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sexta-feira, 13 de junho de 2025

O que já não é mais

 

O que já não é mais

 


Fores altiva e permanente

Cabia apenas continuar assim

Mas escapou dos limites de mim.

 

Era somente uma perca vigente

Saiu e sumiu, sem mensagens

Estava assim no corredor do medo.

 

Não era necessidade, nem apego

Mas aquelas conversas e beijos

Aquele seu cheiro peculiar era bom.

 

Fui embora daqui e estava indo ali

Mas aonde eu ia tu estavas parecia alma

Fechava os olhos e te enxergava toda hora.



 

Roubei-te a inocência e tu me largou

Parecia que descobriste um lugar melhor

Ficou sabendo do que era a vida e se foi.

 

Só assim percebi que eu era mal, egoísta

Não era necessário muito, apenas te ouvir

Mas eu era surdo e cego para te entender.

 

 

 

Agora me aguarda aquela bebida e o bar

Mas eu já era velho para isso tinha que se cuidar

Não viver a se lamentar, tinha que treinar

 

Correr, levantar peso, comer saudável

Vivemos outros tempos, sem álcool

Chorar é ruim, busca a terapia, sem dor.

 

Não posso extravasar, nem se automutilar

Posso chorar discretamente escondido

E depois se recompor e seguir.

 

Aquela sofrida música arranhada na viola

O lamento da memória perdida contigo

Mas tu nem mais existe, você se foi.

 

Será que ainda estou aqui?

Será que eu já fui e restou apenas o eco?

Adeus, ô Deus, meu Deus, morri?.

 

 

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