Partiu-me
ao meio. Te conhecer me transportou a anos-luz no passado.
Uma
fenda abriu-se no tempo, eu de novo era jovem outra vez. Não.
Eu não
queria mentir para ti. Abracei-te, peguei a sua mão, beijei-te.
Curtimos
a noite juntos. Não eram os bares que nos faziam aliados.
Não
eram as cervejas que nos animavam, mas o sorriso e o par perfeito.
Eu
queria me vingar, das pessoas que me olhavam torto, sempre.
Então
chegamos, você toda jovenzinha. Eu, um homem de meia-idade.
Você
não ligou, me puxou e no meio do barulho de guitarras me beijou mais.
Aceitei
tudo que me vinha de ti. Até nos dias anteriores, quando você sumiu.
Você
estava lá online, virtualmente presente, mas sem o diálogo que queria.
Eu não
era o príncipe, que meia-noite vira o sapo. Era apenas um homem.
Vivia
pedindo desculpas e com medo da rejeição, querendo atenção.
A
esperança brotou de novo em alguém que tinha esquecido o que era amar.
Não
faças poesias, já dizia o meu velho amigo em um momento qualquer.
Elas
vão te achar bobo e meloso e vão pular fora rapidamente.
Menino
tu já foi. O caminho agora é o descansar o corpo da morte.
Vivenciar
cada dia e cada momento pelas últimas vezes e contando.
Não
deves perder o medo de recuar quando estiveres errando.
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