. Nesse ano que passou se comemorou uma data muito especial que de certa forma uniu dois grandes autores da nossa literatura brasileira. Cem anos se passaram e o que podemos nós dizer para melhor ilustrar essa nossa lembrança saudosa?
Nesse ano que passou se comemorou uma data muito especial que de
certa forma uniu dois grandes autores da nossa literatura brasileira. Cem anos
se passaram e o que podemos nós dizer para melhor ilustrar essa nossa lembrança
saudosa?
Guimarães Rosa
está colocado ao lado de Machado de Assis em grau de importância para nossa
literatura. Mesmo que traçando caminhos um pouco diversos, o que trouxe para
eles a similaridade foi o dom de fazer com as palavras coisas estupendas.
Gêneros que foram expressão de suas épocas, um casamento que foi por demais
duradouro com arte.
Nascer e morrer é
comum há todos os dias, mas morrer ou nascer para os corações de milhares de
leitores, poucos fizeram como esses gigantes do reino literário. Hoje sentimos
a presença dos personagens que eles criaram e que fizeram parte de uma geração
que não está longe da nossa realidade atual. Os tempos mudaram mais os
sentimentos humanos são parecidos ao de outrora.
O que Machado de Assis não teve em comum ao
Guimarães Rosa, no caso um filho, teve em comum ao gerar obras imortais. Os
desejos carnais de um, diferente do outro, foi igual no ardor personificado nas
tramas novelescas, nos contos misteriosos. Pensaram a sociedade com a alma
aberta para o futuro que por vim traria transformações profundas nos modos de
ser, mesmo sem perder a noção do tempo.
Não podemos julgar nossos grandes escritores
pela aparência humana que tiveram, pois o ser é apenas condição de seu próprio
tempo. Se Machado de Assis fundou a Academia de Letras e depois ela derrotou no
primeiro momento Guimarães Rosa, foi porque o momento ainda não havia chegado
para tal fim. Porém o que na verdade foi de fato importante foi o domínio que
ambos tiveram nas letras.
O que difere o que iguala são as participações de ambos no
contexto muito especial que a poucos é reservado, o brilhantismo de poder
expressar da mais bela maneira aquilo que foi colocado como missão de cada um,
descobrir no seio da sociedade e passar para muitos, algo que aos olhos comuns
está obscuro, uma verdade que está bem na nossa frente e a gente não vê.

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