Bom dia, Boa tarde, Boa noite! Meu nome é Carlinhos Alves, direto de Fortaleza chegamos a sua casa, com o FutCearaCast. Um podcast que fala de
futebol, de história, de notícias dos clubes, de entrevistas e demais
curiosidades do futebol cearense.
Hoje vamos contar a trajetória dos títulos do Ferroviário
Atlético Clube de 1945, 1950 e 1952. Títulos que tem um protagonista em comum:
Waldemar Caracas, fundador do time e técnico na primeira conquista.
Com cinco
equipes apenas, a competição de 1945 contou com a participação do Ferroviário,
Maguari, Fortaleza, Flamengo e Luso. O Ceará estava suspenso. Nesse torneio o
clássico da cores, já era bastante disputado, e o Tubarão da Barra venceu o
tricolor do Pici, em duas oportunidades, por 4 x 3 e 1 a 0. Foram nove jogos na
campanha vitoriosa do Ferrão. A final aconteceu apenas em 17 de fevereiro de
1946 no Estádio Presidente Vargas, quando o Ferroviário venceu o Maguary por 3
x 1, com gols de Pipi, Toinho II e Charutinho. A formação base foi de Zé Dias,
Alderir, Expedito, Caranguejo, Benedito, Dandoca, Chinês, Osvaldo, Dui, João
Bombeiro, Charutinho, Aracati, Almeida, Toinho II, Babi e Pipi.
O
Campeonato Cearense de 1950 contou com oito equipes, Além de Ferroviário,
Ceará, Fortaleza, América, Gentilândia, Nacional, Porangaba e Volante. Nas
curiosidades desse ano, a participação do Nacional time dos Correios e
Telégrafos, o Volante, time de motoristas de Praça. Outro fato interessante é
que o Leão do Pici estava em excursão em Belém e São Luiz e jogou o certame
cearense com o segundo quadro, o que facilitou o titulo coral que ficou com
três pontos de vantagem sobre a equipe leonina.
A base
da equipe campeã foi formada por Zé Dias, Nozinho, Manoelzinho, Benedito,
Índio, Vicente Trajano, Vareta, Dudu, Chico Três Orelhas, Fernando, Zé Mário,
Coimbra, Pipi, Macaúba, Nirtô e Manuel de Ferro. O técnico foi Babá.
Com a
artilharia de Moésio Gomes pelo Fortaleza com 10 gols, o Campeonato Cearense de
1952, contaram ainda com Ferroviário, Ceará, Gentilândia e América. Casos
curiosos como, a suspensão do Nacional por não ter pago débitos com a
organizadora da competição e o caso lamentável da morte de Mitotônio, do Ceará,
que morreu praticamente em campo na partida contra o Gentilândia, após passar
mal por ingestão de alimentação pesada.
Em 1952,
entrou em campo pelos corais, Juju, Zé Dias, Manoelzinho, Nozinho, Coimbra,
Macaúba, Vicente Trajano, Nirtô, Augusto, Zé Mário, Fernando, Mário Serejo,
Macaco e Pipi, novamente Babá comandou a equipe em campo.
A final
do certame acabou acontecendo no ano posterior. Em 11/ 01/1953, no PV, até os
41 minutos do segundo tempo, o título estava na mão do alvinegro de
Porangabussu, mas Macaúba fez o gol e deu a vitória ao peixe e levou a decisão
para uma melhor de três. Nas duas partidas seguintes, o ferrim venceu uma por 1
x 0 e empatou a outra 1 x 1. E no jogo decisivo no dia 01/02/1953 o Ferroviário
venceu de virada o Ceará por 2 x 1.
Fechamento de todos os programas:
Narração e edição: Carlinhos Alves, homenagem a Vera
Lúcia, Assis Alves (meu avó) que nos deixou era ilustre torcedor do Ferrim.
Fonte:
Globo Esporte CE: http://globoesporte.globo.com/ce/noticia/2013/01/do-banco-de-reservas-valdemar-caracas-foi-campeao-tres-vezes.html



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