Esse documentário de 2015 que acabei de ver na Netflix, Deep Web é importante para se perguntarmos sobre várias situações
recorrentes no mundo inteiro de violações de direitos individuais com a
desculpa de combater o crime. Aqui no Brasil
temos um caso clássico.
Se compararmos o
site de compras e vendas coletivas Silk
Road, com OLX, podemos incorrer
em alguns erros de visão sobre os negócios. Enquanto o site americano era
criptografado para não se saber o real nome dos seus administradores, o site
brasileiro é um aplicativo que tem dono e negocia de tudo um pouco no mundo “legal”,
geladeiras, TV,s, carros, pranchas de kit surfe, etc.
Enquanto o Silk
Road permitia através da darknet (internet oculta), por meio Tor, que escondia
os verdadeiros donos que faziam a comercialização de drogas online e assim uma
rentabilidade melhor para os negociantes e o bom atendimento para os
compradores. Da mesma forma que nessa internet invisível se via gente errada, até jornalista usa ela. Mas como ilegal venda de drogas o FBI teria quer ia atrás de quem
estava por trás desse ramo.
Apenas se sabia
que um homem tinha um pseudônimo Dread
Pirates Roberts, personagem fictício, que escondia segundo a investigação o
verdadeiro autor do site Ross Ulbricht,
um jovem de 29 anos na época da prisão em 2014, era engenheiro eletrônico,
formado em Física e que se interessava pelo anarquismo e em dar mais liberdade
para as pessoas sem a interferência do governo.
Não posso falar
sobre o mérito, se ele era ou não uma mente criminosa, porque ai você vê no
filme e tira suas próprias conclusões, mas apenas que como milhares de outros
intelectuais da nova geração ele se preocupou em garantir as pessoas o direito
a privacidade, por isso a criptografia.
Se nos formos
pensar em Edward Snodew, que sempre
denunciou à espionagem dos EUA as
pessoas podemos entender um pouco desse pensamento dos cypherpunks, que visa mesmo dar as pessoas esse direito de não ter
sua vida exposta, em nome da justiça.
O que se questiona
é até que ponto o ilegal é tornado correto para buscar criminosos. Aqui vimos
com a Operação Lava Jato e seu juiz Sérgio Moro cometeu uma série de ilegalidades
como conduções coercitivas sem justificativas, apreensão de documentos de
contas na Suíça sem permissão legal do Governo do Brasil, prisões preventivas
para forçarem delações premiadas. Em nome de combate a corrupção o PT virou o novo povo judeu. Até escutas
ilegais e publicidade de falas da presidente Dilma Rousseff foi disponibilizada para imprensa, na véspera de Lula assumir como ministro chefe da
Casa Civil, uma maneira de fragilizar o governo e depois vimos que fim está
levando com o processo de Golpe contra a governanta eleita.
A lei na internet
deve ser cumprida de acordo com a legislação vigente em cada país, sem
atropelos, mas também os juízes que vão julgar devem estar atentos a isso para
não cometerem atos que depois poderá anular todo um trabalho de boa vontade.
A Netflix trouxe
essa película e vemos mais um caso em que as pessoas questionam a justiça, que
não possibilitou a defesa do acusado Ross de questionar as testemunhas sobre
realmente o que elas podem dizer sobre acusações contra ele.
Depois desse dia,
vi movimento de parlamentares no nosso país querendo criar nova lei que pode
modificar o Marco Regulatório da Internet e amordaçar os cidadãos que criticam
o governo, que no caso será de Temer
interinamente.
Quer dizer se você
escrever algo que os governantes entendam como diferente e que os desagradem,
serás processado talvez até penalmente, seria uma volta ao passado e um tipo de
ditadura contra a liberdade que a internet hoje proporciona a todos.
Tudo que foi
conquistado pelos jovens hippies dos anos 60 e 70 no Vale do Silício que apesar de ter tornado eles milionários, também
beneficiou a toda a população mundial, principalmente a Geração Y. Steven Jobs,
Zukemberg, Bil Gates e outras mentes brilhantes tiveram seu papel importante nesse
contexto e não se pode voltar jamais ao passado e deixa que algum governo, seja
qual for controle a liberdade de fala de quem quiser falar.
O certo mesmo é
que para exercer uma liberdade se exige também que os monopólios da comunicação
acabem e possam está na mão de multiplicadores da informação e não daqueles que
hoje distorcem a verdade dos fatos, como no Brasil, o fazem: Record, Globo, UOL, Estadão e
principalmente a Veja.

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