Qual ângulo abordar nesse livro escrito magistralmente por Walter Isaacson, que chegou ao Brasil e eu li nessa edição de 2007 da Companhia das Letras? Vamos usar uma frase do próprio Einstein:
“A vida é como andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio, é preciso se manter em movimento”.
Carta ao filho Eduard, em fev. de 1930. Esse seu filho tinha problemas mentais.
A vida desse gênio da física nasceu igual a qualquer um de nós.
Alemão de nascença ele era curioso e apesar de ser disperso na escola tinha uma
compreensão de mundo maior que seus colegas. Acabou se formando na Politécnica de Zurique, com
licenciatura para lecionar, porém sem espaço no mundo acadêmico.
As pessoas que o conheciam o viam como relapso e sem capacidade
alguma para nada. Seu pai e seu tio tinham juntos uma empresa de instalação de
iluminação pública e em uma situação semelhante ao que vivemos no mundo e em
especial no Brasil hoje, a crise afastava os empreendimentos e empregos.
O jovem com idéias que mais tarde mudariam a ciência para
sempre, ao questionar os postulados de Isaac
Newton, estava em busca de emprego e não conseguia nem função das mais
baixas só depois de muito ter ajuda de um amigo, entrou na empresa de patentes
e nesse emprego que ele sozinho nas horas calmas do seu trabalho pode escrever
os artigos sobre o fotoelétron, teoria especial da relatividade e o levou aos
lugares maiores da vida cientifica e ao “estrelato” fora dos ambientes
restritos da ciência.
Esse homem era muito em apenas um. Pacifista, humanista,
socialista, depois de ver a sua antiga pátria se colocar a favor do nazismo apóia
o militarismo de ocasião como forma de proteção de democracias aos ataques de
nações fascistas.
O livro de 561 páginas nos trás uma idéia do que é ser revolucionário
das do pensamento, odiado e amado e inspiração para uma geração. Acreditar em
Deus, sem ter religião essa pode ter sido uma das contribuições do judeu, mas
famoso, que só não foi primeiro ministro de Israel, Estado que ajudou a conceber, porque não tinha tato para
lidar com problemas burocráticos de conduzir uma nação, mas nem precisava, ele
com seu exemplo dava “aula” ao povo mais perseguido por Hitler.
Nos EUA foi
perseguido pelo Macarthismo, e por Edgar Hoover, chefe do FBI, que mais demorou no cargo e era
racista, xenófobo, mafioso e tudo de mais de ruim, que podia ter em um homem da
lei, que usava o cargo público para perseguir adversários, como de certa forma
faz hoje Sérgio Moro (tucano) no
nosso país ao perseguir o PT e
deixar os outros partidos livres do mesmo vigor da lei.
O Einstein que depois concebeu a Teoria Geral da Relatividade e ganhou o Prêmio Nobel da Física buscava ainda uma teoria unificada que
ligasse todas as coisas.
O seu pensamento ajudou a quebrar a verdade absoluta no mundo em
relação a religião, política e outros conceitos que ajudaram as pessoas a verem
como no Jornalismo que existe várias verdades, depende é claro de quem olha
para aquele fato e com qual sentimento a pessoa expressa ao ver um
acontecimento.
Nem um homem é perfeito nessa vida e o físico mais famoso do
século XX tinha seus problemas em relação à família e os filhos cobravam muito
sua presença. Mas se ele fosse mesmo dedicar totalmente sua atenção aos seus
parentes, talvez hoje ninguém nem falasse dele e esse livro nem teria sido
escrito.
Mas o que mais podemos ter de ensinamento desse gênio é que não
podemos desistir dos nossos sonhos, mesmo quando existe uma névoa sobre ele e
as pessoas zombam da nossa crença.

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