Não dá para esquecer, era 08 de julho de 2014. Acho que já fiz
até texto sobre esse acontecimento no meu outro
blog pessoal. Tinha acabado de voltar para minha atual namorada e fomos
assistir ao jogo num restaurante na Avenida Heráclito Graça, próximo ao famoso Banco Central, aquele do maior assalto
a banco da história do Brasil.
Era uma tarde e a seleção brasileira não tinha Neymar e nem Thiago Silva. O nosso maior craque de fora contra uma seleção alemã
competente e foi aquela goleada famosa de 7x1.
Dois anos, um mês e doze dias depois o mesmo adversário daquele
dia Alemanha em um final de Olimpíadas. Uma geração de jogadores até 23 anos da
Alemanha contra um grupo de jovens comandados por Neymar com a experiência de
uma Copa do Mundo e uma final olímpica em Londres.
Tudo bem que não é a seleção principal de cada país e para os
alemães talvez seja mais um jogo qualquer de preparação para futuros campeões,
mas para nós que nunca ganhamos vale tudo. É a redenção de um futebol em
decadência. Desde Paris em 1900,
quando a Grã-Bretanha venceu a
primeira edição, até a última vez em 2012 em Londres quando perdemos a final para o México, que estamos querendo esse título.
Já tentamos com Romário,
Bebeto, Ronaldinho fenômeno, Ronaldinho Gaucho, Kaká e tantos outros
craques e nunca chegamos a vencer uma competição que leva a nova geração de
cada país e nem tem todos os jogadores experientes.
A Alemanha já foi
campeã em 1976 em Montreal no
Canadá, com a seleção oriental ainda na divisão do antigo muro de Berlim.
Quero hoje espantar a urucubaca da minha vida profissional,
afetiva e material que aquele 7 x 1 trouxe, como um dia de azar que pode mais
tarde no Estádio Maracanã ter sua mudança histórica. Os olhos do Brasil
divididos pela política e pela crise econômica vão estar juntos num momento em
que as pessoas esquecem momentaneamente os problemas.
Eu vou ver o jogo no mesmo restaurante dos 7 x 1 e espero ter um
destino diferente. Ao meu lado, minha namorada, minha mãe e a única que não
estava a minha enteada Stefanny, pode ser que ela dê sorte, vamos torcer.


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