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quinta-feira, 12 de junho de 2025

Reanimando o amor

 

Partiu-me ao meio. Te conhecer me transportou a anos-luz no passado.

Uma fenda abriu-se no tempo, eu de novo era jovem outra vez. Não.

Eu não queria mentir para ti. Abracei-te, peguei a sua mão, beijei-te.

 


Curtimos a noite juntos. Não eram os bares que nos faziam aliados.

Não eram as cervejas que nos animavam, mas o sorriso e o par perfeito.

Eu queria me vingar, das pessoas que me olhavam torto, sempre.

 

Então chegamos, você toda jovenzinha. Eu, um homem de meia-idade.

Você não ligou, me puxou e no meio do barulho de guitarras me beijou mais.

Aceitei tudo que me vinha de ti. Até nos dias anteriores, quando você sumiu.

 


Você estava lá online, virtualmente presente, mas sem o diálogo que queria.

Eu não era o príncipe, que meia-noite vira o sapo. Era apenas um homem.

Vivia pedindo desculpas e com medo da rejeição, querendo atenção.

 

A esperança brotou de novo em alguém que tinha esquecido o que era amar.

Não faças poesias, já dizia o meu velho amigo em um momento qualquer.

Elas vão te achar bobo e meloso e vão pular fora rapidamente.

 

Menino tu já foi. O caminho agora é o descansar o corpo da morte.

Vivenciar cada dia e cada momento pelas últimas vezes e contando.

Não deves perder o medo de recuar quando estiveres errando.

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