Preso no meio do caminho, um velho novo
Na meia-idade do destino preferido servindo
Sem ninguém para chorar nem para rir.
Dias seguem a velha estrada está chegando ao fim
Nem Platão previu-te assim idoso meio novo enfim
O garoto para os senhores um velho para os jovens.
Tu só queres as mulheres juvenis, mas tu não podes
Não plantastes a profissão, não passastes a senhor
Solitário caminhas na fila da estação do metrô.
Quando vem as da tua idade tu desdenhas pois não vai
Ser feliz com ninguém mais na tua sofrida imperfeição
Tu és feio de feição e liso de bens materiais e
espirituais.
Um homem sem generosidade no coração, sem dinheiro
Sem nenhuma reputação, perdido na contramão do medo
Olhastes e perdeu e desceu correndo de novo a via.
Te olham e te acham egoísta, uma mente sinistra
Subjugado e não amado metralhado na dispersão
Destronado da vida, chutado e cheio de feridas.
Radiante seria se pudesses abrir só uma porta
esperançosa
Mediante a servidão do paraíso do lirismo gótico do
teu ser
Não existe beleza dentro da secura da tua infeliz
visão.
Medindo o segredo que te afasta da felicidade, uma
escolha
Milhares de erros, de linhas desfiguradas de pontes
condenadas
A serem navalhadas e derrubadas por serem frágeis
demais.
Milita tu onde ninguém te quer vai ali e vai acolá
E todos estão a te desprezar te fazer derramar
líquidos dos
Teus olhos baixos, desesperados por precisar.
Tu disse que não queria ajuda mas a ajuda veio e tu
Você fugiu e se entregou ao bar, a jogatina as noites
em
Claro e deixou aquela menina a sofrer por te querer
muito.
Você não merecia isso, apenas errou na mão e veio
parar aqui
Cometeu um crime, ser fiel a princípios inúteis e
destruidores
Armados pela coluna partida na indisciplina perdida de
alma.
E te olharam e te apontaram um dedo um tapa na cara
uma piada
Eles diziam de você algo que não era e que não podia
ser aquele
Que nada tinha a dizer e a perder e a sofrer.
Um adeus, um aceno sombrio de uma noite escura na rua
deserta
Na mata estava você querendo voltar, mas estava preso
em um
Passado de penar e de se frustrar.
.jpg)
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário