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segunda-feira, 23 de junho de 2025

Horrivel sem saber

 

Preso no meio do caminho, um velho novo

Na meia-idade do destino preferido servindo

Sem ninguém para chorar nem para rir.

 


Dias seguem a velha estrada está chegando ao fim

Nem Platão previu-te assim idoso meio novo enfim

O garoto para os senhores um velho para os jovens.

 

Tu só queres as mulheres juvenis, mas tu não podes

Não plantastes a profissão, não passastes a senhor

Solitário caminhas na fila da estação do metrô.

 

Quando vem as da tua idade tu desdenhas pois não vai

Ser feliz com ninguém mais na tua sofrida imperfeição

Tu és feio de feição e liso de bens materiais e espirituais.

 

Um homem sem generosidade no coração, sem dinheiro

Sem nenhuma reputação, perdido na contramão do medo

Olhastes e perdeu e desceu correndo de novo a via.

 


Te olham e te acham egoísta, uma mente sinistra

Subjugado e não amado metralhado na dispersão

Destronado da vida, chutado e cheio de feridas.

 

Radiante seria se pudesses abrir só uma porta esperançosa

Mediante a servidão do paraíso do lirismo gótico do teu ser

Não existe beleza dentro da secura da tua infeliz visão.

 

Medindo o segredo que te afasta da felicidade, uma escolha

Milhares de erros, de linhas desfiguradas de pontes condenadas

A serem navalhadas e derrubadas por serem frágeis demais.

 

Milita tu onde ninguém te quer vai ali e vai acolá

E todos estão a te desprezar te fazer derramar líquidos dos

Teus olhos baixos, desesperados por precisar.

 

Tu disse que não queria ajuda mas a ajuda veio e tu

Você fugiu e se entregou ao bar, a jogatina as noites em

Claro e deixou aquela menina a sofrer por te querer muito.

 

Você não merecia isso, apenas errou na mão e veio parar aqui

Cometeu um crime, ser fiel a princípios inúteis e destruidores

Armados pela coluna partida na indisciplina perdida de alma.

 

E te olharam e te apontaram um dedo um tapa na cara uma piada

Eles diziam de você algo que não era e que não podia ser aquele

Que nada tinha a dizer e a perder e a sofrer.

 

Um adeus, um aceno sombrio de uma noite escura na rua deserta

Na mata estava você querendo voltar, mas estava preso em um

Passado de penar e de se frustrar.

 

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