O que já
não é mais
Fores
altiva e permanente
Cabia
apenas continuar assim
Mas
escapou dos limites de mim.
Era
somente uma perca vigente
Saiu e
sumiu, sem mensagens
Estava
assim no corredor do medo.
Não era
necessidade, nem apego
Mas aquelas
conversas e beijos
Aquele seu
cheiro peculiar era bom.
Fui embora
daqui e estava indo ali
Mas aonde
eu ia tu estavas parecia alma
Fechava os
olhos e te enxergava toda hora.
Roubei-te
a inocência e tu me largou
Parecia
que descobriste um lugar melhor
Ficou
sabendo do que era a vida e se foi.
Só assim
percebi que eu era mal, egoísta
Não era
necessário muito, apenas te ouvir
Mas eu era
surdo e cego para te entender.
Agora me
aguarda aquela bebida e o bar
Mas eu já
era velho para isso tinha que se cuidar
Não viver
a se lamentar, tinha que treinar
Correr,
levantar peso, comer saudável
Vivemos
outros tempos, sem álcool
Chorar é
ruim, busca a terapia, sem dor.
Não posso
extravasar, nem se automutilar
Posso
chorar discretamente escondido
E depois
se recompor e seguir.
Aquela
sofrida música arranhada na viola
O lamento
da memória perdida contigo
Mas tu nem
mais existe, você se foi.
Será que
ainda estou aqui?
Será que
eu já fui e restou apenas o eco?
Adeus, ô
Deus, meu Deus, morri?.
.jpg)
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário