Bom dia, Boa tarde, Boa noite! Meu nome é Carlinhos Alves, direto de Fortaleza chegamos a sua casa, com o FutCearaCast. Um podcast que fala de
futebol, de história, de notícias dos clubes, de entrevistas e demais
curiosidades do futebol cearense.
Hoje vamos falar sobre um pernambucano que foi ídolo do
Ceará Sporting Club
Era
uma quarta-feira dia 09 de março de 2016, os olhos de Gildo Fernandes de
Olivera se fecharam para o mundo e sua vida se abriu para ser história. Foram
264 gols com a camisa do Ceará e tudo começou justamente contra o seu time
vestindo a camisa do Santa Cruz, onde enfrentou o alvinegro de Porangabussu.
Foi no
time pernambucano que começou nas categorias de base, sendo negociado com o
Vasco da Gama, mas acabou retornando. Nascido em 1940 em Recife, o jogador teve
passagens ainda pelo América (SP) e Calouros do Ar.
Quando
veio ao Vozão o preço dele era baixo, devido a problemas no joelho. Foi
tricampeão cearense pelo clube entre 1961 e 1963, sendo artilheiro duas vezes,
com 15 e 16 gols respectivamente. Depois de boa campanha que o levou ao
interior paulista, chegou a ser cogitado pelo Corinthians, mas a grave lesão no
joelho direito o tiraria desse sonho de jogar por uma grande equipe do Sul.
Um dos
grandes feitos de Gildo foi o Norte/ Nordeste de 1969 em cima do Remo (PA), com
um segundo jogo em que foi decisivo, apesar de sair contundido, mas fez o
terceiro gol do alvinegro cearense que levou a terceira partida que depois o
Ceará conquistaria o título do Norte e Nordeste.
Como era
alvinegro de coração não aceitou proposta de jogar no maior rival, o Fortaleza
que o tinha convidado. Preferiu encerrar a carreira com 33 anos em duas temporadas
no Calouros do Ar, mesmo depois de ser dispensado pelo Ceará.
Ele
havia sido campeão cearense outra vez em 1971 pelo Ceará quando não teve o
contrato renovado. No Calouros do Ar chegou a enfrentar o seu ex-clube sendo
ovacionado em um amistoso pela torcida alvinegra, quando tocava na bola. Em uma
enquete do Jornal O Povo, ele foi escolhido como o melhor jogador de todos os
tempos do Ceará.
De
acordo com um email enviado por Francisco Rangel Ao Que Fim Levou, do site do Terceiro
Tempo, Gildo disse que, ficava feliz que os elogios da torcida não mudavam
com o passar do tempo. E lembra um gol marcante que fez num Clássico Rei na
primeira partida da decisão daquele ano, quando a partida ia para o empate sem
gols e o goleiro do Fortaleza Cícero bateu tiro de meta na cabeça de Gildo: “Com a força do impacto eu cai no chão e até
hoje nunca vi aquele gol” relatou o craque.
Depois
daquela vitória magra de um a zero, houve dois empates e no fim o título para o
Ceará.
Narração
e edição: Carlinhos Alves, agradecimento a sua audiência e sua sintonia, abraço
aos jogadores Pio e o paredão Fernando Henrique.
Fonte:
Terceiro
Tempo: http://terceirotempo.bol.uol.com.br/que-fim-levou/gildo-1221


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