
O que deixar para as gerações futuras? Como elas viverão em um
mundo tão desigual, onde a concentração de riquezas está nas mãos de poucos?
Como viver em um planeta tão danificado pelas mãos humanas? O que os jovens
podem fazer, para ajudar a mudar essa história?
Com o início da
industrialização na Inglaterra no século XVIII, começou propriamente a divisão
do trabalho. De um lado os donos do negócio, ou seja, dos meios de produção, de
outro os operários, aqueles que detinham a força de trabalho, considerados os
produtores da riqueza. Que antes desse período, eram os artesãos, os pequenos
produtores, que com o advento das máquinas que produziam as mercadorias em
série e de maneira mais rápida, se viram obrigados a servir esse novo sistema. Uma
concorrência desleal por sinal.
Nesse tempo,
muitos pensadores, começaram a estudar a vida dos trabalhadores, das fábricas e
da própria economia. O mais destacado entre eles foi Karl Marx, que entendeu
minuciosamente o sistema. Compreendendo por exemplo que na maioria do tempo em
que trabalhava na fábrica, o operário só alienava seu trabalho, enriquecendo o
patrão "dono do negócio". Em troca ganhava um quase insignificante
valor que não correspondia ao seu real trabalho.
Depois desse período, os países que conseguiram se
industrializar mais rápido procurava meios de escoar sua produção gigantesca.
Então, surgiu o novo colonialismo. Dessa vez colonialismo econômico. Os países
mais agrícolas exportavam seus produtos para abastecer os países mais
industrializados. Esses países mais ricos, que se preocupavam mais com a
manufatura, ou seja, produtos primários, transformados em secundários, vendiam
aos países que não tinham ainda um parque industrial desenvolvido.

Isso foi o percussor da desigualdade mundial. Esses países
industrializados (concentrados principalmente na Europa) tornaram-se
monopolizadores do mercado. Seus produtos como tecidos, sapatos, automóveis e
tudo mais que foi surgindo em diante, eram caros em comparação com os produtos
dos países que viviam da pecuária, pesca e agricultura.
Surgiu então a dívida externa moderna. Os países pobres (agrícolas),
incentivados pelos novos produtos, viraram consumidores sem controle,
aumentando o déficit na balança comercial. Foi necessário pedirem dinheiro
emprestado aos bancos dos países industrializados.
Além disso, às
fábricas, poluía cada vez mais com seus gazes, mortíferos a atmosfera do nosso
meio ambiente, gerando vários efeitos catastróficos. O aquecimento global, por
exemplo, com mudanças climáticas, derretimento das calotas polares, o buraco da
camada de ozônio. Tudo aconteceu com esse período de surgimento da indústria
até os dias atuais.
O mundo pede
socorro, não é possível mais aceitarmos, que façam do desenvolvimento
científico, tecnológico, um mal para o planeta terra. Devemos sim desenvolver
de maneira sustentável, com a prática de que diz o conhecido documento: Agenda
21.
Se os governantes,
empresários, conhecem e não cumprem os acordos assinados e vistos como solução
para uma vida mais saudável para as gerações presentes e futuras; nós
ambientalistas e socialistas, devemos nos manifestar com palavras e também
protestos que obstruam e possam impedir a destruição.
Para que
aconteçam mudanças reais, não necessariamente se deva focar na educação
ambiental propriamente dita nas escolas. Precisamos incluir toda a sociedade,
levando as principais discussões para os grupos de jovens que se reúnem em diversos
espaços. Seja nos grupos de jovens religiosos unidos pela fé, ou em jovens da
periferia que se reúnem para grafitar, jogar futebol, fazer cursos
profissionalizantes.
É necessário
também que se criem espaços alternativos para o jovem pensar e decidir sobre o
meio-ambiente que o cerca. Queremos participar do desenvolvimento que inclua a
parcela em busca do 1° emprego, do direito a formação acadêmica, entre outros.
Que possamos ver o planeta saudável e com mais justiça.

A melhor notícia para a
juventude é ver o processo revolucionário concretizado. Os operários
controlando e repartindo o capital e desenvolvendo sem destruir os recursos
naturais. O jovem quer respirar um ar mais puro. Quer ter água saudável para
beber no presente e no futuro. Quer que as espécies que está nas matas possam
resistir e crescer. A floresta possa continuar o pulmão da humanidade.
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