As vésperas do torneio de
futebol mais importante de preparação para a Copa do Mundo de 2014, a mídia
brasileira, parte de movimentos sociais e partidos de oposição ao Governo
Federal, não conseguem ver o lado bom da competição que irá atrair os olhares
do mundo.
Isso não é novidade por aqui, nós somos o país do contra. A frase
de Nelson Rodrigues de que vivemos de um complexo de vira latas se encaixa bem
nesse nosso momento. Que a Veja, Globo, Folha, Estadão, tenham contido os
ânimos para os ganhos sociais do torneio era normal esperar isso deles, já que
se comportam como um partido de oposição ao Governo Federal. Usam seus editoriais
para massacrar os gastos do torneio, sem tentar mostrar o retorno que eles
mesmos vão ter principalmente a Globo detentora dos direitos de transmissão.
Em 1904, diante
da grave epidemia de varíola que assolava o Rio de Janeiro, o Governo Federal
da época se viu diante uma situação complicada, aprovar uma lei que obrigasse a
população a tomar a vacina para se ver livre da doença. O que hoje foi uma idéia
razoável e compreensível tornou-se uma guerra urbana, de pessoas nas ruas do
Rio de Janeiro quebrando tudo, com apoio de cadetes. No fim a vacina salvou
todos.
Somos o país do futebol, temos cinco títulos mundiais e temos os
jogadores mais cobiçados do mundo, vide Neymar ontem se apresentando em
Barcelona para um estádio com mais de 52 mil pessoas para vê-lo.
Temos graves
problemas sociais é bem verdade, mas não se resolveriam esses problemas se
deixássemos de realizar os jogos de futebol, pelo contrário os dois torneios
Copa das Confederações e Copa do Mundo vão trazer um retorno fantástico ao
turismo do Brasil e uma mudança logística grande.
Isso não tira a
importância dos Comitês Populares da Copa, que
realizam o trabalho extraordinário nas cidades sedes dos jogos, contra as
remoções desumanas, exemplo de Fortaleza em que Cid Gomes Governador do Ceará
visitou comunidades nas proximidades da
Via Expressa causando muita confusão.
O certo é que as
famílias têm todo o direito de querer estar em locais onde historicamente
moraram e não querer as ofertas para irem morar em bairros distantes.
Porém para, além disso, tudo cabe falar: Se a cidade é de todos,
alguém deve fazer o sacrifico para que aconteça o progresso, como alargamento
de ruas, construção dos viadutos. Não podemos tomar o exemplo da Revolta da
Vacina e tomar atitudes parecidas, quando podemos olhar para o passado e ver
que essa Competição nos fará recordar para sempre momentos mágicos.
Mas para alguns
seguir uma bandeira de luta, pode em algum momento servir para ganhar votos lá
na frente se usando do sofrimento do povo. O que não podemos é deixar de
torcer juntos, independente de classe social, para um bom futebol e estádios
cheios mostrando a alegria que só o povo brasileiro sabe mostrar.
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