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| Jogadores do Ceará e Santa Cruz disputam bola (Foto: Antônio Melcop) |
A eliminação do Ceará Sporting Club no domingo (03) pelo Santa
Cruz na Copa do Nordeste por 1 x 0 causou criticas diversas da torcida
alvinegra, principalmente contra a diretoria e o gerente de futebol Rodrigo
Pastana. Tudo bem que perder dinheiro ficando fora da competição regional e
possivelmente das semifinais do Campeonato Cearense causa um desastre
financeiro, mas não é o fim do mundo.
Muitas vezes existem males que vêm para bem, o excesso de
competições que os times de médio porte como Vozão participam pode
fragilizá-los em algumas dessas etapas, como no caso do grande objetivo do
clube cearense que é subir para Série A, que já está distante desde 2011.
E pegando como exemplo esse objetivo, podemos voltar um pouco no
tempo em 2009 e observar como foi à última subida do Ceará para a primeira
divisão do futebol brasileiro.
Naquele ano, apesar de terminar em segundo lugar no Campeonato
Cearense e ver seu adversário, o Fortaleza Esporte Clube ser Tri-Campeão, o
time ficou ainda pior porque no segundo turno da competição a equipe alvinegra
terminou apenas em 5° lugar e iniciou a Série B sobre o comando de PC Gusmão
desacreditada e com jogadores como Boiadeiro, Geraldo, Wellington Amorim e João
Marcos questionados pela imprensa e pela torcida que exigia contratações.
No fim aquela mesma equipe com poucas alterações subiu para Série
A. Não vou longe, o Vitória (BA) está na elite do futebol brasileiro e nem na
Copa do Nordeste está. E não estou desvalorizando a competição regional, que
trás grande visibilidade para os clubes do Nordeste. O que quero dizer é que
nem sempre está em todos os torneios é sinal de um bom ano.
O Exemplo foi em 2015, o Ceará, Campeão do Nordeste, indo longe na
Copa do Brasil e simplesmente lutando até o fim para não ser rebaixado para a
Série C.
Para ter êxito em qualquer situação da nossa vida precisamos de
foco e com o futebol não é diferente. O próprio Sérgio Soares recém contratado
pelo Ceará diz que vêm para “terminar um
trabalho que eu considero inacabado”.
E com esse mesmo elenco, claro com algumas mudanças, o treinador
pode fazer um grande trabalho e conseguir êxito nessa segunda passagem por
aqui, isso se a torcida tiver paciência e a imprensa fizer seu papel e cobrar
na hora correta.
Carlos Emanuel 36
anos, jornalista formado pela Fanor em 2015.2

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