Parece mesmo que a sociedade brasileira não tem mesmo o que fazer
e começa a repercutir qualquer coisa que vê e começa a propagar essa coisa de
maneira muitas vezes irresponsável. Esses
dias rolaram na internet, na imprensa e em tudo que se via uma situação
inusitada, todo mundo comentando de um vestido preto e azul, que algumas
pessoas enxergavam de outra cor. Eu ali sentado em frente ao computador, como
estou agora e sem entender bem, como isso chama a atenção das pessoas.
Mas veio outro
dia, no caso, ontem (02) e outro assunto tomou conta das redes sociais, depois
do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-BA) repercutiu no seu Instagram sobre os
Gladiadores do Altar da IURD.
Normal da liberdade de expressão, o parlamentar colocar seu
posicionamento diante do que ele acha certou ou errado. Porém não se pode pegar
esse conceito e determinar um vídeo, como algo de acordo com o seu pensamento.
O vídeo no caso é sobre a reunião na Igreja Universal do Reino de Deus Ceará,
do Centro de Fortaleza, onde jovens entram no Templo Central lotado em um
culto, em marcha como se fosse um exercito.
De acordo com Wyllys, "A foto é chocante (ao menos para
mim). O fundamentalismo religioso no Brasil - articulado profundamente à lógica
de mercado e promovido por estratégias publicitárias que interpelem as pessoas
a partir de preconceitos históricos e do senso comum que o sistema de educação
formal de má qualidade não tem conseguido desconstruir- esse fundamentalismo
religioso tem sido neglicenciado pela intelectualidade brasileira..."
Em nota no
site da Universal, a resposta do que segundo a Igreja, seria uma cruzada de
Jean Wyllys contra os Gladiadores do Altar, algo contraditório com o que o
próprio deputado colocou em seu Instagram duas semanas atrás, quando o mesmo
afirmou "A burrice motivada é a falta de vida com pensamento; a
burrice motivada e o ódio são, quando combinados, o fascismo e estão fazendo
emergir o pior das pessoas nas redes sociais digitais e fora delas".
Para a Universal, o Gladiadores do Altar criado em janeiro de 2015
é um grupo com o objetivo de "orientar e formar jovens vocacionados
para a propagação da Fé Cristã. Seus membros são voluntários da Força Jovem
Universal, programa social que conta com milhões de jovens em todo o Brasil e
em outros países e que desenvolve atividades culturais, sociais e esportivas
para auxiliar no resgate e amparo de populações de rua, viciados, jovens
carentes e em conflito com a lei".
Em outros sites e
blog muitos criticaram, outros noticiaram sem juízo de valor. Eu não estou aqui
para defender lado A ou B. Mas para que fique claro que não é possível que se
julgue algo que não se conheça antes. Muitas religiões têm uma abordagem
particular com os jovens para atraí-los para seu lado. No caso a Igreja
Universal do Reino de Deus, como já é conhecida tem essa metodologia de fazer
as pessoas vibrarem com a participação. Nas suas reuniões são feitos votos para
melhorar financeiramente, ter uma relação amorosa saudável, além de se libertar
de vícios em alcoolismo, como sair da depressão.
A visão da Igreja
liga a fé + prosperidade, onde o fiel, livremente adota ou não praticas de
dar ofertas como maneira de se libertar do domínio do "demônio".
Hoje em dia
existe um medo de o fanatismo religioso possibilitar uma guerra até mundial. O
Estado Islâmico que assombra os países civilizados deixa a sociedade apavorada
com qualquer grupo que tenha uma suposta fé cega. Se realmente esses jovens
marchando como soldados nos templos da IURD estão em busca de "almas"
para Deus, sem usarem armas, mas a palavra da Bíblia, que segundo eu conheci
nos meus tempos de criança pregavam o bem e não a adoção de armas e de
violência. Não vejo mal nenhum, mas se for o contrário temos claro que ficar
atentos, mas sem exageros.
Porém, eu tenho
medo é dessa sociedade que lincha pessoas na rua e que odeia o que é diferente.
Não se esqueçamos de que cada um vive segundo seus desejos. Se alguém quer ser espírita,
católico, gótico, gnóstico, que seja, desde que não impeça os outros de serem
também o que desejam.
Não cabe aqui
julgar as pessoas sem conhecê-las, cabe a nós da imprensa ir a esses jovens e a
seus lideres e conversar com eles antes que seja tarde demais e acabemos
fazendo um mal a sociedade enganando ela com nossos velhos pré-conceitos.
O erro talvez
seja apenas, que ao usar uma simulação de um exercito, a Igreja Universal pode
confundir as pessoas sobre suas reais intenções. Apesar de as reuniões serem
espirituais, devem estar de acordo com as práticas legais.
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