Sai de casa por volta de
13h30 com a tranqüilidade para ver um jogo da Copa do Mundo ao vivo em um
estádio de Fortaleza chamado Arena Castelão. Passei os últimos quatros anos da
minha vida sonhando com esse dia. Desde que a Copa da África do Sul acabou.
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| Foto: Carlos Emanuel |
Mas depois de um ano em que
assisti dois jogos da Copa das Confederações (Brasil 2 x 0 México e Espanha 3 x
0 Nigéria), em meio a manifestações das ruas no nosso país. Vi muitas coisas
mudarem e sempre defendi que essa seria uma ótima competição com estádios
cheios e com a torcida animada.
As pessoas falavam de caos e
eu do meu jeito simples dizia que o que aconteceu uma vez com um milhão de
pessoas nas ruas, não se repetiria de novo. Por que o que houve nas ruas não
foi algo planejado, mas um sentimento espontâneo de um momento único e que em
parte da mídia brasileira contribuiu para gerar revolta da população
manipulando dados e aumentando erros que às vezes eram pequenos.
Mas voltando a realidade
desta tarde, a minha ida ao jogo se deu, quando entrei no site da Fifa e
comprei o ingresso, mas tinha sido sorteado para vários outros e meu cartão não
autorizou o pagamento e seria assim que junto com meu irmão Neto Alves me
dirigia ao jogo Greece VS Côte d ´Ivore, o jogo da consolação.
E deu para perceber
claramente, que grande parte das 59 mil pessoas presentes no jogo estavam ali,
porque queriam presenciar esse grande momento mesmo com seleções não tão bem
tradicionais e também como eu tinham ficado de fora dos outros jogos que a
Arena recebeu.
A multiplicidade de pessoas
ali, como alemães, gregos, africanos, cearenses, colombianos, mexicanos e até o
cantor Nando Reis que com sua família fez a caminhada a pé ao nosso lado do
bolsão até o estádio mostra que as pessoas tão vendo com bons olhos esse
torneio.
A maioria ali estava torcendo
pela Costa do Marfim que jogava pelo empate, poucos eram os que estavam
torcendo pela Grécia.
Partida
Durante todo o primeiro
tempo, o jogo se arrastou numas tentativas africanas principalmente pelas
jogadas do Gervinho, YaYa Torré e alguns lances isolados da fraca participação
de Didier Drogba.
A Grécia que era mais do que
experta se aproveitava das falhas de marcação dos marfinenses e chegava com
facilidade e numa dessas falhas Samaris sozinho cravou a abertura do placar.
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| Fila do Bolsão para ir embora Foto: Carlos Emanuel |
A torcida presente até
ensaiou uma Hola, mas que faltou empolgação dentro de campo e assim as
arquibancadas silenciaram. No segundo tempo precisando empatar a Costa do
Marfim partiu para cima e empatou o jogo com Bony num belo lançamento de
Gervinho.
A partida caminhava para a
classificação dos africanos, mas nos acréscimos um pênalti mudou tudo e o
camisa 7 da Grécia, Samaras fez o gol que deu números finais ao jogo.
Torcida um pouco desanimada por que pintou o rosto e
tomou partido pelos africaneses, mas no fim a torcida saiu satisfeita com a
experiência de ter estado numa Copa do Mundo.

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