Culpa é das Estrelas” é dirigido por Josh Boone, e
estreou no Brasil no último dia 06, baseado no livro homônimo.
Falar de doenças e amor, já é algo até comum
em filmes americanos, como em “Um Amor para Recordar” (2003), quando a
estudante Jamie Sullivan se encontra com Lando Carter um jovem rebelde. E no
fim a paixão vira amor e o amor se despedaça pelo câncer que leva a garota.
No filme baseado no livro de John Green, o
romance é de dois jovens com as mesmas dificuldades de superar a dor de ter
doenças terminais. Para Hazel Grace Lancaster o jeito é viver, mesmo sabendo
que esta viva por apenas o milagre do tratamento experimental, que foi
submetida.
O seu lar é recheado de amor, seus pais fazem
tudo para que ela possa se sentir menos triste. Até forçam ela participar de um
grupo de terapia. Sua vida já era mesmo monótona e sem perspectivas, mas o seu
encontro com o rapaz Augustus Waters faz a sua vida mudar e ter um pouco mais
de sentido.
Waters tem câncer e já tinha perdido a perna
por causa da doença, mas é sempre otimista com a vida, juntos criam uma amizade
que valerá por um amor pela vida inteira.
Todos os
acontecimentos viram pano de fundo para o amor, a obsessão de Hazel pelo
escritor que fala das suas doenças.
No cinema
Kinoplex North Shopping em Fortaleza ao lado de uma jovem, lá estava eu (Carlos
Emanuel), sessão de sábado (07/07), 18h20, dublado. Por isso a preocupação da
mulher responsável pela sala de exibição com lotação esgotada.
Foi uma breve
palestra antes do filme, para avisar que as pessoas que estão chorando devem
ser respeitadas e que ninguém deveria mangar dos outros. Ainda pediu silêncio
porque as pessoas ficariam prejudicadas de ouvir a película.
Informações dadas e não seguidas é claro pelos jovens, até porque
o filme é o ideal do amor romântico perdido nos tempos atuais. Dois jovens
bonitos brancos de classe média e que estão envolvidos com seus dilemas,
natural a identificação com os autores principais, apesar de não romper com os
tabus, justamente a deixar de lado uma experiência negra, por exemplo, como se
só jovens de classe media tivessem sofrimento.
Mas o autor se
preocupou apenas em manter as situações no padrão e foi buscar mostrar a
realidade escondida das pessoas que sofrem com câncer e que são invisíveis
perante aos nossos olhos. Trata-se de uma reflexão sociológica maior do que a
feita por um doutor da área de sociologia.
Linguagem simples e com atualidade no contexto do Whats App,
Facebook, Instagram e companhia. Cenas fortes de deixar lágrimas em qualquer
marmanjo metido a machão.

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